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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 366 | Outubro de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Editorial

Seguro agrícola, uma questão de hábito

Engenheiro Agrônomo José Aroldo Gallassini, idealizador e diretor-presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa

O plantio da safra 2007/08 foi ini-ciado pelos cooperados da Coa-mo com previsões otimistas em relação a produtividades, preços e renda na atividade. Mas, diferente do esperado, o cenário deste ano apresenta clima irregular com falta de chuvas, em prejuízo a semeadura das lavouras de milho e de soja na nova safra.

Esperamos e torcemos pela regularidade das chuvas, aliado a um plantio dentro dos padrões de qualidade e ao desenvolvimento satisfatório das culturas. Os números da produção paranaense desta safra indicam que o Estado deverá ser responsável por 22% da produção de cereais do País, registrando 29,05 milhões de toneladas.

Diante do panorama atual de adversidades climáticas, tornase cada vez mais importante que os cooperados incluam o seguro agrícola no planejamento das suas safras. O seguro é um insumo fundamental como forma de prevenção para evitar a ocorrência de fatores indesejáveis e prejudiciais à agricultura.

Atendendo as reivindicações das lideranças agrícolas, o governo está fazendo a sua parte e subsidiando 50% do prêmio do seguro e, desta maneira, beneficiando a classe produtora e colaborando para o incremento desta modalidade no país. As seguradoras, por sua vez, estão oferecendo condições especiais para incentivar a adesão dos agricultores ao seguro agrícola.

O que precisa ser mudado e entendemos que isso será alterado de forma gradual e contínua, é a cultura do agricultor brasileiro em relação à necessidade da contratação do seguro. É uma questão de hábito. Precisamos considerar o seguro agrícola como custeio e não como despesa da safra. É preciso que os agricultores tenham isso em mente, já que quanto maior os volumes de seguro contratados no país mais baixo serão os prêmios e mais viável ele será para as seguradoras que, desta forma, poderão  reduzir os custos e as taxas.

Estamos no início deste processo de mudança que fará com que o agricultor utilize mais o seguro agrícola. É importante salientar que o custo do seguro já deduzido de 50% com subsídio do governo é perfeitamente viável para o agricultor. A taxa líquida ao agricultor conforme a região varia da seguinte forma: Seguradora Aliança (Banco do Brasil) varia de 1,57% a 2,92% do orçamento; Seguradora Mapfre, de 1,60% a 1,80% e a Seguradora Brasileira Rural de 1,70% a 1,80% do orçamento. É necessário que haja esta conscientização por parte dos agricultores visando garantir a produção, amenizar os prejuízos e endividamento em caso de frustração de safra.

A Credicoamo Crédito Rural Cooperativa já contratou 50% da sua previsão segurada para a safra de soja, o que representa proteção para 90 mil hectares. Os cooperados da Coamo e da Credicoamo interessados na contratação do seguro que ainda não optaram pela sua efetivação podem procurar mais informações nos seus entrepostos e garantir acesso a este insumo fundamental.

O ano de 2007 está sendo muito positivo para o setor agrícola e também para a economia brasileira. Os resultados apurados e as projeções para os próximos meses  indicam que a Coamo deverá registrar este ano novamente um bom desempenho para a satisfação da sua diretoria e dos seus cooperados. O cenário favorável com bons preços das commodities agrícolas motivada por diversos fatores, pode representar o início da recuperação do setor, que foi severamente prejudicado nos anos anteriores em face de inúmeras dificuldades enfrentadas pelos agricultores.

O bom desempenho registrado pela Coamo reflete no reconhecimento da sociedade empresarial que outorgou relevantes premiações recentemente à cooperativa a nível nacional, através de entidades, revistas e mídias especializadas, como o Fórum de Líderes da Gazeta Mercantil, revistas A Granja e Amanhã, o jornal Valor Econômico e a Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab). E também, é importante registrar que a Coamo recebeu, em setembro, a “Comenda 10 de Outubro”, considerada a mais alta honraria concedida a entidades e empresas pelos Poderes Executivo e Legislativo do Município de Campo Mourão.

Agradecemos as honrarias recebidas, motivos de orgulho e de grande alegria, e partilhamos esta conquista com todos os cooperados, diretoria e funcionários da Coamo. Este reconhecimento nos dá a certeza de que a Coamo está trilhando o caminho certo em busca do sucesso dos seus cooperados, através da prática de um cooperativismo de resultados, com melhoria da renda e da qualidade de vida de milhares de pessoas.