| Agricultura |
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Em busca de resultados Cooperados apostam na ampliação da renda concentrando o trabalho nos limites da propriedade A agricultura extensiva está deixando de ser prioridade no agronegócio. Atualmente, o que define o sucesso de uma propriedade rural não é o tamanho, mas sim a eficiência da área trabalhada. A terra é um patrimônio altamente valorizado. Por isso, precisa ser bem explorada e render ao proprietário o resultado desejado. Do contrário, o caminho na busca pelo sucesso do negócio pode seguir a rota inversa. O perfil do agricultor está mudando. Cada vez mais, eles buscam ampliar os resultados, apostando numa nova visão de trabalho. "A fase de crescimento horizontal já passou. Agora temos que buscar o crescimento vertical", argumenta o cooperado Renato Simon, de São Domingos, no extremo-oeste de Santa Catarina. "O que mais importa hoje é a estabilidade na produção", completam João e Paul Pernlochner, cooperados da Coamo em Palmas, no sul do Paraná. Ambos os cooperados têm em comum uma proposta de ampliação da renda concentrando o trabalho nos limites da propriedade. As ferramentas para inverter a ordem do negócio eles encontraram na administração e gerenciamento rural. "As atividades são definidas com antecedência e assim os resultados são programados", revela Simon. Com isso, além de escalonar melhor a mão-de-obra, as culturas são mais bem manejadas, o que acrescenta nos resultados. "Passamos a acompanhar melhor o desenvolvimento das atividades, tornando o processo mais eficiente", completa Pernlochner. Evolução - Na propriedade da família Simon, o cultivo ocupa uma área de 550 alqueires. No verão, a soja divide espaço com o milho, em esquema de rotação; e no inverno o 60% da área recebe cobertura de aveia e a outra parte é destinada ao cultivo de cereais, como trigo e triticale. A produtividade média das últimas três safras tem girado em torno de 110 sacas de soja e 315 sacas de milho por alqueire. "O nosso novo esquema de trabalho tem garantido um resultado altamente positivo", acrescenta Renato Simon. Ele diz que já adota essa sistemática há dez anos, concentrando ainda mais o trabalho nos últimos anos. Nesse espaço de tempo a evolução da propriedade foi grande. "No milho crescemos 100% e na soja o incremento médio em produtividade chegou a 25%", contabiliza. Os Pernlochner cultivam uma área de 580 alqueires, também em esquema de rotação entre a soja e o milho durante o verão. A área também é dividida com o gado, que entra como alternativa econômica para o inverno. "Planejamos o plantio de acordo com a rotação de culturas, sem nos preocupar muito com o mercado", revela Paul Pernlochner. No sistema há doze anos, o cooperado garante que os resultados compensam, principalmente pela estabilidade na produção. "Ampliamos a produtividade da soja em 27% e a do milho em 29%", aponta. A produtividade média das últimas três safras do cooperado está em 130 sacas de soja e 350 de milho por alqueire.
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