Site Coamo
Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 430 | Outubro de 2013 | Campo Mourão - Paraná

Integração

Boi gordo e lavoura rentável no inverno

Cooperado de Cruzmaltina (Centro-Norte do Paraná) adere consórcio de brachiária com milho safrinha e ganha nas duas pontas

O sonho de todo criador é ver a boiada sempre bem nutrida, se alimentando no pasto, que é a fonte mais barata de fornecimento de comida aos bovinos na propriedade. Tanto no leite quanto no corte, é sempre mais vantajoso, economicamente, manter os animais com um bom suporte forrageiro, seja na forma de pastoreio direto ou no fornecimento ao cocho.

Para realizar o desejo de ter comida em abundância para os animais, principalmente no período mais frio do ano, o cooperado Celso Brandão, de Cruzmaltina, na região de Faxinal (Centro-Norte do Paraná), buscou no consórcio entre o milho safrinha e a brachiária ruzizienses, a alternativa ideal. Motivado pelo experimento desenvolvido na Fazenda Experimental da Coamo, ele resolveu investir no sistema e se deu bem. Brandão lembra que a gramínea se adaptou na propriedade e além de proporcionar o pastoreio direto do gado, contribuiu para manter um bom volume de palha sobre o solo no plantio direto, dentro do esquema de integração entre a pecuária e a agricultura. “Esse consórcio é muito bom. No período mais crítico deste ano, quando tivemos intensas geadas, ninguém tinha pasto aqui na região. Mas, na minha propriedade meu gado tinha comida de sobra e engordou no inverno”, conta o cooperado, que há três anos aderiu a tecnologia.

EMPREENDEDOR - Celso Brandão montou um projeto alimentar que garantiu a existência de comida para os bovinos durante o inverno. Um bom planejamento estratégico, que passou obrigatoriamente pela escolha adequada da forrageira, no caso dele a brachiária ruzizienses. “Antes eu plantava aveia ou outro capim e não tinha o milho. Ia levando, complementando com um proteínado ou outro suplemento. Hoje não precisa de nada disso, o gado ganha peso com o pasto que tem”, comemora o produtor, acrescentando que está ganhando dos dois lados, tanto com o gado como com a agricultura. “Além de alimentar meu rebanho a brachiária me deixa uma excelente cobertura de palha para as culturas subsequentes, no meu caso aqui a soja. Sem contar o ganho com a própria lavoura de milho, que neste ano foi muito positivo”, esclarece.

OPÇÕES NÃO FALTAM - Na pecuária moderna, ter suporte forrageiro no período seco do ano garante alimentação de qualidade e permanência dos animais no pasto. As opções vão desde o tradicional consórcio entre a aveia e o azevém ao uso da cana-de-açúcar e o cultivo da brachiária ruzizienses, que além de proporcionar o pastoreio direto do gado também contribui para manter um bom volume de palha sobre o solo para o plantio direto.

Contudo, os fatores de decisão dependerão das possibilidades existentes na propriedade para a produção de forragens específicas de inverno, além do clima e das condições de solo de cada região. Algumas propriedades podem lançar mão do uso de silagens de capins; milho; sorgo e cana-de-açúcar, que também pode ser fornecida in-natura; de fenos produzidos a partir de diversas forrageiras e pastagens específicas como a aveia preta e o azevém.