Pecuária     



Aftosa tem vacinação em novembro, no Paraná

SEGUNDA ETAPA DA CAMPANHA COMEÇA NO DIA 1º E VAI ATÉ O DIA 20

Tudo pronto para a segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Paraná. A vacinação será realizada, como de costume, no período de 1º a 20 de novembro, envolvendo todo o Estado. A campanha é desenvolvida pela Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) duas vezes por ano e objetiva imunizar o rebanho de bovinos e bubalinos do Estado, estimado em 10,39 milhões de cabeças.

A médica veterinária Elenice Aparecida Amorim de Lima, da unidade veterinária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Regional de Campo Mourão (centro-oeste do Paraná), reforça a importância de todos os produtores vacinarem os seus rebanhos. Ela alerta que em caso de foco da doença não é só o gado que fica comprometido, mas também o trânsito de grãos onde for constato o problema. “Se houver a constatação do foco da doença, todos os produtos da propriedade atingida não podem ser comercializados, não só o leite e a carne, como todos pensam”, revela.

A veterinária explica que os prejuízos econômicos são enormes, atingindo o comércio de forma geral. Quando descoberto algum foco da doença, a área isolada chega a 25 quilômetros, sob intensa vigilância do Departamento de Epidemiologia do Governo.

De acordo com dados da Seab, na primeira etapa da campanha realizada em maio deste ano, 100% do rebanho foi imunizado. Durante os vinte dias de campanha 90% do gado foi vacinado, e o restante foi finalizado nos trinta dias pós campanha, através das visitas feitas por técnicos da secretaria nas propriedades.

A multa para quem não vacinar varia de uma a três UPF – Unidade Padrão Fiscal, que hoje vale em torno de R$ 67,00 cada. A avaliação para aplicação da punição é feita pelo Cenjur – Centro Jurídico da Secretaria, e são levados em consideração a gravidade de cada caso. Como por exemplo reincidência e até mesmo o tempo que o produtor levou para imunizar o animal depois de ser advertido.

COAMO PREPARADA – Em toda área de ação da Coamo são 37 farmácias veterinárias a disposição dos cooperados. As vacinas já estão prontas para serem comercializadas e as unidades veterinárias da cooperativa aguardam apenas a o início oficial da campanha, marcado para o dia 1º de novembro, para iniciar o fornecimento aos cooperados.

CUIDADOS NA VACINAÇÃO – O médico veterinário Olívio Eirich, do Detec da Coamo, em Campo Mourão, orienta que o produtor deve se planejar o trabalho com antecedência. “O ideal é fazer a contagem do plantel logo nos primeiros dias da campanha para saber quantas doses da vacina será necessário”. Para ganhar tempo e dinheiro, o criador deve-se fazer outros cuidados de manejo neste período, como: aplicação de vermífugo e a desmama de bezerros, por exemplo.

Outra orientação de Eirich é quanto aos cuidados com a vacina. “Por se tratar de um produto biológico, ela deve ser acondicionada e transportada em caixa de isopor, resfriada com gelo. A conservação deve ser em temperatura média de 2 a 8 graus centígrados”.

O correto, segundo ele, é fazer a aplicação sempre no período da manhã ou final da tarde. “São os períodos de menor calor durante o dia e quando os animais estão menos estressados. Uma outra forma de evitar esse estresse e não deixar os animais pernoitarem na mangueira”.

A desinfecção das agulhas deve ser feita através de fervura durante cinco minutos, e a cada cinco animais vacinados recomenda-se trocar de agulha.


Cuidado com as plantas tóxicas

Definem-se como plantas tóxicas de importância na pecuária àquelas que ingeridas espontaneamente pelos bovinos, em condições naturais, causam danos à saúde destes e até mesmo a morte. Na região da Coamo existem vários exemplares como a Lantana spp., conhecida como cambará ou chumbinho; o Senecio spp., denominada de berneira. Ambas são tóxicas ao fígado, mas a que causa mais prejuízo a bovinocultura é a Pteridium aquilinum, conhecida como samambaia. Tem crescimento em solos ácidos como é característico da nossa região e com sua ingestão os animais apresentam 3 formas clínicas: 1) aguda; 2) crônica (sangue na urina); e 3) tumores no trato digestivo.

