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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 377 | Outubro de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Expedição

Cenários naturais da região da Coamo

Imagens realçam ângulos de belezas esculpidas na terra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A partir desta edição o Jornal Coamo abre espaço para uma série de reportagens que mostram algumas das mais imponentes belezas naturais existentes na área de atuação da cooperativa. A idéia é apresentar estes cenários raros através de imagens feitas especialmente para realçar os ângulos das belezas esculpidas pela natureza. E na primeira reportagem destaque para o Salto São Francisco, em Guarapuava, no Centro-Sul paranaense, com a maior queda d’água do Sul do Brasil.

 

 

 

 

Limite vertical

Do alto a visão é emocionante. Embaixo o cenário é de tirar o fôlego. Duas faces da mesma história numa das mais impressionantes quedas d’água do Brasil: o Salto São Francisco. A cachoeira está localizada em Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná, dentro da área de preservação ambiental, e é considerada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como a maior do Sul do país. O salto possui 196 metros de queda livre – o que equivale a um prédio de 60 andares. A água se transforma em névoa antes de tocar o chão.

A história da região não registra o ano em que o salto foi descoberto. No entanto, quem freqüenta o local afirma que o imenso paredão por onde desliza as águas do Rio São Francisco – que nasce em Guarapuava e deságua no Rio Ivaí, em Prudentópolis, também no Paraná, foi esculpido por lava vulcânica há milhares de anos. A diferença entre os tipos de solos de basalto e arenito contribuiu para a abertura do grande canyon moldado bem no coração da Serra da Esperança.

Caminhada pesada – O acesso ao Salto São Francisco é feito através de uma estrada rural asfaltada, que liga a sede do município à comunidade Guairacá, percorrendo um trajeto de cerca de 50 quilômetros. Depois, segue por uma estrada de terra com mais seis quilômetros. A entrada do parque abriga uma área para estaciona-mento e acampamento, com central de atendimento ao turista. E o local possui várias trilhas para caminhada. O acesso até a cabeça do salto é fácil. No entanto, para chegar ao “pé” da cachoeira o acesso é desgastante.

Percorrer a trilha até a base do salto é um programa radical. A caminhada é pesada. A descida, primeiramente em meio à mata e, depois, margeando o rio, leva cerca de duas horas e meia. A volta é mais desgastante, uma vez que a caminhada é feita morro acima, demandando um tempo estimado de três horas, um bom fôlego e um excelente preparo físico. Uma boa opção para quem gosta de aventura.