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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 355 | Outubro de 2006 | Campo Mourão - Paraná

Tecnologia

Safra de resultados

Cooperados de Guarapuava reforçam parceria com a Coamo e não abrem mão de investir em tecnologia para melhorar o resultado das safras

Em tempos de crise a primeira opção que vem à cabeça é cortar gastos; diminuir o custo de produção e economizar onde for preciso, inclusive baixando o nível tecnológico. Certo ou errado? As respostas para estes questionamentos podem ser formuladas de acordo com a visão de cada um. Para quem anda na contramão esta pode ser a melhor saída; mas para quem pensa grande e não desanima por qualquer coisa, a via é larga e segue sempre o rumo do sucesso.

E é justamente desta forma que pensa e age o cooperado Sérgio Veit, de Guarapuava (Centro-Sul do Paraná). Para ele, a agricultura é o melhor meio de desenvolvimento do Brasil. Por isso, acredita no que faz e que os governantes ainda vão abrir os olhos para a importância do seguimento agrícola para o país. “Meu objetivo é sobrevier e ganhar dinheiro com a agricultura. Por isso, invisto no meu negócio e jamais pensei em diminuir tecnologia, mesmo nos piores momentos que passamos. Eu invisto no solo porque ele é minha poupança”, relata o produtor, que cultiva uma área de 370 alqueires com soja e milho no verão; trigo, aveia, triticale no inverno, além de uma área de 60 alqueires de pastagem perene para engorda de gado de corte.

Muito bem tecnificado, Veit faz rotação de culturas, análises de solo periódicas e correção, capricha no plantio e na pulverização com monitoramento constante das lavouras. Para não ficar a mercê de frustrações o cooperado também diversifica a propriedade e otimiza toda sua atividade. Além das lavouras comerciais, ainda produz leitões e mantém uma área com reflorestamento de pinos e eucalipto. “É uma forma de garantir a renda e não sofrer com frustração. Se uma atividade não vai bem a outra com certeza vai equilibrar as despesas da propriedade. Com essa diversificação tive fôlego para enfrentar a crise do ano passado”, comenta.

Essa tecnologia adotada pelo co-operado não é em vão. Apesar das dificuldades, ele vem conseguindo boas médias de produtividade. Na última safra, Veit colheu 126 sacas de soja por alqueire, e uma produção nunca antes alcançada com a lavoura de milho, segundo ele: foram 460 sacas de média. Com o trigo a última melhor média obtida foi na safra 2004/05. O cooperado colheu 145 sacas do cereal por alqueire. Naquele ano a seca e a geada (problemas da última safra) não atingiram a cultura.

Incansável, Sérgio Veit não abre mão de lutar pela profissão que escolheu e tanto valoriza. “Não perdi a esperança. Só vou parar de investir em tecnologia quando não acreditar mais. Eu adoro ser agricultor e o que faço. Enquanto não nos taparem completamente os olhos eu não perco essa esperança”, confessa.

A assistência técnica preconizada pela Coamo também é lembrada como muito bons olhos pelo cooperado. De acordo com ele, a cooperativa sempre amparou muito bem o associado. “Ao lado da Coamo temos acertado constantemente e isso tem feito a diferença”, agradece.
 
Na mesma rota – Nesta mesa “via larga e de mão única” caminha o cooperado Rodrigo Augusto Queiroz, também de Guarapuava. Engenheiro agrônomo por formação e agricultor dedicado, ele cultiva uma área de 600 alqueires, sendo que as culturas principais são: soja e milho no verão, em sistema de rotação. Já no inverno o trigo e o triticale ocupam a maior parte da sua área de cultivo.

O cooperado começou a cultivar lavouras há sete anos, quando re-tomou alguns arrendamentos e assumiu a propriedade da família. “Desde então não abro mão da informação. Estou sempre conversando com o agrônomo, com pesquisadores e trocando idéias sobre fertilizantes, variedades, híbridos, entre outras novidades”, comenta.

Sabedor da importância do uso de tecnologia de ponta para obtenção de resultados, o cooperado vai além. Ele cede 20% da sua área de cultivo para testes com variedades e produtos diferentes dos já utilizados na fazenda. “Essa técnica que adota-mos tem feito a diferença. Muitas vezes os resultados não são o esperado e não temos a mesma produtividade que nas áreas padrão, mas vale a pena. Pois é um experimento à longo prazo que no futuro nos será útil”, avalia.

Queiroz é um estudioso. Inteligente, ele sabe que a região é propicia para o cultivo do milho. Por isso, ao contrário de muitos que estão descontentes com o preço do cereal, ele aposta na cultura. Investe em alta tecnologia e utiliza o que existe de melhor no mercado para produzir o máximo que a cultura alcançar. Com a soja o pensamento é o mesmo. Muito embora o investimento seja um pouco menor a resposta também é significativa. “Com a soja é possível tentar baratear um item ou outro, mas com muito cuidado para não perder produtividade com isso. Nunca vou deixar de usar ou reduzir dose de fungicida, por exemplo, se isso vai reduzir minha produtividade. O mesmo pensamento é com a adubação. Aqui não fazemos adubação do sistema, como muitos outros agricultores. Adubamos no inverno e também no verão, pois mesmo com os preços baixos ainda é viável investir”, orienta.

No triângulo produzir em grande escala, vender com bons preços e com custo baixo, Rodrigo Queiroz diz que procura avaliar todos os prós e contras, para buscar a máxima rentabilidade. Toda área do cooperado é dividida em talhões, o que possibilita saber o quanto ele gasta e o quanto cada um produz. “Eu sei exatamente quanto cada talhão está me rendendo e o quanto estou investindo em cada um. Apenas a média é feita no todo, para fechar as contas”, revela o cooperado, que busca altas produtividades com custos condizentes e satisfatórios.

Para ele, a Coamo tem sido o alicerce para sua atividade. A co-operativa o auxilia desde a aquisição dos insumos, até o plantio, colheita e armazenagem, e também na aquisição de maquinários. “O auxílio da Coamo é de todos os lados. Desde a parte técnica até o gerencial e financeiro”, avalia.