Pecuária     



Eqüinos: os multi-funções das fazendas

OS CAVALOS TAMBÉM SÃO TRABALHADORES E MERECEM UM TRATAMENTO DE PRIMEIRA, QUANDO O ASSUNTO É CONTROLE DE VERMINOSES

O impacto da verminose nos cavalos, principalmente nos animais de campo, utilizados no trabalho diário das fazendas de criação de gado, foi o tema de um encontro realizado recentemente pela Coamo, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). Participaram do evento os profissionais que compõem o quadro técnico veterinário da cooperativa. Eles acompanharam uma palestra ministrada pelo médico veterinário Henry Berger, gerente de produtos da Merial e especialista em manejo sanitário de eqüinos.

Durante o encontro, os técnicos avaliavam a importância do controle estratégico dos vermes nos cavalos, principalmente porque é grande o número de animais utilizados para a lida diária nas fazendas. Um levantamento do Detec da Coamo indica que na área de ação da cooperativa existem mais de 50 mil cabeças de eqüinos de campo. E esse tipo de animal, que é uma peça fundamental nas propriedades de pecuária, no manejo do rebanho bovino, muitas vezes não é tratado adequadamente quando o assunto é sanidade. Diferente dos bovinos, eles têm necessidades especiais, uma vez que não são acometidos pelos mesmos parasitas que atacam os bois.

“Num país tropical, como o nosso, o impacto das verminoses nos cavalos, sob os pontos de vistas clínico e econômico, é grande, devido as altas temperaturas e umidade em boa parte do ano”, afirma Berger. Problemas como cólicas, retardo no crescimento dos potros e emagrecimento dos cavalos, e doenças como a anemia, são causadas por espoliações verminóticas. Para evitar quedas de rendimento no trabalho dos cavalos, Berger orienta os criadores a adotar um manejo estratégico dos produtos indicados para o controle de vermes, dosando as ações de impacto ambiental e animal.

Na questão ambiental, o produtor pode reduzir a carga parasitária do plantel tomando atitudes como a limpeza das baias ou locais onde os animais ficam; evitar a superlotação da pastagem; e adotar o pastoreio múltiplo, uma vez que o verme que atua no cavalo não prejudica o boi, por exemplo. Com relação ao controle animal, a vermifugação é o pilar. A estratégia, segundo Berger, é administrar o produto certo, na hora certa e para o animal certo. “O ideal é administrar um composto a base de ivermectina simples, nos períodos de outono/inverno, e um combinado de ivermectina e prazinquantel, no período de primavera/verão. Esta receita é indicada para animais com idade acima de um ano. Para os potros, é bom usar a combinação de produtos o ano inteiro, sempre consultando um veterinário, para avaliar a freqüência com que os animais devem ser medicados”, salienta Berger.

 

 

Os cuidados com os animais de estimação

É comum a presença de animais de estimação nos lares. As pessoas optam por terem um ou mais animais para conseguirem companhia ou cuidar da casa. Mas quem quer ter um animal em casa, deve estar atento aos cuidados básicos para garantir boa saúde ao animal e a toda a família. Cães e gatos podem, em determinados casos, ser hospedeiros de doenças chamadas de zoonoses que podem ser passadas para o ser humano. Entre as zoonoses mais comuns estão a raiva, a lepstopirose, a leichmaniose e a toxoplasmose, e a principal medida para controlar essas doenças é a vacinação profilática dos animais.

De acordo com o médico veterinário, do Detec da Coamo de Campo Mourão, Hérico Alexandre Rossetto, a primeira coisa a fazer quando se compra um animal é administrar vermífugo, pois os filhotes já se contaminam com larvas de verminoses gastrointestinais ainda dentro da mãe e através da amamentação. “Após oitenta dias, inicia-se o esquema de vacinação, esta orientação dependerá de como foi a vida sanitária da mãe, se foi vacinada ou não, de forma correta antes do início da gestação. Caso ela não tenha sido vacinada de forma correta, o filhote deverá receber a primeira dose da vacina em data antecipada aos oitenta dias de nascimento.”
Alimentação

Outro cuidado é com a alimentação. Rossetto afirma que o melhor alimento é a ração concentrada, porque tem formulação equilibrada em nutrientes. “Se a pessoa prepara o alimento na propriedade, deve balancear os nutrientes da ração, com arroz, legumes e carne. Mas o ideal será sempre o fornecimento de uma ração balanceada, pois, muitas vezes a pessoa que prepara o alimento não utiliza corretamente os ingredientes não fornecendo a contento os níveis nutricionais que o animal precisa, ficando este deficiente”, afirma.

