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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 430 | Outubro de 2013 | Campo Mourão - Paraná

Gestão Rural

De bem com a vida e fazendo o que gosta, família Rotini cresce com otimismo e planejamento

Quem chega na propriedade de Ronaldo Rotini, a 5 km de Honório Serpa, na região de Coronel Vivida (Sudoeste do Paraná), percebe um clima e um ambiente diferente. Trata-se de uma família simples e otimista por natureza, que sabe o que faz e aonde quer chegar. Casado há 21 anos com Ionice e pai de Renato, 18, e Bruna, 12, o cooperado Ronaldo, comanda as atividades da família que tem produção agrícola e pecuária, e está crescendo de maneira constante.

“Fiz o curso de Jovens Líderes na 5ª turma há 12 anos e de lá para cá tudo mudou na minha vida”, conta Rotini. Segundo ele, o curso abriu a mente, ajudou a pensar e ver as coisas de modo diferente. “Foram ensinamentos que mostraram a mim e aos colegas, que as oportunidades existem, mas que necessitamos ter planejamento, sonhos, metas e fazer bem feito. E foi isso que passei a acreditar e colocar em prática”, relata o jovem líder cooperado da turma de 2002 do programa Coamo de Formação de Jovens Líderes, premiado em 2004 pela OCB/Revista Globo Rural, como o melhor programa de Educação Cooperativista do Brasil, que está prestes a concluir a 17ª turma em novembro deste ano.

Em uma propriedade de 40 alqueires, ele planta 25 alqueires de soja e destinou dois para a pecuária. Colhe em anos normais uma média de 140 sacas de soja, mas já teve picos de 170 sacas em alguns talhões.

Em anos anteriores, devido a problemas de estiagem e granizo, Ronaldo tomou uma decisão que fez sua vida mudar. Analisando alternativas para diversificar a propriedade e ter mais renda além de produzir soja, Ronaldo entrou na pecuária e passou a produzir também leite. “Quando isso aconteceu, lembrei de uma citação do Dr. Aroldo que falou na época, que na crise é que surgem as oportunidades, e foi isso que aconteceu comigo.”

O negócio do leite deu tão certo, que ele tem sonhos e metas maiores para os próximos anos. Com um plantel de 70 vacas, no início eram apenas seis, e hoje 33 estão em lactação – 80% do seu rebanho – na safra 2012/13 ele contabilizou uma produção total que supera 140 mil litros de leite. “Apurados os resultados, eu e o meu filho que é o responsável pelo negócio do leite, contabilizamos um lucro de R$ 0,42 por litro de leite, diante de um preço médio de mercado de R$ 0,81 por litro. Dá muito trabalho, tem que ter muita disciplina e obstinação, mas tem sido um ótimo negócio para nossa família”, considera.

Ele destaca que a chegada da farmácia veterinária na unidade da Coamo em Honório Serpa foi um apoio fundamental. “Aqui a gente tem tudo pertinho, tem as informações e os produtos que precisamos, atendimento de qualidade e a presença do médico veterinário para dar o apoio quando necessitamos.”

Trabalho é o que não falta à família, que unida atua diariamente com o mesmo objetivo, trocando ideias e fazendo planos. Um dos fatores de sucesso da família Rotini é o planejamento e a organização. “Levamos tudo anotado, tudo na ponta do lápis. Sabemos os custos de produção e no caso dos animais, por exemplo, o Renato leva tudo anotadinho no caderno e no computador. Cada animal tem seu custo e assim, sabemos quanto custa cada um e quanto é para produzir um litro de leite”, informa.

Segundo Rotini, muitos produtores da região migraram para a atividade leiteira, visando agregar maior renda a sua atividade principal. “Nunca pensei em sair da soja, mas vi no leite uma maneira de aumentar minha lucratividade na atividade.”

Referência na região

O engenheiro agrônomo do Detec da Coamo em Honório Serpa, Diego Padilha, conta que Ronaldo Rotini é um dos bons exemplos da região na atividade agropecuária. “Ele é um cooperativista exemplar, participante, assíduo dos eventos e com isso tem aprendido muito e quer crescer com sustentabilidade. Faz as coisas certas, troca ideias, tem boa gestão e conta com apoio do filho para ampliar seus lucros”, explica.

Atento ao mercado, com as tecnologias modernas acompanhando e participando de cursos, treinamentos e reuniões sobre a agropecuária, e o apoio da assistência da Coamo da qual é cooperado há mais de 15 anos, a Rotini segue a lida diária com a certeza de estar no caminho certo, de ser bem sucedido em uma atividade que gosta muito e de ser feliz no campo, pois como ele mesmo diz: “a qualidade de vida na roça é diferente, e aqui a gente é muito mais feliz.”