Agricultura

Colhendo o investimento


Empregar o que há de mais moderno na agricultura não é um privilégio só dos grandes produtores

Galvani: três safras em um só ano
Basta uma rápida olhada nos números de produtividade das últimas safras para perceber que para permanecer na atividade, gerando renda, é preciso pensar grande, mesmo sendo pequeno. A chave do negócio está no gerenciamento e no profissionalismo com que as atividades são encaradas.
Os agricultores devem se prepar para o futuro, buscando uma sintonia entre a administração e o investimento tecnológico.
O engenheiro agrônomo Giovane Frufrek Teodoro, do Detec da Coamo em Manoel Ribas, diz que hoje é comum o produtor questionar termos agronômicos que antes eles nem conheciam. O resultado de todo esse interesse é o salto na produtividade, registrado ao longo dos anos. 
A última safra colhida pelo cooperado Darci Galvani, de Manoel Ribas, é de encher os olhos. A soja atingiu média de 164 sacas por alqueire; no milho a média foi de 386 sacas e com o feijão o resultado foi de 108 sacas em cada alqueire. Mas, segundo o cooperado, isso não veio de graça. "São anos cultivando a terra com carinho, seguindo passo a passo a recomendação dos técnicos da Coamo", valoriza. Galvani cultiva uma área de 25 alqueires, onde divide o espaço entre a soja, o milho e o feijão, no verão e no inverno rotaciona trigo, aveia e nabo. "Nunca repito uma cultura dois anos num mesmo lote. Com isso tenho diversificado a minha renda e aumentado a matéria orgânica no solo", explica.
Uma outra qualidade de Galvani, que trabalha em parceria com o filho Vilsinei, é o investimento em adubação. Ele sabe que a lavoura responde e adota um pacote para todo o sistema, levando em conta o esquema de rotação. "Esta é a chamada adubação do sistema", revela. Como o cooperado adota a rotação de culturas nos lotes da propriedade os resíduos do adubo são aproveitados pela cultura subseqüente.

Binati: novo desafio, mas mesma eficiência
Crescimento - O cooperado Antonio Binati, de Boa Esperança, também investe pesado em tecnologia. A correção dos 18 alqueires da sua propriedade foi feita com objetivo de elevar a produtividade. Ele contou com apoio da Coamo, através do projeto de Fertilidade do Solo, para equilibrar os nutrientes
do solo da propriedade. Sempre atento às novidades, Binati só usa tecnologia de ponta. Isso tem feito seu negócio prosperar. A explicação para toda essa evolução é a dedicação ao sistema cooperativista. 
Binati também mudou o jeito trabalhar a terra. Com isso, foi possível incrementar a produtividade de soja. Na safra retrasada ele atingiu media de 167 sacas por alqueire; na passada a produtividade foi de 131 sacas em cada alqueire, devido acamamento da lavoura por excesso de plantas. No inverno o produtor também vem conseguindo bons números e chega a produzir, em alguns talhões, até 130 sacas de trigo por alqueire. A média desta safra fechou em 115 sacas por alqueire.
A investida nesses anos todos ajudou o cooperado a aumentar a área de cultivo. Ele trocou 32 alqueires já corrigidos por 64 alqueires, mantidos com pastagem até esse ano. Junto com os filhos, Marcos e Erivaldo, também cooperados, espera colocar a terra em condições de produzir já nesta safra de verão. Com a aquisição da nova área a meta é equilibrar os nutrientes do solo e passar a produzir com a mesma eficiência.