Agricultura     



Clevelândia:
Cooperado conduz atividades a quatro mãos

ASSISTÊNCIA TÉCNICA DA COAMO FEZ RENDER MAIS A PRODUÇÃO DO COOPERADO JOÃO ROGÉRIO PACHECO

asdRegião onde por várias décadas houve o predomínio exclusivo da pecuária extensiva, Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, tem dividido a sua economia, nos últimos 10 anos, com a agricultura. O rebanho bovino no município, que antes era de 60 mil cabeças, hoje fica em torno de 20 mil. E as áreas antes destinadas à pastagem convencional foram direcionadas para o cultivo de lavouras, como a soja, o milho e, mais recentemente, o trigo. A agricultura está mudando o perfil dos produtores rurais. Hoje, eles convivem com a tecnologia e o apoio efetivo da assistência técnica, o que tem sido decisivo para a formação de resultados cada vez mais positivos dentro das propriedades.

A chegada da Coamo à região, há pouco mais de um ano, impulsionou essa evolução. Com uma filosofia de trabalho focada no conceito de estar próxima da propriedade do seu cooperado, a Coamo tem oferecido alternativas para que o homem do campo produza com qualidade e sustentabilidade. “E os cooperados têm entendido a nossa proposta. Assim, a tendência dos resultados no campo é de verticalização”, comemora Evandro Luiz Câmara, gerente do entreposto da Coamo em Clevelândia.

Exemplo – O cooperado João Rogério de Arruda Pacheco, de Clevelândia, está no grupo de produtores que acreditam na parceria com a Coamo. E ele já começa a colher os primeiros frutos do trabalho conjunto. Ao conduzir a sua propriedade seguindo as orientações do Detec da Coamo, Pacheco tem incrementado os resultados do sítio. “O que tem feito a diferença no meu caso é a assistência técnica. Estamos com um trabalho a quatro mãos, o que significa um melhor planejamento e atitudes bem definidas, resultando num maior rendimento das atividades”, valoriza o cooperado.

O cooperado conta que a presença da assistência técnica da Coamo em todos os momentos da produção facilita o trabalho. “Antes tinha um apoio técnico esporádico, apenas para ‘apagar incêndios’. Hoje tenho a assistência o ano inteiro”, destaca Pacheco. E o engenheiro agrônomo que atende a propriedade, Fábio Maciel Formentini, justifica: “a gente procura fazer um trabalho integrado, vendo a propriedade como um todo, do início ao fim do trabalho”.

asdDevido a essa parceria, o cooperado investiu em trigo neste inverno e, no verão trabalha com rotação de culturas. A recente aposta no trigo, que é uma novidade na região, deixou o cooperado bem esperançoso, sem contar que ele aumentou as alternativas de renda na propriedade. Além do resultado econômico do cereal, visa também os benefícios ao solo. “Espero que o trigo dê lucro, mas também tem a vantagem da adubação residual, que estou aprendendo a perseguir, com orientação dos técnicos da Coamo”, afirma Pacheco.

Resultados – No último verão o cooperado já percebeu os benefícios do trabalho em parceria com a Coamo. Apesar da estiagem, a produtividade média da soja ficou em 107 sacas por alqueire. “Poderia ter sido pior, não fossem os investimentos e cuidados”, assegura Pacheco. O milho manteve as 370 sacas por alqueire de média.

E para continuar com os bons resultados, o próximo passo é investir na correção de solo. Formentini afirma que algumas áreas receberam calcário e há necessidade de fazer a correção com fósforo. “Neste ano, esse trabalho será feito porque o solo é o patrimônio do produtor e quanto mais ele tira nutrientes do solo para a produtividade da cultura, o produtor tem que devolver. É o ciclo produtivo”, orienta o agrônomo.

Leite – A pecuária de corte já foi a principal atividade de Pacheco. Mas, recentemente, ele resolveu investir no gado leiteiro. No momento, das 27 vacas do rebanho, 16 estão em lactação. O produtor conta que o leite não é a principal atividade na propriedade e a produção média de 170 litros por dia responde por cerca de 30% das despesas da propriedade.

 

Fisiologia e nutrição vegetal

PESQUISADOR DA USP ALERTA PARA UMA BOA CONSERVAÇÃO DO SOLO E MELHOR APROVEITAMENTO DO POTENCIAL DAS PLANTAS

Plantas bem nutridas indicam lavouras mais produtivas. É o que garante o engenheiro agrônomo Antonio Luiz Fancelli, pesquisador e professor da cadeira de Produção Vegetal da Esalq – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (USP), que a convite da Coamo participou recentemente de um encontro de reciclagem do quadro técnico da cooperativa, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). Ele cita o desenvolvimento do sistema radicular como fundamental para o sucesso da fisiologia e nutrição. “A raiz é a boca da planta. Quando mais desenvolvida, maior será a sua capacidade de explorar os mecanismos que a planta utiliza para capturar os nutrientes do solo”, explica.

Os mecanismos apontados pelo pesquisador são três: interceptação radicular, que é o potencial de retirada de nutrientes do solo através do desenvolvimento da raiz; fluxo de massa, que é a capacidade da planta deslocar nutrientes para si, por meio de transpiração, através da quantidade de água existente no solo; e a difusão, que vai depender da temperatura, umidade e também o desenvolvimento do sistema radicular. “Tudo isso pode ser feito pelo produtor como um ‘plus’ na exploração da atividade agrícola. Assim, as plantas conseguirão aproveitar o máximo do seu potencial, diante da boa conservação dos aspectos químico, físico e biológico do solo”, salienta.

 

Para Fancelli, a aplicação foliar de cálcio e boro influencia positivamente na planta para o incremento da produtividade final da lavoura. “A planta assimila estes nutrientes por fluxo de massa, durante a transpiração. E o resultado pode ser muito interessante para o agricultor”, destaca. Ele também indica que o equilíbrio nutricional dificulta a ação de pragas e doenças nas plantas. “Mas é importante o produtor rural trabalhar com a concentração adequada dos produtos e monitorar sempre as ações. Desta forma, seguramente, ele terá um rendimento maior em suas lavouras, com melhor qualidade do produto e menor custo”, assegura.

 

 

 


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