Opinião     



Editorial:

Momentos históricos

Engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, diretor presidente da Coamo


No dia 25 de setembro os cooperados e a diretoria da Coamo, com visão de futuro e planejamento estratégico, aprovaram em Assembléia Geral Extraordinária a mudança da razão social e a nova logomarca da Coamo. A cooperativa adotou a sua sigla como nome, passando a ser denominada de “Coamo Agroindustrial Cooperativa”. É importante lembrar que o nome Coamo é originário da sigla da denominação social da cooperativa, fundada em 28 de novembro de 1970 como “Cooperativa Agropecuária Mourãoense Ltda”. Também foram aprovados investimentos de R$ 77 milhões para a modernização industrial e operacional, além da expansão da Coamo para o Estado de Mato Grosso do Sul, com a construção de novos entrepostos em Amambaí e Caarapó, no atendimento às necessidades do nosso quadro social.

No dia 3 de outubro, participamos juntamente com o governo do Paraná da “Festa do Plantio”, realizada em Campo Mourão, com a presença de 2.500 produtores paranaenses e do ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, lançando oficialmente a safra nacional 2003/2004. No evento, o governo do Paraná lançou como desafio a colheita de 30 milhões de toneladas que será a maior produtividade da história da agricultura paranaense.

Na safra de verão 2003/2004 a cultura do milho está praticamente semeada com muito sucesso e condições favoráveis. Em breve, os cooperados estarão intensificado o plantio das lavouras da soja e do algodão. Como dissemos em outras oportunidades, o milho é uma cultura que possibilita a diversificação da renda na propriedade, além de ser excelente fonte para a rotação de culturas e incorporação de matéria orgânica no solo deixando cerca de 50 toneladas de palhada por alqueire. Com relação a comercialização do milho, devemos aguardar o encerramento da colheita, já que o que falta para o Brasil é a estabilidade na produção de milho. Assim, o país tem uma instabilidade na exportação, operando com o mercado externo somente quando há excedente de produção.

No caso da soja, o que estamos observando é que muitos produtores já iniciaram o plantio, em época que não é recomendada pela pesquisa. Ao invés de plantar mais cedo e correr risco com o milho safrinha, é preferível ter uma safra cheia de soja seguindo as orientações técnicas buscando boas produtividades e preços satisfatórios. Estamos prevendo um incremento ao redor de 5% na área plantada de soja e esperamos novamente por uma boa safra, com bom clima, produtividades e preços.

O ano 2003 entrará para história da Coamo como um dos melhores anos nos seus 33 de existência. De maneira geral é um ano de boas colheitas e resultados para a satisfação dos nossos cooperados. Quanto a comercialização, tivemos uma safra inédita de milho safrinha com excedentes de produção que prejudicaram os preços da cultura. Com a queda do dólar o mercado tem dificuldade para exportar o produto, mas se houver alta do dólar, deveremos ter equilíbrio nos preços

Devido a frustração da safra dos Estados Unidos a comercialização da soja tem registrados bons preços com valores que ultrapassam R$ 40,00 a saca. Esta cotação da soja serve de estímulo para aumento no plantio da safra brasileira abrindo boas perspectivas para o próximo ano. Porém, caso haja muita produção o país correrá o risco de ter excesso de oferta e problemas de armazenagem. Mas, o cenário atual aponta para boas perspectivas de preços da soja brasileira, face aos problemas da safra americana que segundo levantamento do USDA indicam colheita de 67,16 milhões de toneladas, na menor safra desde 1996. A nossa orientação é que cada cooperado faça a sua programação de fixação da produção da sua safra em função dos preços historicamente bons e principalmente com relação aos custos de produção.

Estamos enfrentando problemas na comercialização da safra de trigo, com poucos compradores no mercado, sem preços mínimos e sem possibilidade de exportação. Com esta situação, o produto fica sem preço para evitar maiores prejuízos, aguardando a compra da produção por parte dos moinhos. Em anos anteriores, o trigo ficou fora de mercado de outubro a fevereiro e a solução foi abrir adiantamentos para os cooperados que precisavam de recursos. Precisamos administrar a cooperativa com muita seriedade e sem venda do produto no mercado não podemos abrir preços para fixação dos produtores. Por outro lado, a colheita de trigo deste ano está com boas produtividades. Esta edição do Jornal Coamo apresenta reportagens com vários cooperados que estão superando os níveis de 150, 180 e até 200 sacas de trigo por alqueire.


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