Meio Ambiente      



Coamo recebe embalagens de agrotóxicos

Nas unidades, a cooperativa instalou postos de recebimento com o objetivo de proporcionar ao cooperado maior conforto e segurança no manuseio das embalagens


Atendendo as normas estabelecidas por projeto de lei, que passou a vigorar em 1º de junho de 2002, a Coamo está recebendo as embalagens vazias de agrotóxicos utilizadas por seus cooperados. A cooperativa instalou postos de recebimento com o objetivo de proporcionar ao quadro social maior conforto e segurança no manuseio das embalagens. Todos os entrepostos da Coamo estão autorizados pelo Inpev - Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, para receber e armazenar as embalagens.

Recentemente, o Inpev encaminhou à Coamo a liberação para que os postos de recebimento remetam as embalagens contaminadas para o destino final. “As embalagens vazias quando passadas pela tríplice lavagem são prensadas e em seguida encaminhadas para reciclagem; já as embalagens consideradas contaminadas são levadas para serem incineradas”, explica o engenheiro agrônomo Carlito Tonet, gerente de Distribuição da Coamo.

Tonet diz que o trabalho está sendo feito com calma e a previsão é de que os resultados melhorem de forma gradual e contínua com o aprimoramento do processo de recebimento das embalagens. “Sabemos que existe um volume muito grande de embalagens que estão acumuladas nas propriedades. Os produtores, por sua vez, devem ter um pouco de paciência, principalmente com referência às embalagens contaminadas”, considera. A orientação da Coamo é para que o produtor inicie a devolução pelas embalagens tríplice-lavadas. “Com as embalagens que passaram pelo processo de tríplice lavagem o processo de destinação final é mais rápido, fácil e com custos reduzidos. Quanto às contaminadas, a recomendação é que elas sejam recebidas num segundo momento”, orienta Carlito Tonet.

Como fazer - O produtor deve fazer a pré-seleção das embalagens ainda na propriedade, separando as tríplice-lavadas das contaminadas. Outra recomendação do Detec da Coamo é para que o produtor faça a tríplice lavagem no momento em que estiver usando o produto com água limpa, não esquecendo de fazer a inutilização da embalagem através de uma perfuração no mínimo em dois lugares. Na seqüência, as embalagens devem ser armazenadas corretamente até o momento da entrega. Outra informação importante repassada para conhecimento dos produtores diz respeito as embalagens de tratamento de sementes, que por sua vez, não precisam e não devem ser tríplice-lavadas, pois já são consideradas contaminadas. 

Tríplice lavagem - A conscientização do produtor para a realização correta da tríplice lavagem é uma das principais preocupações do Detec da Coamo dentro desse trabalho de recebimento e armazenagem das embalagens de agrotóxicos. De acordo com Carlito Tonet, as embalagens entregues pelos produtores nos postos de recebimentos da Coamo serão recolhidas pelo Inpev e encaminhadas posteriormente para as unidades de processamento final onde as embalagens tríplice-lavadas serão prensadas para que o volume seja diminuído e então, enviadas para as indústrias que farão um novo processamento do material, transformando-o em mangueira, mourão, entre outros. As contaminadas, por sua vez, não podem ser prensadas, que em ocorrendo, provocará um aumento considerável nos volumes para transporte. “Um caminhão que geralmente transporta de 7 a 8 toneladas de embalagens tríplice lavadas prensadas, vai levar, no máximo, 1,5 toneladas de embalagens contaminadas, aumentando o custo de transporte, já que a incineração só pode ser feita nos Estados de São Paulo ou Rio de Janeiro. Por isso, é muito importante que o produtor esteja consciente da necessidade de efetuar a forma correta da tríplice lavagem”, explica Tonet.

O Inpev está custeando o transporte das embalagens, mas no futuro a expectativa é de que os próprios produtores assumam os custos de transporte das embalagens contaminadas.


Vale do Ivaí realiza dia de campo de inverno


Cerca de 100 cooperados de São João do Ivai, Barbosa Ferraz, Fênix, Quinta do Sol e Engenheiro Beltrão participaram do dia de campo de inverno, promovido pelo Detec da Coamo no Vale do Ivaí. O evento aconteceu no dia 10 de setembro em Fênix e reuniu pesquisadores da Embrapa, Iapar, Fundação Meridional e Coodetec. Os cooperados acompanharam a demonstração das novas cultivares, além de conhecerem a ação de fungicidas em comparação com áreas não aplicadas e mais a ação de adubação verde de inverno com nabo forrageiro, aveia preta e tremoço.

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