barra Site Coamo barra
Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 355 | Outubro de 2006 | Campo Mourão - Paraná

Editorial

Nova safra, Fat Giro e gestão rural

Engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, idealizador e diretor-presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa

Iniciamos e muito bem o plantio da safra 2006/07, com chuvas regulares, custos mais baixos e boas perspectivas de produção, o que tem favorecido o bom semblante dos produtores. Após o milho, as máquinas estão, de forma intensa, plantando a soja, nossa principal cultura de verão. Os números do plantio desta safra indicam que haverá redução na área da soja em todo o país, na ordem de 6,4%, com previsão de plantio de 20.814,9 mil hectares. No caso da Coamo, a área será um pouco maior se considerado os números da safra anterior. Já o milho aponta para uma redução nacional de 2,3% (a previsão de plantio é de 9.393,6 mil hectares) e, no caso da Coamo, deverá ser de 17,5%. Essa diminuição no milho se deve ao aumento na área de soja, principalmente na região Centro-Oeste do Brasil.

Com estrutura e totalmente voltada para o desenvolvimento dos seus cooperados, a Coamo mais uma vez forneceu todos os insumos necessários para o plantio da safra 2006/07. E esse é um benefício expressivo, pois o apoio da cooperativa tem sido muito importante e os cooperados estão tendo as condições necessárias para lançar as sementes ao solo em busca de boas produtividades e maior renda no campo.

Observamos que muitos co-operados estão financiando a safra deste ano e com uma grande vantagem: estão tendo acesso ao crédito rural com juros de 8,75% ao ano, diferente dos anos anteriores quando os juros foram mistos, no sistema “mix”. Desta maneira, os produtores estão mais satisfeitos e como resultado contabilizam custos mais baratos na implantação das suas lavouras.

Outra boa notícia desta safra é a efetivação do seguro agrícola, contemplando um bom número de cooperados da Coamo e Credicoamo. Neste ano, o governo  está disponibilizando, para subsídio ao pagamento do prêmio do seguro agrícola, recursos de R$ 61 milhões, limitado a R$ 32 mil por produtor. Acreditamos que isso é um bom começo, pois a previsão é de que esta modalidade seja incrementada nas próximas safras com maior volume de recursos e cobertura, motivada por uma maior participação dos produtores e pela ausência de problemas climáticos. Reiteramos novamente que o ideal mesmo e que tem sido alvo das nossas reivindicações, é a criação do seguro da produção, modalidade em que produtor pagaria o seguro pela média das suas produtividades.

Para a safra 2006/07 os co-operados da Credicoamo já contrataram montante de aproximadamente R$ 50 milhões do seguro agrícola – com subsídios do governo de R$ 1 milhão, junto às seguradoras Brasileira Rural e Mapfre. Essa importância segurada é expressiva e representa um percentual significativo na agricultura paranaense e vem ao encontro das necessidades dos cooperados da Coamo e Credicoamo.

O FAT Giro foi outro benefício importante que a Coamo disponibilizou para cerca de  2 mil cooperados que, desta forma tiveram suas dívidas prorrogadas e amenizadas suas atuações devido aos graves problemas das safras anteriores. Estamos atendendo as necessidades de todos os cooperados que pleitearam o FAT Giro, fruto de um grande trabalho desenvolvido pela Coamo no apoio aos seus cooperados. O caminho para superar esta crise é a colheita de uma produção e preços normais. Assim, iremos ultrapassar os obstáculos em menos tempo do que imaginamos.

No tocante à comercialização dos produtos agrícolas, estamos acompanhando ligeira alta no preço da soja, apesar da previsão de 86 milhões de toneladas de soja nos  Estados Unidos. O mesmo vem ocorrendo nos preços do milho e trigo, que tiveram aumento em suas cotações. Não devemos pensar em altos preços como aqueles praticados entre 2002 e 2004, pois a realidade hoje é outra.  Os preços atuais cobrem os custos e com a graça de Deus teremos boas produtividades e lucros, que dará um novo alento à agricultura brasileira. 

Pensando em melhorar cada vez mais a administração das suas propriedades 2,2 mil cooperados receberam treinamentos e confirmaram participação no mais novo programa da Coamo: o Programa Coamo de Aperfeiçoamento em Gerenciamento Rural, mais conhecido como “Na Ponta do Lápis”. Com orientação do Detec e grande interesse, cooperados e familiares já estão a partir deste mês preenchendo os seus cadernos de anotações e implantando o programa no ambiente produtivo rural. Seguramente, pela repercussão e aceitação dos participantes, o “Na Ponta do Lápis” é um importante instrumento para auxiliar no aprimoramento e desenvolvimento da gestão rural dos cooperados da Coamo, fazendo com que eles conheçam melhor a realidade dos seus negócios com ênfase para os custos de produção e as despesas da propriedade.