Agromercado


Mercado quer suíno mais pesado

Peso ideal de comercialização deve ficar entre 105 a 115 quilos

A suinocultura brasileira vem buscando sistematicamente a melhoria de seus índices de eficiência técnica e econômica. Para otimizar os resultados, o setor investe na incorporação tecnológica e na adequação às exigências do mercado. Hoje, as indústrias estão mais exigentes no item peso de abate e primam pela qualidade. Atendendo a vontade do mercado consumidor, elas querem animais mais pesados para diminuir os custos fixos. O peso ideal de comercialização deve ficar entre 105 a 115 quilos. Mas já é possível se chegar a 130 quilos por animal.

Os cooperados integrados ao Projeto de Suinocultura da Coamo estão sendo orientados para se adequar a essa nova tendência do mercado. Recentemente, a cooperativa ingressou no mercado da suinocultura industrial, buscando oferecer maior rentabilidade à atividade. "Estamos trabalhando para conscientizar o criador de que ele tem condições de produzir um suíno com o peso que ele quiser", salienta o médico veterinário Rogério Paulo Tovo, responsável pela Granja de Suínos da Coamo. Para isso, é preciso elevar a média de ganho de peso diário (GPD) em algumas granjas. "Hoje temos criadores com um GPD muito baixo e outros acima da média da Coamo, que está baseada em 730 gramas por dia", revela Tovo. A solução, nesse caso, seria equilibrar a média, incentivando os menos eficientes a se tornarem mais produtivos, sem onerar o custo de produção.

O primeiro passo para isso, segundo o veterinário, é avaliar os fatores que estão limitando a produção. "É preciso conferir que tecnologia que vem sendo utilizada na granja, tanto na alimentação como no manejo sanitário", orienta. Com isso, o produtor tem condições de melhorar os resultados, sem precisar aumentar muito o período de terminação. "Existe muita preocupação com o tempo que os animais vão levar para ficar prontos para o abate. Mas é bom lembrar que o mercado compra o suíno por peso e não por idade", considera Tovo. Sendo assim, o trabalho deve ser concentrado na elevação do ganho de peso diário da granja e, com isso, melhorar a remuneração dos terminadores.

Até porque, com o equilíbrio do GPD, o produtor tem condições de controlar melhor os custos variáveis da granja, que chegam a representar 70% dos custos totais do negócio. O segredo, segundo Rogério Tovo, está na administração da produção. Ela faz a diferença quando o criador passa a avaliar melhor os resultados, de acordo com a tecnologia disponível na granja.

 

 

Análises do Mercado Agrícola

SOJA
Mais uma vez o câmbio prevalece e faz com que o preço chegue ao nível mais alto desta safra, apesar do pouco volume a ser ofertado, o que para o preço é bom sinal. Algumas indústrias cumpriram seus compromissos e falam em parar e voltar só na próxima safra. Até o momento, não sabemos o que acontecerá, em relação aos atentados ocorridos no EUA. 

MILHO
Poucos são os negócios realizados, pois tanto a oferta como a demanda estão escassas. A preocupação continua sendo o volume a ser ofertado para um curto período até a próxima safra, além das baixas temperaturas nos últimos dias que pode prejudicar o trigo no Sul do País e transformá-lo em ração.

TRIGO
Parte da safra já foi colhida. A comercialização continua num ritmo lento. O volume de trigo que vem sendo adquirido pela indústria é pequeno, o que deixa o mercado em compasso de espera. Governo, setor produtivo e representantes da indústria estão se reunindo para definir a comercialização daqui para frente.

ALGODÃO
O mercado internacional continua em baixa. A produção mundial deve ficar acima do consumo. Por isso, a recuperação dos preços no mercado interno deve ser mais difícil. Enquanto isso, o governo federal continua com os programas de leilão de PEP, cujo objetivo é proporcionar a comercialização ao preço mínimo de garantia.

