Amigos do meio ambiente
COAMO CONSCIENTIZA COMUNIDADES RURAIS E URBANAS E PROMOVE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO CAMPO

No mundo moderno, o conceito da boa imagem de uma empresa perante o mercado passa, necessariamente, por ações comunitárias concretas. Temas ligados ao desenvolvimento sustentável vêm sendo cada vez mais discutidos. Eles promovem a crescente conscientização comunitária em relação as questões ambientais. “Neste cenário, entre os grandes desafios do mundo de hoje está a preservação do nosso planeta sem privar as gerações futuras das opções de desenvolvimento. Por isso, é importante avançar nos resultados econômicos da propriedade; mas nunca se esquecer da preservação da natureza, que é uma condição essencial para a sobrevivência a longo prazo”, orienta o superintendente Técnico da Coamo, Cláudio Francisco Bianchi Rizzatto.
Consciente do seu papel no desenvolvimento sustentável do campo, a Coamo tem levado a sério a sua posição de amiga do meio ambiente. A preocupação com a qualidade ambiental, que faz parte da cultura da empresa, pode ser medida, por exemplo, pelas ações desenvolvidas pela cooperativa dentro do projeto de recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos, em parceria com diversas entidades. Criado há três anos, o projeto tem por objetivo, além do estímulo à segurança do trabalhador rural, a preocupação com o destino final das embalagens vazias de defensivos agrícolas.
Estratégias – Para o cumprimento do programa, a Coamo planejou, estrategicamente, o desenvolvimento de uma série de ações para conscientização, participação e responsabilidade de funcionários e cooperados na devolução das embalagens de agrotóxicos comercializadas pela cooperativa. Entre elas, a instalação de 48 postos de recebimento, sendo 42 no Paraná, três em Santa Catarina e três no Mato Grosso do Sul. Construídos com recursos próprios da cooperativa, os postos garantem a recepção total das embalagens adquiridas pelos cooperados. Nesta ação, a Coamo investiu mais de R$ 1,27 milhão.
Em cada um dos postos de recebimento de embalagens vazias mantidos pela Coamo, dois funcionários, devidamente treinados, dão expediente integral. Assim, com o projeto, a cooperativa gerou, diretamente, 96 empregos. Os operadores são capacitados através de treinamentos realizados para a recepção e triagem das embalagens vazias pelo InpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias; Sema – Secretária de Estado do Meio Ambiente e Suderhsa – Secretaria de Estado de Recursos Hídricos.
Conscientização – A cooperativa também investe na realização de eventos que buscam conscientizar os cooperados e a comunidade para a preservação dos recursos naturais. Em 2004, por exemplo, com apoio de empresas parceiras, foram realizados 672 eventos de formação e educação, promovidos durante dias de campo, palestras, reuniões e encontros com cooperados. Entre os temas dos eventos estiveram o uso correto e seguro dos produtos fitossanitários e de EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual; tecnologias de aplicação de defensivos agrícolas; tríplice lavagem e devolução das embalagens vazias. Mais de 38 mil pessoas participaram dos eventos, durante o ano passado, entre cooperados, seus filhos e funcionários, além de funcionários da cooperativa e de membros das comunidades abrangidas pela Coamo.
Campanha – Além dos cursos e treinamentos realizados, a Coamo promoveu junto aos cooperados a realização de campanhas publicitárias, através da distribuição de 45 mil unidades de folder’s, cartazes e cartilhas informativas sobre os procedimentos necessários para a correta tríplice lavagem e destinação final das embalagens vazias dos defensivos agrícolas nos postos de recebimento da cooperativa. Também através de matérias jornalísticas divulgadas nos veículos de comunicação da cooperativa e dos municípios da área de ação. Bem como orientações contidas no receituário agronômico fornecido aos cooperados quando da compra dos produtos químicos.