Os animais ingerem a planta na fase de brotação, a qual ocorre com maior intensidade durante a primavera (outubro/dezembro), em regiões quentes a ocorrência é o ano todo.

A intoxicação aguda está diretamente ligado à fome em decorrência da superlotação, períodos de estiagem, ou quando os animais após o transporte prolongado são colocados em pastos contaminados pela planta, e com algum tempo de ingestão de forma espontânea ou através do uso de feno contaminado por exemplo, o animal pode adquirir vício. Ocorre principalmente em animais jovens abaixo de 2 anos atingindo até 70% de um rebanho chegando a um letalidade próximo a 100%.

A hematúria crônica ou também chamado de enzoótica, é o de maior freqüência, ocorre em diferentes épocas do ano e atinge animais acima de 4 anos, principalmente matrizes de corte ou leite e que pode atingir 10% de um rebanho com 100% de letalidade.

A outra forma seria a presença de tumores no trato digestivo, acomete animais mais velhos como touros e vacas leiteiras, pode atingir até 3% de um rebanho e a letalidade também é de 100%.

É importante ressaltar que, após o aparecimento dos sintomas clínicos a morte dos animais é inevitável, a não ser nos casos de intoxicação aguda em animais jovens podem ocorrer uma rara recuperação. Sendo assim, os tratamentos são ineficientes e paliativos obtendo apenas um prolongamento da vida do animal.

O melhor controle da doença é a prevenção, não permitindo que o rebanho tenha acesso a essa planta, o que devemos consegui-lo com a erradicação desta planta na propriedade com roçadas sistemáticas em intervalos curtos de 20 à 30 dias, e onde apresenta grandes manchas desta planta se faz aração do solo quando possível ou o uso de herbicidas recomendados por um Agrônomo e sempre com a correção da acidez do solo através da calagem, embora difícil a erradicação é possível de se fazer evitando assim grandes prejuízos econômicos a sua atividade pecuária.


Leite com eficiência

COOPERADO LUIZ SOBREIRA, DE IVAIPORÃ, AMPLIA RESULTADOS DA PROPRIEDADE APOSTANDO NA PECUÁRIA LEITEIRA E PRIVILEGIANDO MANEJO ALIMENTAR DO REBANHO

A pecuária extensiva e com poucos investimentos em tecnologia deu lugar a um novo esquema de produção, que contempla uma nova visão da atividade, baseada em estratégias planejadas para garantir maior lucro com a vacada e uma exploração mais racional da estrutura da propriedade. É assim a nova vida do zootecnista Luiz Carlos Sobreira, cooperado da Coamo em Ivaiporã, no centro-norte do Paraná. Ele iniciou na pecuária de leite para viabilizar os animais no corte e hoje integra as duas atividades num esquema que privilegia o manejo alimentar do rebanho.

Com um plantel de 700 cabeças, sendo 150 destinadas à produção leiteira, o cooperado vem lançando mão de uma ampla reforma na pastagem, buscando qualidade e eficiência com a adoção do pastejo rotacionado. São 70 vacas em lactação, todas da raça holandesa. Elas e as demais novilhas do rebanho são tratadas num sistema de semi-confinamento, recebendo alimentação complementar no cocho. Assim, sobreira tem produzido diariamente 900 litros de leite.
“Mas essa produção já foi maior”, exclama o produtor. “Eu já cheguei a produzir médias superiores a dezoito litros por vaca. Por problemas reprodutivos e de manejo sanitário a produção dos animais caiu um pouco, no último ano”. O cooperado garantiu que possui muitos animais que produzem muito além de 300 dias por anos. “Entretanto, há outros que tivemos que secar antes e hoje estão só comendo, sem produzir”, lamenta Sobreira.

