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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 366 | Outubro de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Diversificação

Uma sexta-feira que vale por três

Em Luiziana, a família do cooperado Márcio Takano trabalha três vezes mais, na semana, para complementar a renda do sítio

As sextas-feiras são sempre pequenas para a grande quantidade de compromissos do cooperado Márcio Takano, de Luiziana (Centro-Oeste do Paraná). Além das tarefas do sítio, ele e a família participam, neste dia, da Feira Municipal do Produtor Rural. Há um ano mantêm uma barraca na feira, onde vendem diversos tipos de salgados, alguns pratos orientais e parte da produção de feijão cultivado no sítio, localizado na região de Valinhos/Três Botecos. Tudo começa um dia antes, com a preparação das massas e pratos orientais, como o yakissoba, e termina um dia depois, com a limpeza e organização do material utilizado na feira. Trabalho triplicado para complementar a renda da família.

“Em dias de feira pulamos cedo da cama, por volta das 5 da manhã, e seguimos no trabalho até próximo da meia noite”, explica Takano, que atendeu a reportagem do Jornal Coamo na varanda da casa enquanto a esposa Lúcia ultimava os preparativos para a montagem da barraca e organizava os três filhos pequenos: os gêmeos Maikon e Michel e o caçula Márcio. A receita do pastel servido pelos Takano é uma tradição de família, assim como o gosto pelo trabalho de feirante. “Lembro de quando eu tinha 12 anos de idade e vendia verdura de ‘monareta’ (bicicleta da época), depois da escola”, conta o cooperado, que chegou à Luiziana há seis anos.

Salgados apreciados – Toda a estrutura usada na barraca é transportada na caminhoneta da família. “Se não organizar tudo direitinho não cabe”, revela o cooperado. São seis metros de banca; lonas; dois fogões; tachos e massa, muita massa de pastel, já pronta para fritar. “Começamos com uma média de 5 quilos de massa por semana e hoje fazemos 20 quilos”, explica Takano. A família também prepara quibe; risolis; coxinha e espetinho de suíno e frango. Mas a grande sensação da barraca é o pastelão de pizza, um pastel com quase três vezes o tamanho do tradicional. “Os clientes gostam muito e sempre pedem novidades. Nós, sempre que é possível, preparamos algo diferente para agradar os fregueses”, afirma Takano.

O sucesso dos salgados Takano tem sido tão grande que eles chegaram a montar uma barraca de alimentação durante a exposição realizada no aniversário da cidade. Além do pastel, a família serviu yakissoba preparado na hora, garantindo elogios dos visitandes da mostra.

Feijão a domicílio – A feira trouxe mais trabalho para a vida dos Takano, porém, também incrementou a vida da família. Antes, para manter a propriedade, o cooperado contava apenas com a receita da venda do feijão plantado e empacotado no próprio sítio, que era vendido de casa em casa. “Não foi um nem dois anos que fizemos isso. O feijão foi o nosso difícil começo”, conta o produtor, que ainda hoje mantém a cultura na pequena propriedade onde vive com a família. O sítio possui 6 alqueires de área e o cooperado arrenda outros 13 alqueires, onde cultiva também soja e milho Há, também, espaço para uma pequena criação de bicho-da-seda, que também agrega renda para a propriedade.

Apoio – Cuidadoso com as palavras, Márcio Takano fez questão, durante a conversa, de destacar o apoio que vem recebendo da sua sogra, dona Tiomi Kuwatani, e de entidades como a Emater. Também enalteceu a parceria que mantém com a Coamo. “Inclusive algumas máquinas que utilizo na pré-limpeza e limpeza e empacotamento do feijão eu consegui adquirir com apoio da Coamo”, valoriza.