Resultados – Em 2004, a Coamo recebeu 16,08% do volume de embalagens vazias recolhidas pelo Paraná e 3,77% das embalagens vazias recebidas no Brasil. Deste total, 76% foram encaminhadas para o InpEV para reciclagem. Em 2005, até outurbo, a cooperativa já havia recolhido cerca de 98% do volume recolhido no ano anterior e com uma vantagem: apenas 15% de contaminadas. Isso demonstra que o nível de conscientização dos cooperados vem crescendo a cada ano. A meta da Coamo é chegar a um índice de 10% de embalagens contaminadas, em toda a área de ação da cooperativa.
Um comparativo dos dois últimos anos, com previsão para 2005 – conforme levantamento realizado pela gerência de Distribuição da Coamo, confirma o crescimento na conscientização dos cooperados. Em 2003, do volume de embalagens vazias recebidas pela cooperativa, 57% estavam tríplice-lavadas e 43% contaminadas. Em 2004, o volume de contaminadas foi reduzido para 24% do total recolhido nos postos de recebimento da Coamo. E a previsão para este ano é de que 90% do total de embalagens vazias a ser recolhido pela cooperativa esteja tríplice lavado.
“São importantes avanços nesse grande projeto brasileiro do qual a Coamo se orgulha em fazer parte”, afirma o diretor presidente da cooperativa José Aroldo Gallassini, ressaltando que a instalação de postos de coleta nos entrepostos da Coamo trouxe este benefício para bem próximo da propriedade dos agricultores. Ele enfatiza que esse crescimento vem sendo possível graças a disseminação de informações e ao próprio interesse do agricultor e da comunidade onde ele está inserido em aumentar a sua produtividade e competitividade, através do uso racional dos recursos naturais. “É assim que se constrói o desenvolvimento sustentável; fortalecendo o econômico e o social, sem descuidar do meio ambiente, que é o nosso grande patrimônio”, assegura Gallassini.
Consciência humana
Roberto de Lucas Bitencourt, cooperado da Coamo em Engenheiro Beltrão (região Vale do Ivaí, no Paraná), é um dos grandes exemplos da crescente conscientização dos agricultores para uma melhor qualidade de vida humana e ambiental. Ele treinou todos os seus funcionários, tão logo a nova lei de devolução das embalagens vazias de agrotóxicos passou a vigorar. A eficiência da decisão foi tão grande que na última devolução efetuada pelo cooperado, ocorrida no inicio no mês de junho, foram entregues mais de 3,6 mil embalagens, sendo que 100% delas tríplice lavadas corretamente.
Bitencourt entende que a lei é benéfica para todos. “É a preservação da nossa integridade física, da nossa saúde. Só assim vamos preservar nossos mananciais, reservas e animais. Nosso critério hoje é de escolher melhor os defensivos. Procuramos utilizar aqueles que sejam eficientes para a lavoura, mas também que sejam menos prejudiciais ao meio ambiente”.
Limpas e nas caixas – Manusear, limpar e guardar adequadamente as embalagens de agrotóxicos utilizadas na propriedade sempre foi uma questão levada muito a sério pelo cooperado Antonio Miranda Cassinelli, de Faxinal, também no Vale do Ivaí.
Para a roça ele só leva os produtos que vai usar durante o dia de trabalho. Ao final do trabalho, recolhe as embalagens, já tríplice lavadas e encaixotadas, e guarda em local próprio, longe das crianças e dos animais. A organização facilita, inclusive, o armazenamento e o transporte das embalagens para a destinação final.
Para o cooperado, “a instalação de postos de coleta nos entrepostos da Coamo facilitou muito, trazendo este benefício para bem próximo da nossa propriedade”, comemora. Na primeira entrega que fez ao posto de coleta da Coamo em Faxinal, no ano passado, Cassinelli atingiu o índice de 2,8% de embalagens contaminadas. Já na segunda entrega, este índice baixou para 0,5%.

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Palestras nas escolas
Entre os eventos desenvolvidos pela Coamo envolvendo a comunidade na conscientização para a preservação do meio ambiente está a realização de palestras para alunos do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino. Um deles aconteceu em Juranda (no Centro-Oeste do Paraná). Os estudantes participaram de discussões que abordaram temas como o descarte de embalagens vazias de agroquímicos e tratamento de sementes de soja. No total foram realizadas 45 palestras, que envolveram 1,2 mil alunos da Escola João Maffei Rosa, a maioria filhos de agricultores, e 32 professores.
