Cooperativismo

O sonho e a realidade da Coamo no centro-sul do Paraná


Chegada da cooperativa fortaleceu a região, tornando a agricultura mais eficiente e garantindo estabilidade na produção dos cooperados

Uma das canções imortalizadas por Raul Seixas já dizia: "sonho que se sonha junto é realidade". Mas, afinal: sonho ou realidade. Difícil definir esse sentimento íntimo e pessoal, quando o assunto é a busca do sucesso nos negócios. Mas é possível alcançar um ponto de equilíbrio entre esses dois extremos. Basta vontade de lutar pelo sonho e entusiasmo para transformá-lo em realidade. A evolução profissional é a primeira conseqüência. E ela é conquistada, na maioria das vezes, com a consolidação de uma parceria forte, capaz de estabilizar e tornar mais eficiente toda uma região.
Há três anos, os agricultores da região centro-sul do Paraná - que envolve os municípios de Guarapuava, Candói e Pinhão, transformaram, pela própria iniciativa, um antigo sonho em realidade. Depois de viverem uma fase de transição do cooperativismo regional, eles receberam a Coamo de braços abertos. Os primeiros resultados puderam ser sentidos já no primeiro ano, com o recebimento da produção dos agricultores. Mas hoje, os cooperados comemoram com satisfação os bons resultados alcançados através da parceria, que agregou evolução e fortaleceu a região, garantindo estabilidade na produção e tornando a agricultura regional ainda mais profissional.
Na opinião dos próprios cooperados, a chegada da Coamo mudou os rumos da exploração agropecuária, incorporando mais eficiência aos negócios da propriedade rural. "Essa sempre foi a nossa proposta", revela o diretor presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini. Segundo ele, a cooperativa procura trabalhar para o sucesso dos cooperados, "pois se a agricultura vai bem tudo vai bem", afirma.
Gallassini explica que a exemplo de outras regiões da área de atuação, a chegada da Coamo contribuiu para uma maior participação dos agricultores. "No centro-sul não tem sido diferente. Os cooperados sentem segurança e amparo e que o trabalho da Coamo é baseado na segurança, honestidade e profissionalismo", completa.
Tecnologia - Apesar de já trabalharem com o alto nível tecnológico na exploração das atividades agropecuárias, os cooperados da região centro-sul sentiram a diferença proporcionada pela Coamo nesses últimos três anos. Tecnologias até então pouco acessíveis aos agricultores, como o equilíbrio da fertilidade do solo, foram incorporadas ao trabalho diário nas propriedades. 
A própria assistência técnica, que se tornou mais integral, também foi um fator que motivou os cooperados a melhorar os resultados, principalmente através de uma atuação planejada e atividades bem gerenciadas. O grau de profissionalismo que a Coamo oferece ao cooperado, em todas as etapas do seu negócio, foi bem assimilado na região. "Diante disso, os resultados não poderiam ser diferentes", comemora o presidente da Coamo.
Estrutura - Cerca de 500 cooperados formam o quadro da Coamo na região centro-sul. Para atendê-los a Coamo mantém uma estrutura com três unidades, que garantem um apoio integral durante todo o ano. Parte dos entrepostos são arrendados, mas a cooperativa já investiu pesado na região. Todos os armazéns foram reformulados e receberam ampliações e modernizações na parte operacional. A Coamo também investiu na construção de uma nova unidade para recebimento e armazenagem em Pinhão. A unidade foi construída no ano passado e é composta de um conjunto de 4 moegas com 2 tombadores, um secador com 100 toneladas de capacidade, máquinas de limpeza e seis silos com capacidade para 3.600 toneladas cada.
Hoje, a capacidade armazenadora da Coamo na região é de aproximadamente 150 mil toneladas a granel. Mas esse volume deve aumentar, diante dos novos investimentos previstos para a região. Em Candói, por exemplo, já está programada a construção de novos silos, devendo ampliar a capacidade de armazenagem em cerca de 50%. A unidade também vai receber um novo armazém de insumos, com área de 1.750 metros quadrados. "Os investimentos estão sendo decisivos para adequar a nossa estrutura à qualidade no atendimento prestado ao quadro social", considera José Aroldo Gallassini. 

Gallassini: "o sucesso dos
cooperados é o negócio
da Coamo"


