EDITORIAL:
A nova safra, a pesquisa e o Unimed Rural
ENGENHEIRO AGRÔNOMO JOSÉ
AROLDO GALLASSINI, DIRETOR PRESIDENTE DA COAMO
Iniciamos
o plantio da safra agrícola 2004/2005, na área de
ação da Coamo, com a expectativa de que tenhamos chuvas
regulares, bom desenvolvimento das lavouras e colheitas com altas
produtividades. Segundo previsões da Secretaria da Agricultura,
o Paraná deverá produzir cerca de 12,45 milhões
de toneladas, números que se confirmados serão 25%
superior a safra anterior.
Os problemas climáticos foram responsáveis por grandes
perdas em praticamente todas as culturas na safra 2003/2004, por
geada e estiagem afetando a soja, milho safrinha e trigo, entre
outras. Mas indiscutivelmente a maior perda que os produtores estão
enfrentando neste ano é a redução nos preços
das commodities agrícolas. É uma situação
indesejada e que preocupa muito a classe produtiva, principalmente
com relação ao futuro das nossas commodities.
O cenário atual, marcado por baixos preços na comercialização
dos produtos agrícolas e os altos custos dos insumos, causam
apreensão aos produtores, principalmente àqueles que
devido ao sucesso das safras dos últimos anos realizaram
novos investimentos na suas atividades, seja adquirindo máquinas
e implementos ou arrendando novas áreas de terras a preços
considerados muito elevados.
Paralelo aos problemas que estamos enfrentando e a semeadura da
nova safra brasileira, fomos surpreendidos com o anúncio
da produção norte-americana de soja para a safra 2004/2005
passando de 77,18 milhões de toneladas para 84,56 milhões
de toneladas de soja, um aumento de 7,38 milhões de toneladas,
causando surpresa no mercado e pressionando as cotações
na Bolsa de Chicago. Esta previsão do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA) provocará um excedente de produção
muito grande, aliada a produção de 105 milhões
de toneladas de soja da América do Sul, maior que a safra
americana. No período de 2001 a 2005, a produção
mundial de soja cresceu 31% enquanto que o consumo cresceu 21%,
resultando em estoques finais elevados e interferência nos
preços internacionais.
A escassez de recursos para financiamento da safra atrelado as taxas
de juros que estão na média de 15 % ao ano contra
os 8,75 % do juro agrícola está provocando uma maior
participação da Coamo no custeio da safra, o que é
não função da cooperativa. Lembramos aos cooperados
da responsabilidade em cumprir os seus compromissos e pagar os seus
débitos nos prazos contratados, para evitar maiores problemas.
Estamos observando que alguns produtores de regiões como
Mato Grosso já dão sinal de que devido a baixa rentabilidade
da soja investirão mais em pastagens se os custos de produção
continuarem sendo maiores que os valores de venda.
Esta situação que estamos vivendo é atípica,
mas já foi verificada em outros anos. Mesmo com este panorama
de dificuldades, não podemos desanimar, mas sim continuar
acreditando numa boa safra, agindo com cautela e bom senso com relação
as decisões e a novos investimentos. Acompanhar a situação
e fazer a nossa parte, semeando e bem a próxima safra, com
utilização de tecnologias buscando aumentar as produtividades
para baratear os custos de produção. Assim com a força
e a fé no trabalho, iremos suplantar os obstáculos,
principalmente porque sabemos que a agricultura vive de altos e
baixos.
Esta edição do Jornal Coamo destaca os 30 anos da
pesquisa cooperativista, iniciada em 1974 com a Ocepar Pesquisa
e que em 1995 teve um grande avanço com o surgimento da Coodetec,
uma central de pesquisas da qual a Coamo faz parte desde o seu início.
A Coodetec é responsável pela criação
de novas variedades em trigo, milho híbrido e sintético,
soja e algodão, e vem cumprindo muito bem a sua missão
na geração de pesquisa que beneficia diretamente milhares
de cooperados paranaenses e produtores brasileiros, pois além
do Paraná, está presente também em várias
regiões do país.
Lançamos há 2 anos juntamente com a Unimed, o Plano
de Saúde Unimed Rural, um plano que foi um grande sucesso
e beneficiou milhares de cooperados e familiares da Coamo. Trata-se
de um plano completo que gera tranqüilidade a família
cooperativista com custos reduzidos e atendimento com a qualidade
Unimed em todo o território nacional. E para oportunizar
a adesão e estender os benefícios deste importante
plano de saúde para no mínimo mais 500 cooperados
e familiares, lançamos a campanha Unimed Rural Mais 500,
com condições especiais e coberturas exclusivas, sem
carência e sem exclusão de doenças pré-existentes.
A união da Coamo e da Unimed é a certeza de que os
objetivos desta campanha serão atingidos plenamente, além
de colaborar para o fortalecimento do cooperativismo agropecuário
e de saúde. |