De bem com o meio ambiente
PRESERVAR
AS MATAS É UMA DAS PRIORIDADE DO COOPERADO JOSÉ LUCENA,
DE FÊNIX
Quem chega
nas fazendas Guajuvira e Corumbataí, em Fênix, logo
se impressiona com o que vê. Localizadas às margem
do Rio Ivaí, as propriedade, que juntas possuem 115 alqueires,
têm como característica a preservação
ambiental. São 30 alqueires de área destinados para
reserva e mata ciliar, 20 para pastagem e 65 para a agricultura.
Bem diversificadas, as áreas de plantio são divididas
entre as culturas de milho, soja (principais) e o café. Através
da adoção de tecnologia e a assistência técnica
da Coamo, a produtividade das lavouras nas fazendas acompanham a
média regional.
De propriedade
dos irmãos Ivan Luiz e Rogério de Castro Bittenourt,
as fazendas são administradas pelo cooperado José
Antonio de Lucena. Ele conta que o interesse pela preservação
dos irmãos foi herdado do avô, o médico Joaquim
Vicente de Castro (em memória), ex-proprietário da
área, deixada como herança para os netos. Ele acabou
sendo seduzido pela preocupação demonstrada pelos
primeiros desbravadores da região, na década de 30,
que plantaram parte da mata ciliar existente no local.
Na década de 50 as fazendas começaram a ser desmadadas,
pelo próprio Dr. Joaquim para o plantio de hortelã
e café, principais culturas da época. Em 1.975, após
uma severa geada, o cultivo do café acabou sendo desestimulado
pelos produtores da região, que erradicaram as lavouras.
A partir daí iniciou-se uma outra história. Os agricultores
tiveram de mecanizar as terras com maquinários precários
e começar a plantar milho e soja. Como na época quase
não existia assistência técnica, os produtores
mecanizavam as áreas até na barranca dos rios. Com
essa prática, e sem a existência de curvas de níveis,
a água da chuva arrastava parte da terra para os rios, causando
enormes assoreamentos.
Preocupado com a degradação do meio ambiente, antes
mesmo do inicio da mecanização, Dr. Joaquim resolveu
plantar milhares de mudas de espécies nativas nas margens
dos rios Ivaí e Corumbataí, entre elas o Pau Brasil,
criando a mata ciliar e formando uma barreira contra a erosão.
Na seqüência deste trabalho, em 2000, os netos e atuais
proprietários da área, continuaram com o plantio de
diversas outras mudas de espécies de árvores, como
o Ipê Roxo e Gurucaia, Peroba e Cedro, entre outras, nas margens
do Rio Corumbataí. Com isso, formaram mais de cem metros
de mata ciliar, que abriga várias espécies de animais
silvestres, como: capivaras, pacas, entre outras.
Também consciente da importância da preservação
do meio ambiente, José Lucena diz que a natureza é
continuará sendo respeitada nas fazendas. “Acredito
que estamos no caminho certo. A preservação das matas
nativas valoriza os nossos mananciais, a fauna e a própria
flora regional. Sem contar que o nosso solo fica na propriedade
e não mais dentro dos rios, como acontecia anteriormente”,
conclui o cooperado.
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AGROTÓXICOS:
Recolhimento de embalagens tem campanha nacional
O ministro
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues,
e o presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens
Vazias de Agrotóxicos (inpEV), João César
Rando, lançaram no dia 8 de outubro, em Brasília,
a campanha educativa “A Natureza Precisa de Você”.
O evento aconteceu no Salão de Atos do edifício-sede
do ministério em Brasília, e marcou o início
da veiculação de filmes, spots de rádios,
anúncios em jornais e revistas.
O objetivo da campanha é conscientizar os agricultores
sobre aos procedimentos corretos de lavagem e devolução
das embalagens de defensivos agrícolas, conforme determina
a lei federal 9.974/00.
A campanha terá duas etapas: “Lave-me”
e “Devolva-me”, dirigidas à educação
de produtores rurais. A primeira fase, com o slogan “É
simples. É fácil. É lei”, começou
a ser veiculada já neste mês de outubro devido
ao período de aplicação de agrotóxicos
na safra de verão e momento adequado para a lavagem
das embalagens. |
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