No dia 3 de outubro, participamos juntamente com
o governo do Paraná da “Festa do Plantio”, realizada
em Campo Mourão, com a presença de 2.500 produtores
paranaenses e do ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, lançando
oficialmente a safra nacional 2003/2004. No evento, o governo do
Paraná lançou como desafio a colheita de 30 milhões
de toneladas que será a maior produtividade da história
da agricultura paranaense.
Na safra de verão 2003/2004 a cultura do
milho está praticamente semeada com muito sucesso e condições
favoráveis. Em breve, os cooperados estarão intensificado
o plantio das lavouras da soja e do algodão. Como dissemos
em outras oportunidades, o milho é uma cultura que possibilita
a diversificação da renda na propriedade, além
de ser excelente fonte para a rotação de culturas
e incorporação de matéria orgânica no
solo deixando cerca de 50 toneladas de palhada por alqueire. Com
relação a comercialização do milho,
devemos aguardar o encerramento da colheita, já que o que
falta para o Brasil é a estabilidade na produção
de milho. Assim, o país tem uma instabilidade na exportação,
operando com o mercado externo somente quando há excedente
de produção.
No
caso da soja, o que estamos observando é que muitos produtores
já iniciaram o plantio, em época que não é
recomendada pela pesquisa. Ao invés de plantar mais cedo
e correr risco com o milho safrinha, é preferível
ter uma safra cheia de soja seguindo as orientações
técnicas buscando boas produtividades e preços satisfatórios.
Estamos prevendo um incremento ao redor de 5% na área plantada
de soja e esperamos novamente por uma boa safra, com bom clima,
produtividades e preços.
O ano 2003 entrará para história da
Coamo como um dos melhores anos nos seus 33 de existência.
De maneira geral é um ano de boas colheitas e resultados
para a satisfação dos nossos cooperados. Quanto a
comercialização, tivemos uma safra inédita
de milho safrinha com excedentes de produção que prejudicaram
os preços da cultura. Com a queda do dólar o mercado
tem dificuldade para exportar o produto, mas se houver alta do dólar,
deveremos ter equilíbrio nos preços
Devido a frustração da safra dos Estados
Unidos a comercialização da soja tem registrados bons
preços com valores que ultrapassam R$ 40,00 a saca. Esta
cotação da soja serve de estímulo para aumento
no plantio da safra brasileira abrindo boas perspectivas para o
próximo ano. Porém, caso haja muita produção
o país correrá o risco de ter excesso de oferta e
problemas de armazenagem. Mas, o cenário atual aponta para
boas perspectivas de preços da soja brasileira, face aos
problemas da safra americana que segundo levantamento do USDA indicam
colheita de 67,16 milhões de toneladas, na menor safra desde
1996. A nossa orientação é que cada cooperado
faça a sua programação de fixação
da produção da sua safra em função dos
preços historicamente bons e principalmente com relação
aos custos de produção.
Estamos enfrentando problemas na comercialização
da safra de trigo, com poucos compradores no mercado, sem preços
mínimos e sem possibilidade de exportação.
Com esta situação, o produto fica sem preço
para evitar maiores prejuízos, aguardando a compra da produção
por parte dos moinhos. Em anos anteriores, o trigo ficou fora de
mercado de outubro a fevereiro e a solução foi abrir
adiantamentos para os cooperados que precisavam de recursos. Precisamos
administrar a cooperativa com muita seriedade e sem venda do produto
no mercado não podemos abrir preços para fixação
dos produtores. Por outro lado, a colheita de trigo deste ano está
com boas produtividades. Esta edição do Jornal Coamo
apresenta reportagens com vários cooperados que estão
superando os níveis de 150, 180 e até 200 sacas de
trigo por alqueire.