Iniciativa valorizada – A professora Meire Esgarione, da Escola João Maffei Rosa, elogiou a iniciativa da Coamo. Para ela, o trabalho foi exemplar e despertou o interesse das crianças para com a preservação do meio ambiente, demonstrando que a preocupação não ficar apenas na teoria e sim ser colocada em prática. Ana Paula de Oliveira Pizolli, aluna do Maffei Rosa, disse as palestras foram muito bem aproveitadas e serviram para abrir os olhos dos alunos. “É uma informação que vamos guardar pelo resto da vida.”, valorizou.
Toledo – O Detec da Coamo também realizou palestras em escolas da regiãos de Toledo (Oeste do Paraná). Foram cinco eventos, que reuniram 1.260 alunos dos colégios João Cândido e Antonio José dos Reis e das escolas Princesa Isabel e Ecológica. O tema central das palestras, segundo informou o engenheiro agrônomo Jorge Shimomura, foi a reciclagem de embalagens vazias de agrotóxicos, com ênfase à educação ecológica na agricultura. |
Gota Preciosa
Ambiente, segurança e economia. Três palavras que definem a importância da tríplice lavagem nas embalagens vazias de agrotóxicos. E com a maior conscientização dos cooperados, as três pontas do sistema estão ganhando, e muito. Além de um ambiente mais limpo e seguro, o homem do campo que faz a tríplice lavagem está aproveitando melhor o defensivo, evitando que parte do produto que comprou e pagou fique no fundo do embalagem e, além de contaminá-la e causar um problema ambiental, cause um prejuízo para o próprio bolso.
O engenheiro agrônomo Edivan Abel Moraes, supervisor de Distribuição da Coamo, explica que aproximadamente 50 mililitros em cada frasco ou galão de agrotóxico permanece no fundo da embalagem, caso ela não passe pelo sistema de tríplice lavagem. “É um volume considerável para o produtor rural, quando juntamos todas as embalagens adquiridas pelos cooperados”, destaca.
Para exemplificar o tamanho do desperdício, Moraes analisa, rapidamente, os dados de embalagens recebidas pela Coamo em 2005, até o final setembro. Ele conta que se o volume de 85% de embalagens limpas recebidas até agora fosse contaminadas, o prejuízo, com a permanência do residual de produto no fundo de cada embalagem, seria superior a R$ 3 milhões, levando em conta os custos médios com dessecantes, por exemplo. “A lavagem, neste caso, potencializa o uso do defensivo e garante, ao agricultor, uma boa economia”, constata Moraes.
Embalagens viram cordas, sacolas...
Das 28.700 toneladas de embalagens que são colocadas no mercado brasileiro anualmente (base de dados de 2003), 95% são passíveis de serem recicladas desde que sejam corretamente lavadas e 5% das embalagens precisam ser incineradas. A legislação federal, Lei 9.974 de junho de 2000, disciplina a destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos determinando responsabilidades para o agricultor, o canal de distribuição, o fabricante e o poder público.
O volume de embalagens processadas no Brasil, nos nove primeiros meses de 2005, atingiu a marca de 13.671 toneladas, números que indicam crescimento de 25,6% em relação ao mesmo período de 2004, quando foram registradas (entre janeiro e setembro) 10.883 toneladas. Os Estados que mais destinaram embalagens foram Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Goiás e Rio Grande do Sul, que juntos representam 74% do total devolvido em todo o País. Apenas no mês de setembro foram devolvidas no Brasil, 1.323 toneladas de embalagens.
Nos últimos 12 meses (de outubro de 2004 a setembro de 2005) já foram processadas no país 16.721 toneladas de embalagens que seguiram para reciclagem ou incineração. Atualmente a matéria prima proveniente das embalagens recicladas são empregadas na produção de 16 materiais, como conduíte, cordas, embalagem para óleo lubrificante, madeira plástica, barricas de papelão, economizadores de concreto entre outros. |
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