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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 377 | Outubro de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Tecnologia

Trigo: Novidades para a nova safra

Técnicos da Coamo conferem, em primeira-mão, materiais desenvolvidos pela pesquisa para o cultivo na região da cooperativa

Antes mesmo de plantar a safra o cooperado da Coamo já tem informações do que vem pela frente, para poder fazer um melhor planejamento dos cultivos na sua propriedade. E foi o que aconteceu durante o Dia de Campo de Inverno, promovido no início de setembro pela Fazenda Experimental Coamo, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná) e Mangueirinha, no Sul paranaense. O evento contou com a participação dos profissionais do quadro técnico da cooperativa e teve como objetivo principal a demonstração das novidades desenvolvidas pela pesquisa em cultivares de trigo recomendadas para o plantio nas regiões da área de ação da cooperativa.

O agrônomo Joaquim Mariano Costa, responsável pela Fazenda Coamo, foi quem coordenou os dois encontros. Ele diz que os técnicos da cooperativa aproveitam a oportunidade para reciclar informações. Costa também lembra que outras alternativas de produção para o inverno também foram apresentadas durante o dia de campo. “É o caso da integração lavoura-pecuária; o uso da braquiária ruziziensis, em consórcio com o milho safrinha; além de opções de adubos verdes”, relaciona.

Sanidade e produtividade – A presença de alguns dos principais melhoristas de trigo da pesquisa brasileira valorizou o evento. Manuel Carlos Bassoi, da Embrapa-Soja, em Londrina, explica que entre os materiais recomendados para a próxima safra estão cultivares já conhecidos dos agricultores e lançamentos. “De uma forma geral a Embrapa tem buscado materiais com características de boa sanidade e produtividade, com alta força de glúten, voltados para a panificação. As nossas opções são para trigo melhorador”, explica o agrônomo. “A maior valorização do alimento no contexto mundial é um fator positivo para o trigo. E a pesquisa sabe disso e procura fazer um trabalho mais intenso na melhoria da qualidade dos materiais, buscando os nichos de mercado. Fatores que o produtor rural pode tirar vantagem”, garante Bassoi.

O pesquisador Luiz Cezar Vieira Tavares, também da Embrapa-Soja, afirma que o produtor rural pode esperar uma liquidez maior dos novos materiais de trigo. “Isto significa que os cultivares estão mais eficientes na redução dos custos de produção, principalmente com a questão dos fungicidas. A preocupação é atender o mercado, tanto industrial, que quer qualidade, como para o produtor, que quer produtividade e resistência às doenças”, explica Tavares.

Opções diferenciadas – Para o melhorista da Coodetec, Francisco de Assis Franco, o Paraná e o Rio Grande do Sul são “exportadores” de trigo para os outros estados brasileiros. “Nós temos que pensar e produzir trigo e dar opções para as diferentes necessidades do mercado. Hoje é co-locado no mercado um número maior de variedades melhora-dores, como opção para o nosso produtor, para uso tanto para a panificação, ou para melhorar a qualidade daqueles trigos pão que não chegou ao ponto devido a problemas climáticos regionais”, salienta. O pesquisador destaca, ainda, que o trabalho da Coodetec também visa o desenvolvimento de cultivares específicas para macarrão.

Germinação na espiga – A chuva na colheita é uma das principais preocupações da OR Sementes/Biotrigo Genética. O pesquisador Otoni Rosa Filho informa que existe uma deficiência no mercado para materiais com tolerância à germinação na espiga. “O trigo não pode virar ração com a chuva na hora da colheita. Por isso, investimos em segurança para o produtor rural, buscando materiais que expressem tolerância à germinação na espiga”, confirma Rosa Filho.

Pulverizadores bem regulados

Entrepostos da Coamo em Toledo e Iretama promovem eventos de vistoria técnica e auxiliam cooperados para a revisão do implemento

Em parceria com a Du Pont, o entreposto da Coamo em Toledo (Oeste do Paraná) realizou no dia 15 de setembro uma vistoria técnica em sete pulverizadores da região do distrito de Dois Irmãos. A avaliação foi estabelecida como estratégia dentro das ações regionais do Programa Coamo de Tecnologia de Aplicação de Defensivos Agrícolas (TA). Oito comunidades do município foram atendidas pelo programa.

Em Dois Irmãos, os técnicos analisaram as condições de conservação e funcionamento de 27 itens dos pulverizadores. A partir da vistoria é gerado um relatório mostrando a situação em que se encontra a máquina e as correções a serem feitas no implemento. “Nossa proposta é melhorar a eficiência da aplicação dos defensivos agrícolas, buscando o máximo do potencial produtivo das lavouras e evitando desperdício do produto e a contaminação do meio ambiente”, explica o agrônomo Wagner Custódio, responsável pelo Detec da Coamo em Toledo.

Iretama – Outra região que contou com as vistorias foi Iretama, no Centro-Oeste do Paraná. Foram realizados em comunidades do município três eventos de avaliação das condições de trabalho dos pulverizadores. Além dos cooperados de Iretama, também participaram do treinamento produtores de Nova Tebas e Marilu, num total de 30 pessoas. “A partir deste trabalho o cooperado tem condições de decidir sobre a melhor forma de investir na qualidade do seu equipamento, minimizando perdas e otimizando os recursos utilizados para produzir, com o objetivo de melhorar a sua própria rentabilidade e a qualidade de vida da sua família”, destaca o agrônomo Valdecir Bettanin, responsável pelo Detec da Coamo em Iretama.