Especial     



Família Vicente:
União e cooperação multiplicando resultados

Praticando o cooperativismo de sol a sol, os Vicente orgulham-se do progresso que vêm conquistando na agricultura nas últimas décadas



A família Vicente, da comunidade Água da Fartura, em Farol, é um dos bons exemplos de que a união faz a força e o trabalho produz recompensas. Juntos, eles praticam o cooperativismo de sol a sol e orgulham-se do progresso que vem conquistando na agricultura ao longo das últimas três décadas.

Na propriedade de 80 alqueires, a família cultiva soja, milho, trigo e aveia, e vem melhorando os índices da produtividade das lavouras. “Estamos atentos e acompanhando de perto a evolução que a nossa agricultura vem tendo, principalmente no que diz respeito às novas tecnologias. E não tenho dúvida de que o caminho para o sucesso na nossa atividade é este: planejar e colocar em prática as novidades para a melhoria da nossa produtividade e da nossa renda”, diz José Vicente, o patriarca, que é cooperado desde 1973. A família é composta por 16 pessoas. Todos têm objetivos bem definidos.

Mas, se hoje a família Vicente comemora os bons resultados, no passado, há mais de 40 anos, as coisas não eram nada fáceis e bem diferentes.

A história da família Vicente na região da Água da Fartura nos leva a década de 40, mais precisamente no ano de 1946, quando José Vicente, então com 8 anos de idade, chegou a localidade juntamente com o irmão Joaquim e os pais Agenor e Maria Ferreira Bueno. “O meu pai sofreu muito. Naquela época era tudo mato, não tínhamos sequer um alqueire de terra aberto para plantar”, lembra José Vicente.

A dificuldades da época fizeram com que ele iniciasse no trabalho da roça somente com 18 anos. “A gente plantava feijão, arroz e produzia somente para a subsistência. Também, se houvesse produção não teria para quem vender”, constata. Os pais Agenor e Maria fizeram de tudo para que os filhos tivessem uma área para plantar. O patrimônio deixado por eles foi conservado e ampliado pelos filhos ao longo dos anos. O segredo, segundo José Vicente, foi sempre ter carinho e valorizar cada conquista.

A partir da década de 70 a vida começou a mudar para os Vicente, principalmente com o surgimento da Coamo. “Lembro como se fosse hoje da luta do doutor Aroldo para reunir o pessoal e fundar a cooperativa. Foi ele que nos ajudou desde o começo, como agrônomo da Acarpa, fazendo o planejamento da nossa propriedade. Naquela época ele já falava em corrigir as terras com calcário. Foi uma benção, uma graça, Deus tê-lo mandado de Santa Catarina para nós”, comemora.

Com o apoio da Coamo os Vicente foram crescendo e progredindo. “A cooperativa se estruturou e nela temos tudo o que precisamos para produzir bem”, valorizam. Os resultados da parceria vêm sendo contabilizados a cada safra. No último verão, os Vicente registraram uma produtividade média de 130 sacas por alqueire de soja e mais de 300 sacas por alqueire no milho.

Com muita determinação, apaixonado pelo cooperativismo e pela Coamo, o cooperado José Vicente conta que a cooperação é a saída para resolver os problemas e também para o progresso dos agricultores. Segundo ele, o cooperativismo está no seio da família – ele e quatro dos seus filhos são cooperados, a exemplo dos seus dois genros, e cada um no dia-a-dia faz a sua parte no desempenho das suas tarefas.

Os filhos também seguem o ritmo do pai e compartilham das atividades em prol de uma agricultura de resultados. Osmar é responsável pela aplicação de defensivos e transporte; Sérgio pelo plantio das lavouras; Itamar pela colheita e revisão das máquinas; e Joseleomar cuida do gado e da granja de suínos; enquanto que os genros João e Odair colaboram nos serviços de plantio e colheita.

Casal realiza sonho ao conhecer a Coamo


O mês de setembro deste ano jamais será esquecido pelo casal José João e Maria Olivo. Cooperado da Coamo, em Palmas, há muitos anos, José João, hoje com 76 anos, teve, juntamente com a esposa, a oportunidade de conhecer pessoalmente o presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini e as instalações da cooperativa, em Campo Mourão. Tudo para atender um sonho antigo da dona Maria Olivo, que de passagem pela cidade no ano passado pediu ao marido para que programassem uma visita a Campo Mourão em 2003. “Minha senhora me cobrava muito e não desistiu do seu sonho. Quando eu falei para ela que nós viríamos para Campo Mourão, foi uma alegria só”, informa José João.

“Gostei de tudo e realizei uma vontade que tinha de conhecer o doutor Aroldo e a Coamo. Gostei muito da Coamo como um todo. Ela é bem instalada e organizada. Valeu a pena esta viagem”, disse dona Maria Olivo, explicando que anualmente eles tiram uma semana de férias e saem para conhecer lugares diferentes em outras regiões do Brasil.

José João ficou impressionado com as indústrias de óleo, margarina e fiação de algodão. “Fiquei muito satisfeito. Vi pessoalmente que o doutor Aroldo. Ele é um homem muito simples e conversa como um homem da nossa terra”.

Os negócios da família são conduzidos pelo filho Wilson, também cooperado. As propriedades da família estão localizadas na região de Palmas e Coronel Domingos Soares.

Segundo José João, os cooperados vêm crescendo junto com a Coamo e o nome da cooperativa é muito forte e conhecido. “Quando estive em Goiás, no ano passado, o presidente da Comigo elogiou o trabalho da Coamo e disse que muita coisa implantada lá foi levada da Coamo. Então, o nome da nossa Coamo vai além, pelo Brasil afora e isso é um orgulho para todos nós”.

O cooperado lembra que a chegada da Coamo em Palmas organizou a vida dos produtores e mudou o panorama da agricultura daquela região. “A gente, como colono, pensava que sabia tudo: como plantar, cuidar do solo... mas na verdade não sabíamos nada. Com a assistência e tecnologia repassada pela Coamo a nossa vida melhorou e a gente continua crescendo e muito satisfeito com os resultados que vamos tendo a cada safra”, resumiu.

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