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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 419 | Outubro de 2012 | Campo Mourão - Paraná

Diversificação

Os novos horizontes da família Abreu

Trabalho com pecuária e lavoura ganha novo impulso e lucratividade para cooperados de Candói, Centro-Sul do Paraná

O planejamento da atividade agrícola com a meta de otimizar a produção e a prática da diversificação é uma realidade no cotidiano da família Abreu em Candói, no Centro-Sul do Paraná.

Integrantes de uma família que tem 90 anos de história com origem na região de Pinhão – Município próximo- a família cultiva 100 alqueires em três propriedades onde 95 alqueires é semeado soja e milho, e em outros 6 alqueires com pecuária no verão. E é na pecuária que a atividade da família vem ganhando diversificação e impulso nos últimos anos, com a produção de feno e também com a colheita para terceiros.

“Colhemos 2 mil fardos por dia e completamos em cerca de seis, sete dias se estiver seco. A gente colhe o nosso feno e também para os vizinhos, e dá uma boa fonte de renda”, comenta o pai Nicácio Abreu. Ele lembra que o inverno no ano passado foi rigoroso, com muita chuva e geada, mas este ano foi normal e muito bom. A produção da família está na casa dos 20 mil fardos por ano e a colheita é feita em praticamente 60 dias de trabalho.

Na sua propriedade, ao lado o pai, os Irmãos Abreu (Edílson, Emerson e Rodrigo) praticam o sistema de integração lavoura-pecuária, contam com um plantel de 100 cabeças, das quais 37 em lactação e uma produção diária de 1.000 litros diariamente. “Não tem final de semana e nem feriado, a gente se reveza e cada um faz a sua parte. De manhã é a vez dos homens tirarem leite e a tarde as mulheres entram em cena” diz Rodrigo.

O trabalho e a tecnologia que está sendo implantada na propriedade aponta para o aumento em 100% na produção leiteira nos próximos três anos. “Estamos melhorando a pastagem e há 15 anos trabalhamos com inseminação artificial com genética selecionada. Trabalhamos em família com muita força e união, e estamos contentes com os resultados até aqui, mas iremos melhorar ainda mais”, prevê Edílson, que cuida do planejamento e da administração dos negócios da família.

Para o engenheiro agrônomo Carlos Vinicius Pressinotto que presta assistência técnica à família Abreu, os produtores são bons exemplos no manejo e condução das lavouras, haja vista o uso de alta tecnologia e a prática das recomendações do Detec da Coamo. “Na média em anos com clima regular, eles colhem uma média de 150 sacas de soja por alqueire e de 450 sacas de milho por alqueire. Essas produtividades são excelentes e estão acima dos números da região. A família Abreu está atenta as inovações e procura ficar bem informada para progredir sempre.”

Valorização dos cooperados

A família Abreu está satisfeita com os serviços oferecidos pela Coamo em Candói, na qual são associados desde 2005 e comemoram o importante apoio que, segundo eles têm contribuído para a melhoria das atividades e negócios. “A Coamo dá o mesmo valor para todos, não importa se o produtor tem uma área pequena ou grande, na cooperativa a gente se sente importante e grande com o atendimento que recebemos. Além do que, ela regula o mercado, tem os insumos que precisamos e na hora que necessitamos, e pratica uma coisa fundamental que é a seriedade nos negócios”, diz Edílson Abreu, lembrando que fez bons negócios no planejamento do Plano Safra. “Eu fiz o plano com facilidade, não tinha dinheiro, reservei os meus produtos com preços satisfatórios. A Coamo é muito séria e honesta, isso é muito bom, porque honestidade tem que vir em primeiro lugar”, comemora.