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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 388 | Outubro de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Copa Coamo

Aconteceu na Copa Coamo...

Fatos e fotos que marcaram a realização das regionais e da fase final do maior evento esportivo rural do Brasil

O gaúcho gaiteiro

 

 

E quem também fez a festa durante a final da Copa Coamo 2009 foi o cooperado Ilton Araldi, de São Domingos, no Extremo-Oeste de Santa Catarina. A equipe em que ele jogou a fase regional (Encruzilhada-B), como goleiro, não chegou a se classificar para a final em Campo Mourão. Mas ele veio conferir a festa, mesmo assim, a convite da delegação da equipe Linha Cascata, que representou São Domingos no encerramento da competição.

A missão dele foi animar a viagem. Conhecido na sua região como Gaúcho Gaiteiro, ele veio a Campo Mourão trajado tipicamente, com bombacha larga, lenço no pescoço e chapéu, e trazendo a sanfona sempre ao peito, no alcance nas mãos. Não desapontou ninguém durante o dia inteiro de competições. No repertório, a maioria das interpretações era da cultura gaúcha.

Ele disse que participou de todas as edições da Copa Coamo . Aos 61 anos de idade, muitos dos quais vividos na estrada, tocando sanfona e fazendo novos amigos, o Gaúcho Gaiteiro ficou surpreso com a homenagem feita pela Copa Coamo para Santa Catarina.

 

Torcida faz a festa também na final

Um incentivo a mais, que vem do lado de fora do campo e que, muitas vezes, é capaz de interferir, até, no resultado do jogo

Os cooperados-atletas que estiveram na final da Copa Coamo 2009 não vieram sozinhos. Suas esposas, filhos e amigos, também vieram e fizeram uma grande festa, na torcida. Um incentivo que vem do lado de fora do campo e que, muitas vezes, é capaz de interferir, até, no resultado do jogo.

Foi assim com a equipe Rio do Meio, de Pitanga. Boa parte dos resultados da equipe veio dos gritos e do barulho incentivador dos mais de 60 integrantes da torcida organizada. Marcilene Dal Pont e Solange Jasquiu foram as organizadoras da torcida. No meio da agitação toda, elas falaram da emoção de fazer parte de um evento como é a Copa Coamo e destacaram a importância dos atletas sentirem apoio, do lado de fora do campo, para que a equipe renda mais, dentro de campo. “O papel da torcida é ser mais um jogador em campo. Vale tudo para incentivar o nosso time, porque lá dentro do campo estão os nossos pais, esposos e filhos e amigos”, assinalou Dal Pont. A torcida, segundo ela, já se organizou para a disputa da regional, inclusive com camisetas padronizadas. “A nossa preparação é de uma copa para outra. A expectativa cresce a cada ano. Esta é a quinta vez que estamos aqui na final, sempre torcendo muito e tentando passar força para os atletas que estão dentro de campo”, explicou Jasquiu.

No momento do gol a euforia toma conta da torcida. Quanto mais barulho melhor, na comemoração dos torcedores.

Pai e filhos em lados opostos

Idacir de Prá e os filhos Cristiano e Cleiton, de Pitanga, foram adversários no campo de futebol, mas são parceiros nos negócios

Na regional Centro da Copa Coamo 2009, em Pitanga (Centro do Paraná), o cooperado Idacir de Prá, viveu um momento diferente na sua vida. Participante do evento desde o início, em 1993, pela primeira vez ele jogou a competição junto com os dois filhos, gêmeos, Cristiano e Cleiton. Só que em lados opostos. Ele por uma equipe e os filhos por outra. “Eu já tive a felicidade de ganhar a regional duas vezes e hoje participo apenas para aproveitar esta festa. Meus filhos estão em outra equipe, mas torço por eles e eles por mim.

Para os filhos dele, poder jogar a mesma competição que pai, mesmo que seja em equipes adversárias, é o que vale. “Hoje, aqui no campo, estamos em lados opostos, mas na vida e na agricultura estamos sempre juntos”, garante Cristiano. “E também como parceiros da Coamo”, completa Cleiton.

Todas as copas, mas nenhuma vitória

Imagine uma equipe que participou de todas as edições da Copa Coamo e nunca venceu uma partida sequer. Pois este time existe. É o Independentes da Bola, de Campo Mourão. Por esta razão, a equipe, formada por amigos que já foram craques da bola, no passado, fez história nas estatísticas do maior evento esportivo rural do Brasil. Para se ter uma ideia, em todos os jogos que disputou, nos quase 20 anos de Copa Coamo, os Independentes da Bola marcaram apenas dois gols.

Para o cooperado Neuri Dalmolin, um dos atletas, o que não falta na equipe é entusiasmo. “O que nos motiva a continuar participando é a festa. Esta é uma excelente oportunidade de confraternização entre os cooperados e seus familiares. Aqui comemoramos os bons resultados da colheita, revemos amigos e ficamos sempre ao lado da nossa família”, destacou.

O time sempre teve a mesma formação e já pensa em disputar a próxima edição da copa, em 2011. “A nossa meta é conquistar a primeira vitória. Depois disso, podemos, quem sabe, sonhar mais alto. Talvez com o título da regional ou da final e, assim, estampar a capa do Jornal Coamo”, brincou Dalmolin.