Conforme explicou, a alimentação dos animais é bem balanceada. Além da pastagem a vacada ainda recebe um complemento alimentar no cocho, à base de volumosos como silagem de milho ou sorgo, durante todo o ano. Toda a mineralização necessária, complemento com ração e o controle verminótico são observadas pelo criador. “Faço tudo que deve ser feito. Não relaxo no manejo, principalmente com o gado leiteiro. Se você economiza dinheiro hoje com a ração e mineralização não vai perceber a diferença. Mas daqui cinco ou seis meses será tarde para recuperar o tempo perdido”, alerta.

No momento, o cooperado está recompondo o plantel de gado de corte, aumentando as matrizes. O rebanho é composto de 250 vacas criadeiras, da raça tabapuã. Do que é possível ele faz a recria e engorda.

Na propriedade de 102 alqueires, 12 são destinados ao plantio do sorgo para silagem, sorgo forrageiro para pastejo e o milho também para silagem. Além de meio alqueire para de cana. O restante é área de reserva e pastagem.

O médico veterinário Paulo Calderon, do Detec da Coamo em Ivaiporã, aponta o produtor como um modelo a ser seguido. “Essa é a realidade do trabalho aqui na fazenda, que alia experiência, conhecimento técnico e muita vontade de fazer cada vez melhor, do cooperado Luiz Carlos Sobreira”, elogia Calderon.


SUINOCULTURA:
Procedimentos para assistência ao parto

Se os procedimentos ao parto forem realizados com cuidado, teremos leitões fortes e saudáveis; e para que isto aconteça devemos sempre assisti-lo a qualquer hora do dia ou da noite.

A duração média de um parto varia de uma a três horas, que começa com a liberação de um líquido claro ou sanguinolento pela vulva da porca. O intervalo entre o nascimento de um leitão e outro é de 10 a 15 minutos. Pode haver colostro escorrendo dos tetos de 2 a 3 horas antes de iniciar o parto. E no final do parto ocorre a liberação da placenta.

A assistência ao parto deverá obedecer os seguintes procedimentos:

1. A baia deve estar limpa e desinfetada;

2. A porca deve entrar na maternidade limpa, desinfetada e livre de endo e ectoparasitas;

3. O material deve estar devidamente limpo e esterilizado;

4. Colocar um caixote com maravalha limpa atrás da porca para receber os recém-nascidos;

5. Colocar uma fita adesiva, por 1 a 2 dias após o parto, para isolar os tetos bons dos ruins, evitando que algum leitão venha escolher um teto não funcional;

6. O funcionário deve ter o máximo de higiene (mãos limpas e desinfetadas) para iniciar o manejo dos leitões recém-nascidos;

7. O cordão umbilical deve ser desprendido o mais próximo da porca, evitar que o umbigo toque o piso devendo-se imediatamente desinfetá-lo com iodo. Amarrar o umbigo com um cordão desinfetado a 2cm do ventre e após cortá-lo;

8. Limpar as narinas com toalha de papel permitindo que o leitão possa respirar;

9. Cortar e cauterizar a cauda, a 1cm do corpo e após desinfetar;

10. Mossar e desinfetaras orelhas;

11. Colocar o leitão no escamoteador já previamente aquecido a 30 graus, com lâmpada e maravalha;

12. Colocar os leitões para mamar o colostro o mais rápido possível permitindo melhor absorção de anticorpos e, conseqüentemente, maior defesa contra doenças;

NOTA – Porcas sem contrações: deve-se estimular a glândula mamária com massagens ou aplicar uma dose de ocitocina. Porcas com contrações, mas que não param: pode haver um leitão trancado no colo uterino, neste caso, deverá realizar o toque com os devidos cuidados: braço lavado, luva descartável, unhas cortadas, braço fino e mãos pequenas.

Fonte: Suínos & Cia (07/2004)


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