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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 377 | Outubro de 2008 | Campo Mourão - Paraná

História

Roncador e Iretama 30 anos

Instalação dos entrepostos da Coamo nos dois municípios mudou o panorama da agropecuária regional

Há exatamente 30 anos a Coamo chegava a Roncador e Iretama, cidades do Centro-Oeste paranaense, para mudar, definitiva-mente, e para melhor, a vida dos produtores rurais da região. A agricultura praticada na época era praticamente de extrativismo e a pecuária contava com pastagens degradadas, o que limitava o desenvolvimento dos produtores.

Cooperado à Coamo antes mesmo da cooperativa se instalar em Roncador, Bruno Gehring, sabia que a cidade e a região passariam por muitas alterações. Ele fez parte do grupo de 79 agricultores que fundaram a Coamo, que hoje é a maior cooperativa agropecuária da América Latina.

‘Seo’ Bruno lembra que todos os produtores rurais, população e até o comércio local foram beneficiados com o trabalho da Coamo na região. “Com a chegada da Coamo tudo ficou mais prático para os agricultores daqui. A cooperativa contribuiu para o crescimento do município e o desenvolvimento da região”, diz o cooperado.

Ele revela ter sido incentivado pela cooperativa a utilizar tecnologia e investir na sua atividade. Antes, o cooperado trabalhava mais com a pecuária, mas hoje os papéis se inverteram. Nos 550 alqueires da propriedade, 300 são destinados à agricultura e 250 para a pecuária, onde o produtor mantém um plantel de 1.300 cabeças no sistema de cria e recria. “A Coamo foi a responsável por trazer a informação que precisávamos, além de facilitar o acesso aos insumos que nos garantem uma maior produção”, comemora.

Defensor da filosofia cooperativista e sempre ao lado da esposa, dona Oliva, Bruno Gehring acredita que se o sistema fosse utilizado pelas pessoas como filosofia de vida o mundo seria melhor. “Todos os segmentos deveriam seguir os preceitos do cooperativismo, principalmente na questão da organização e valorização da família”, destaca.

Três gerações, uma filosofia

O cooperado Valdomiro da Silva Fernandes chegou à região de Iretama em 1975. Na época, a Coamo ainda não havia se instalado no município, o que aconteceu três anos mais tarde. Hoje com 75 anos de idade ele lembra que na época era tudo muito difícil. “Não existia asfalto por aqui. Tínhamos que viajar cerca de 60 quilômetros em estrada de terra para entregar a produção. Quando chovia muito ficávamos em situação muito difícil”, conta. Ele começou a trabalhar com a cooperativa ainda em Campo Mourão, antes mesmo do entreposto de Iretama ser instalado.

Como ele, o filho Walter e o neto Antonio Marcos também fazem parte do quadro social da Coamo. Juntos, eles revelam que a cooperativa sempre foi parceira da família, nos momentos bons e nos não tão bons. “É uma empresa séria que consideramos como nossa casa. Estamos crescendo dentro da filosofia cooperativista”, agradecem os cooperados, que cultivam uma área de 80 alqueires de lavoura, localizada na região conhecida como Água Fria.

Antonio Marcos cresceu vendo o pai e o avô se desenvolverem na agricultura ao lado da Coamo. Recentemente ele concluiu o curso de Jovens Líderes Cooperativistas, em mais uma parceria com a Coamo. Para ele, é muito evidente o crescimento da família junto com a Coamo. “Houve um incremento não só pessoal, mas também em produtividade, na prática. Antes nossa produção era de 230 sacas de milho e cerca de 80 de soja, hoje produzimos quase 400 sacas de milho no verão e 142 de soja em média. No inverno, com o trigo, nossa produção média é de 140 sacas”, aponta.