ATUALIZAÇÃO
TÉCNICA:
Coamo mantém equipe em sintonia fina
COOPERATIVA
TREINA INTENSIVAMENTE O QUADRO TÉCNICO AGRONÔMICO E
VETERINÁRIO PARA MELHOR ATENDER OS ASSOCIADOS
Atualizar
a sua equipe técnica agronômica e veterinária,
visando uma orientação cada vez melhor ao seu quadro
social, no sentido de oferecer informações para que
os agricultores aumentem a sua produtividade e renda. Este foi o
objetivo de um ciclo de treinamentos sobre plantas daninhas; integração
lavoura/pecuária e reforma, implantação e manejo
de pastagens, que a Coamo realizou recentemente. O projeto foi dividido
em cinco grandes eventos, por regiões, que juntos reuniram
cerca de 170 componentes da equipe técnica da Coamo (agrônomos
e veterinários).
“Na verdade, o que a Coamo se propôs e desenvolveu durante
o ciclo de palestras foi manter a tradição de treinar
intensivamente o seu quadro técnico para melhor atender os
seus associados”, revelou a engenheiro agrônomo Nei
Leocádio Cesconetto, gerente Técnico Coamo. Ele disse
que o trabalho da cooperativa em manter atualizados os seus profissionais
faz parte do esforço que a Coamo tem feito no sentido de
apoiar o trabalho da pesquisa, levando os resultados para o campo.
PLANTAS
DANINHAS – O agrônomo Jamil Constantin, professor
da área de Plantas Daninhas da Faculdade de Agronomia da
Universidade Estadual de Maringá (UEM), foi um dos palestrantes
durante os treinamentos. Ele enfocou o sistema de manejo de invasoras
em plantio direto, com destaque para a influência na infestação
posterior à dessecação que antecede o cultivo
de verão.
Constantin considerou dois aspectos em duas situações:
a dessecação e plantio muito rápido (com cerca
de uma semana depois) e a dessecação com 15 a 20 dias
de antecedência ao plantio. “Na forma rápida
a cobertura pode interferir mais na produtividade da lavoura. No
entanto, se dessecamos com um intervalo maior antes do plantio podemos
conseguir maior produtividade e menor infestação de
plantas daninhas”, garantiu. O prejuízo, para uma má
condução do trabalho, segundo ele, pode chegar a até
10 sacas por hectare de soja e 30 sacas por hectare de milho.
INTEGRAÇÃO – Outro tema que
constou dos treinamentos da Coamo foi a palestra do engenheiro agrônomo
Sérgio Alves, pesquisador da área de Melhoramento
de Pastagem do Iapar – Instituto Agronômico do Paraná.
Ele destacou os aspectos da integração agricultura/pecuária,
mostrando que num comparativo entre uma propriedade que produz apenas
soja e outra que acrescenta a integração com a pecuária
é possível dobrar a renda do produtor. “Se computarmos,
ainda, o aumento da lotação dos animais em quatro
vezes, o uso da lavoura de inverno para pastoreio do gado e a redução
da idade de abate dos animais, é possível aumentar
a produção de carne na região da Coamo em até
oito vezes”, contabilizou.
PASTAGEM – A idéia de manter o solo
vegetado, o ano inteiro, adubando o sistema; aumentar a lotação
de bois na propriedade e reduzir o tempo de abate dos animais, está
gerando um novo projeto na Coamo. É o de Recuperação
e Melhoria das Pastagens Tradicionais. Na região da cooperativa
existe mais de 1 milhão de hectares de pastagem perene de
verão, em áreas declivosas e marginalizadas dentro
da propriedade, com baixa produtividade. “Podemos, com segurança
e qualidade, chegar a produtividades até seis vezes mais
altas se a gente adequar água, adubação, manejo,
e demais tecnologias. Assim, somando às áreas que
recebem aveia preta que podem receber os animais em pastoreio de
inverno, podemos aumentar em muito a produção de carne
na área de ação da cooperativa”, reforçou
Alves.
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