Para os animais que estão acostumados a se alimentarem de comida, o hábito deve ser mudado com a mistura gradativa de ração. “Se ele não conseguir se acostumar apenas à ração, o ideal é que seja colocado pelo menos 50% de ração na mistura” conta o médico veterinário.

No campo – Para os cachorros e gatos de propriedades rurais, os cuidados com a saúde e alimentação são os mesmos. Há, apenas, o risco natural que esses animais correm, por estarem constantemente em contato com parasitas externo. Rosseto explica que “eles tem mais contato com carrapatos, que podem transmitir um tipo específico de riquetsia, que é um parasita sanguíneo que pode, quando transmitido ao ser humano, desenvolver a febre maculosa, pode entrar em contato com algum tipo de mosquito que pode transmitir a febre amarela, e pode transmitir a leichimaniose”.

Para esses animais que estão mais vulneráveis à poeira e à terra, o banho não pode acontecer em período inferior que a cada duas semanas, até mensalmente, para evitar problemas de pele. Rosseto recomenda que, se o animal se sujou, é só passar talco na região e escovar. “Isso ajuda a sair a sujeira”.

O cooperado Adilson Biondo, de Campo Mourão tem quatro cachorros na propriedade. Dois são de sua criação e os outros apareceram recentemente no local. Ele conta que os animais são devidamente vacinados e que a alimentação é apenas de ração, por contribuir com a melhora da pelagem do animal. Biondo afirma que todos são mansos, mas ainda assim contribuem para a segurança da propriedade. “Se eles sentem que alguém está chegando, dão o alarme. Além disso são uma boa companhia. Chega a noite, eles sempre estão do meu lado”.

 

 

Cana-de-açúcar na alimentação do rebanho

COMPOSTO ENERGÉTICO É NOVIDADE PARA SUPLEMENTAÇÃO ANIMAL

Cooperados da Coamo da região de Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná) participaram em setembro, na fazenda experimental da cooperativa, de um dia de campo sobre silagem de cana-de-açúcar. O composto energético é uma novidade e vem sendo utilizado para supementar a alimentação dos animais da propriedade. Duarnte o encontroforam realizadas palestras sobre as vantagens da silagem de cana-de-açúcar e o uso de inoculantes, além de demonstrações práticas de regulagem de colheitadeira, para forragem, e demonstração de montagem do silo.s

O médico veterinário Hérico Alexandre Rosseto, do Detec da Coamo em Campo Mourão, fez uma explanação sobre o custo/ benefício da silagem de cana-de-açúcar; o manejo adequado e as vantagens da utilização do energético. Rosseto explica que a cana-de-açúcar é uma forrageira utilizada há bastante tempo na região, mas disponibilizada aos animais na forma in-natura, triturada. “Com essa nova tecnologia todo esse trabalho pode ser minimizado, já que a cana será triturada no momento da colheita e armazenada em forma de silagem. E com o uso de inoculantes, o produto fica pronto para o consumo dos animais de todas as categorias de corte ou de leite, seja bovino, suíno ou eqüino”, explica.

Segundo Rossetto, trata-se de uma ótima alternativa para o criador, “uma vez que o custo da silagem de cana-de-açúcar é 50% menor que a silagem de milho, por exemplo”, contabiliza. “Nutricionalmente pode não ter o mesmo valor do milho, mas é possível acertar este valor nutricional”, explica.

O veterinário da Coamo orienta os criadores a seguir todas as especificações para uma boa silagem, como: picagem correta do material; compactação do produto com os tratores adequados; vedação do silo, entre outros detalhes. O inoculante, lembra Rosseto, é o ponto mais importante a ser observado. “Independente de qual seja a forrageira a ser ensilada o inoculante é imprescindível para a qualidade desse energético”, conclui.


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