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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 419 | Outubro de 2012 | Campo Mourão - Paraná

Febre Aftosa

Paraná inicia segunda etapa de vacinação

Produtor que não imunizar seus animais será multado em R$ 101,84 por cabeça e não poderá transportá-los para qualquer finalidade

O Paraná inicia em novembro a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. A expectativa da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), que coordena o trabalho, é que estejam vacinados até o dia 30 de novembro cerca de 9,5 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos (búfalos).

O produtor que não imunizar seus animais será multado em R$ 101,84 por cabeça e não poderá transportá-los para qualquer finalidade. Caso não cumpra a obrigação de vacinar, o produtor fica proibido de movimentar bois e búfalos porque não receberá a guia de trânsito animal, documento exigido para o transporte de rebanho.

A primeira etapa de vacinação, realizada em maio, atingiu apenas os animais com até 24 meses de idade. Foram vacinados 97,6% de um rebanho de 4,3 milhões de cabeças.

Ao comprar a vacina, o produtor recebe, além da nota fiscal, um comprovante de vacinação, que deve ser preenchido com a quantidade correta de animais vacinados por sexo e idade. É preciso preencher um documento para cada espécie de animal - bovinos ou bubalinos. A quantidade de animais relacionada no comprovante será cadastrada na Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab). A vacinação também tem como objetivo a atualização do cadastro do produtor.

DOENÇA – A febre aftosa é uma doença causada por vírus, sendo uma das mais contagiosas entre as que atingem os bovinos, búfalos, ovinos, caprinos e suínos. A doença causa febre, feridas na boca e nos cascos, dificultando a movimentação e alimentação dos animais, o que acarreta perda de peso e queda na produção de leite. É transmissível por animais doentes e pelas secreções e excreções, como saliva, urina, fezes e leite.

O Paraná é considerado área livre de febre aftosa, com vacinação, desde 2000. O assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Alexandre Amorim Monteiro, disse que a expectativa é otimista para que o Estado consiga o patamar de área livre de febre aftosa sem vacinação. Ele comentou que, para isso, o Paraná tem que dar condições de fiscalização depois que a vacina não for mais utilizada. “‘É importante o produtor apoiar o processo de vacinação para garantir a sanidade do rebanho e, para que mais tarde, o Estado consiga o status de área livre sem vacinação”, destacou. (Com informações do Jornal Folha de Londrina).

Após quebra, EUA passam o bastão da soja para o Brasil

Com a colheita de soja e milho na reta final, a quebra histórica na safra dos Estados Unidos coloca o Brasil como principal fornecedor de soja para o mundo. Por conta de uma exportação menor pela Argentina, que em condições normais seria suprida pelos norte-americanos, a agricultura brasileira também assume a vice-liderança no milho.

Em 2012 os embarques brasileiros do cereal devem superar 17 milhões de toneladas, com um crescimento de 85% sobre 2011. As vendas externas de soja em grão pelo Brasil devem fechar o ano com crescimento de quase 20%. Para 2013, as projeções apontam para um embarque ainda maior da oleaginosa, próximo de 39 milhões de toneladas.

Consolidada, a quebra de mais de 100 milhões de toneladas no maior produtor mundial beneficia o Brasil, que se firma definitivamente como um dos principais players no mercado internacional de commodities agrícolas. Preocupados com o abastecimento do mercado interno por causa da oferta reduzida, os EUA devem diminuir consideravelmente os seus embarques de grãos no ciclo 2012/13.

Com a demanda doméstica aquecida, os norte-americanos devem reduzir em 7% seus embarques de soja e em 26% as suas vendas externas de milho. As exportações da oleaginosa, que começaram o ciclo aceleradas, tendem a perder ritmo a partir de agora. Os embarques do cereal, que no início de outubro ainda corriam 43% atrás dos registros de igual período do ano passado, prometem continuar limitados pela oferta escassa.

Já o Brasil, que até o mês passado havia vendido 9,4 milhões de toneladas de milho ao mercado externo, deve embarcar ao menos outros 8 milhões de toneladas até dezembro (cerca de 2,5 milhões de toneladas mensais), alcançando a inédita marca de 17,5 milhões de toneladas exportadas. O recorde histórico é embalado pela safrinha, que rendeu aos produtores brasileiros mais de 37 milhões de toneladas em 2012, compensando com folga as perdas sofridas no verão e dando ao país condições de ocupar o espaço deixado por seus principais concorrentes, EUA e Argentina, no mercado internacional de milho.

No caso da soja, as vendas externas brasileiras, que ignoram a quebra de safra e crescem em ritmo alucinante neste ano, devem dar novo salto em 2013, impulsionadas por um aumento de 10% no plantio e um incremento de 11% na produtividade média. Estimativa preliminar da Expedição Safra aponta que os produtores brasileiros devem semear nesta temporada recordes 27,5 milhões de hectares com a oleaginosa e, com clima normal, têm potencial para colher 81 milhões de toneladas do grão. Da produção total, 48% (39 milhões/t) devem seguir para a exportação em 2013. No milho, a safra total (verão e inverno) deve recuar de 72 milhões para 70 milhões de toneladas.

No verão, o recuo da área tende a ser compensado por uma melhora do rendimento médio das lavouras, enquanto, no inverno, as produtividades mais baixas do que as de 2012 devem ofuscar o aumento do plantio. Na próxima semana, os técnicos e jornalistas da Expedição voltam a pegar a estrada para dar início ao roteiro brasileiro de plantio. Após o percurso, será divulgada uma nova estimativa de área e produção de verão. (Fonte: Gazeta do Povo/Caminhos do Campo).