Encurtando o caminho

Mesmo antes da Coamo se instalar definitivamente no centro-sul, os cooperados da região já movimentavam com a cooperativa através dos entrepostos em regiões vizinhas, como Boa Ventura de São Roque e Mangueirinha. No entanto, a chegada da Coamo representou uma encurtada no caminho para a condução dos negócios, facilitando, principalmente, o atendimento ao quadro social.
José Hamilton Moss Filho, cooperado em Guarapuava, lembra bem de quando começou a trabalhar com a Coamo. Ele se associou em 1989, no entreposto de Boa Ventura. "A distância era a nossa principal dificuldade, uma vez que a parceria com a Coamo sempre foi um bom negócio", assegura. Com a cooperativa mais próxima tudo ficou mais fácil, com redução dos custos - principalmente em fretes, e disponibilidade dos produtos e serviços. "O nosso contato passou a ser diário e isso fortaleceu a relação", ressalta.
Para o cooperado Rui Carlos Stanguerlin, de Candói, o sentimento é mesmo. Desde 1983 ele é sócio da Coamo e antes negociava com o entreposto de Mangueirinha. Stanguerlin foi buscar na assistência técnica da Coamo o apoio que precisava para verticalizar a sua produção. "Inaugurei uma nova fase na minha vida. E a evolução foi ainda maior quando a cooperativa chegou aqui, facilitando a troca de informações e acesso a tecnologia", resume.
Resultados - Os dois cooperados são tradicionais da agricultura, apesar de viverem realidades diferentes. Ambos sabem reconhecer a importância do apoio da Coamo durante o desenvolvimento tecnológico de cada um.
Diante da parceria com a Coamo, Stanguerlin conseguiu melhorar bem os resultados. O cooperado saltou de uma produção 100 sacas para 140 sacas por alqueire de soja. Por iniciativa do Detec da Coamo ele começou a cultivar milho e hoje colhe em média 300 sacas do cereal por alqueire. A área cultivada por Stanguerlin é de 90 alqueires, entre terras próprias e arrendadas. Desse total, no verão o cooperado explora 30% de milho e o restante de soja, em esquema de rotação de culturas.
Em Guarapuava, Moss vai cultivar nesta safra 702 alqueires, divididos entre soja e milho. O cooperado espera manter os níveis de produtividade que tem alcançado nas últimas safras: 130 sacas de soja e 350 de milho por alqueire. A propriedade divide espaço com a pecuária, cuja exploração é feita de forma integrada. Com o apoio da Coamo, o cooperado tem conseguido manter estabilidade na produção, garantindo sempre boas médias de produtividade e, conseqüentemente, bons resultados.

 
Moss: estabilidade na produção

Stanguerlin: vida nova com apoio da Coamo



Negócio garantido

Friedrich: sonho realizado
Entusiasmo é o que não falta para o cooperado Ricardo Friedrich, de Pinhão. No município há 17 anos, ele já passou por diversas cooperativas. Mas quando fala da Coamo seus olhos brilham. Fazer parte do quadro social da cooperativa sempre foi um sonho. "Ouvia falar muito bem da Coamo. Eu mesmo acompanha as notícias de uma cooperativa forte
 e com atenções voltadas para atender bem o associado. Sem contar as sobras, que também é uma forma de valorizar o cooperado", revela Friedrich. Artemiro Roque da Silva, também cooperado em Pinhão, congrega do mesmo pensamento. Ele também sonhava com a chegada da Coamo a região. "Chegou-se a cogitar a instalação de uma outra cooperativa para nos atender, mas fizemos questão que fosse a Coamo", afirma. Em Pinhão há 25 anos, ele lembra que antes da chegada da Coamo não havia segurança para os agricultores. "Não tínhamos garantia que os insumos estariam disponíveis no momento do plantio, além do que eles eram muto caros", diz. A Coamo, segundo ele, acabou regulando o mercado e tratando os produtores rurais de uma maneira igualitária. "Isso fez a diferença por aqui. Hoje estamos garantidos com a Coamo ao nosso lado", revela Silva. 
Para os cooperados, o apoio recebido da Coamo surpreendeu. "Não esperávamos que fosse tão rápido e que as nossas reivindicações fossem transformadas em realidade", comenta Friedrich, se referindo a construção de uma nova unidade no município. "Tudo o que imaginávamos sobre a Coamo está sendo concretizado. Aqui tudo é nota dez", comemora Silva.
Entre as vantagens de negociar com a Coamo, os cooperados enumeram a constante troca de informações para busca de melhores resultados; a tecnologia de ponta disponibilizada ao quadro social; o fornecimento de insumos na hora certa; a qualidade no atendimento; a clareza nas negociações e a segurança no armazenamento e comercialização da safra. "Não é fácil encontrar uma empresa com todas as qualidades que a Coamo possui", comemoram.
Resultados - As produtividades médias alcançadas pelos cooperados de Pinhão sempre foram significativas. A parceria com a Coamo, segundo eles, ajudou a manter a estabilidade na produção, inclusive com incremento na produtividade.
Nos 132 alqueires de área cultivada pelo cooperado Ricardo Friedrich, a produtividade média na última safra foi de 136 sacas de soja e 407 sacas de milho por alqueire. O cultivo no verão é feiro em esquema de rotação de culturas, sendo que 30% da área é ocupada com o milho.
O cooperado Artemiro da Silva cultiva uma área de 157 alqueires, dividida entre soja e milho no verão, também no esquema de rotação, destinando 30% da área para o milho. As produtividades médias na última safra foram de 125 sacas de soja 338 sacas de milho por alqueire. Silva faz questão de ressaltar que através da Coamo, equilibrou os nutrientes do solo e agregou 30% na produtividade final das suas lavouras.

Silva: valorizando
o atendimento