CAFÉ
A Bolsa de Nova Iorque reabriu no dia 17 após quatro dias sem negócios devidos aos ataques terroristas. Em termos gerais os preços do café devem continuar nos níveis baixos em que estão. Na realidade, o único fator que vem contribuindo para a os preços do café é a taxa cambial, com o real desvalorizado em torno de 36% em relação ao dólar só este ano.




INDICADORES
VARIAÇÕES mar/01 abr/01 mai/01 jun/01 jul/01 ago/01 ACUMULADO
PERÍODO
ACUMULADO
12 MESES
    IGP/M (% AO MÊS) 0,56% 1,00% 0,86% 0,98% 1,48% 1,38% 6,42% 9,99%
                 
    TR (% AO MÊS) 0,17% 0,15% 0,18% 0,15% 0,24% 0,34% 1,25% 1,98%
                 
    DÓLAR COMERCIAL (% AO MÊS) 5,69% 1,07% 8,02% -2,33% 5,48% 4,95% 24,76% 39,94%
                 
    TJLP (% AO MÊS) 9,25% 9,25% 9,25% 9,25% 9,50% 9,50%    
                 
    SOJA 1,25% 0,00% 12,50% 10,99% 26,94% 10,53% 77,38% 152,18%
                 
    MILHO 0,00% 1,47% 0,00% 5,80% 15,07% 8,33% 33,82% 60,48%
                 
    ALGODÃO (TIPO 6) 0,00% 3,57% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 3,57% 3,57%
                 
    TRIGO (PH 78) 1,72% 0,00% 3,73% 7,84% 7,84% 0,00% 22,72% 67,16%
CONFIRA O SEU PODER DE TROCA MÊS A MÊS 
MÁQUINAS/INSUMOS X PRODUTOS UNID. mar/01 abr/01 mai/01 jun/01 ago/01 MÉDIA DO PERÍODO MÉDIA ULT.12 MESES
TRATOR VALMET 785 - 75 CV 4X4 12 velocidades
               
SOJA sacas 2.311 2.325 2.261 2.001 1.546 2.023 2.068
MILHO sacas 5.471 5.431 5.570 5.410 4.240 5.141 4.497
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 4.276 4.351 4.687 4.684 4.524 4.508 4.146
TRIGO (PH 78) sacas 2.544 2.522 2.559 2.416 2.248 2.437 2.535
               
COLHEITADEIRA NEW HOLLAND TC 57 (completa)
               
SOJA sacas 9.627 9.750 9.118 8.229 6.583 8.420 8.402
MILHO sacas 22.794 22.774 22.464 22.254 18.057 21.412 18.414
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 17.816 18.246 18.902 19.268 19.268 18.795 16.914
TRIGO (PH 78) sacas 10.602 10.576 10.320 9.937 9.576 10.158 10.314
               
PLANTADEIRA PSE 8 2S (COM CÂMBIO)
               
SOJA sacas 1.337 1.346 1.343 1.353 1.083 1.275 1.249
MILHO sacas 3.166 3.143 3.308 3.659 2.969 3.259 2.731
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 2.475 2.518 2.783 3.168 3.168 2.880 2.531
TRIGO (PH 78) sacas 1.473 1.460 1.520 1.634 1.575 1.549 1.535
               
PULVERIZADOR COLUMBIA MAXTER FLOW
               
SOJA sacas 1.023 1.029 969 864 737 897 910
MILHO sacas 2.422 2.404 2.387 2.338 2.021 2.281 1.984
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 1.893 1.926 2.008 2.024 2.156 2.005 1.829
TRIGO (PH 78) sacas 1.126 1.117 1.096 1.044 1.072 1.083 1.117
               
CALCÁRIO                
               
SOJA sacas 2 2 2 2 1 2 2
MILHO sacas 4 4 4 4 3 4 4
ALGODÃO (TIPO 6) arrobas 3 3 4 4 4 4 3
TRIGO (PH 78) sacas 2 2 2 2 2 2 2
Para cálculo da paridade de produtos X máquinas e insumos foram utilizados os preços praticados no último dia do mês.