Tecnologia

Plantas daninhas:
Toledo debate resistência e avalia cenário


Cerca de 400 cooperados participaram do encontro agrotecnológico, promovido pela Coamo no Oeste

O Projeto Coamo de Manejo e Controle de Plantas Invasoras Resistentes a Herbicidas, o Cenário Marcroeconômico e as Perspectivas de Comercialização de Grãos para o 2º semestre de 2003 foram os principais temas do 1º Encontro Agrotecnológico da Coamo na região Oeste. Realizado no dia 25 de agosto, em Toledo, o evento reuniu um público de 400 pessoas entre cooperados, engenheiros agrônomos, técnicos e acadêmicos do curso de Agronomia de Toledo, São Pedro do Iguaçu, Ouro Verde do Oeste, Vila Nova, Dez de Maio, Nova Santa Rosa, Vila Nova e Tupãssi.

Os participantes prestigiaram o evento com grande interesse e receberam importantes informações sobre o projeto Coamo de manejo de plantas daninhas. Na abertura, o presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, agradeceu a grande participação dos associados do Oeste no dia-a-dia da cooperativa e destacou a importância do novo projeto. “A Coamo está sempre atenta às inovações e com esse projeto de manejo de plantas invasoras será estabelecida uma ação concentrada para impedir de vez o avanço desse problema e solucionar os casos já comprovados”, disse.

Franco desenvolvimento – Dentro da programação do encontro, o responsável pela Fazenda Experimental da Coamo, engenheiro agrônomo Joaquim Mariano Costa, apresentou o projeto aos cooperados, mostrando todas as suas etapas e principalmente como será o funcionamento e o envolvimento da assistência técnica e dos cooperados. “O programa é abrangente, está em franco desenvolvimento e tem metas para serem cumpridas dentro dos próximos dois anos”, anunciou Costa. Segundo ele, o trabalho consiste inicialmente na realização de um levantamento de dados em todos os entrepostos pelo Detec da Coamo, com o cadastramento dos cooperados, onde serão informados o nome da propriedade, número e tamanho do talhão com suspeita de plantas daninhas resistentes, entre outros. “De posse desses dados, a Fazenda Experimental da Coamo fará a tabulação e apresentará um diagnóstico oficial da situação na área de ação da cooperativa. Conhecendo a realidade de cada região, vamos concentrar os esforços numa grande cruzada para resolver o problema”, afirmou Joaquim Costa.

Projeto pioneiro – O engenheiro agrônomo Cláudio Puríssimo, Mestre pela Universidade de Viçosa, PH D em Plantas Daninhas e seu Controle, professor na Universidade Estadual de Ponta Grossa e no Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais, palestrou aos presentes sobre o tema. Puríssimo elogiou o trabalho de vanguarda desenvolvido pela Coamo: “Pela primeira vez vejo uma entidade do porte da Coamo reconhecer o problema. A Coamo é líder, não só pelos benefícios prestados aos seus cooperados, mas também pelos seus resultados incontestáveis. E embora líder, reconhece que há um problema que merece ser solucionado através de um projeto pioneiro no país”.

Cláudio Puríssimo relatou que esta iniciativa pioneira da Coamo possibilita a adoção de medidas pró-ativas em direção a resolução do problema. Segundo ele, o problema das plantas daninhas resistentes a herbicidas se deve pela falta de de controle “É difícil separá-las. Pode estar sobrando mato na lavoura, seja por ordem genética ou como na maioria dos casos pela má aplicação de herbicidas. É preciso que observemos o problema com visão macro, seja pela necessidade de melhoria do produtor na aplicação de herbicidas, como também nas sobras que acontecem”, informou Puríssimo, acrescentando que se o problema for por ordem genética dificilmente o produtor vai resolvê-lo sem apoio da pesquisa. “Mas, se for pela qualidade da aplicação, a solução está nas mãos do produtor”, completou.


   FALA COOPERADO:



Soja no arenito

Encontro em Moreira Sales reforça uso de tecnologia diferenciada no arenito


Desde de que chegou à região de Moreira Sales, a Coamo vem desenvolvendo um grande trabalho, visando tornar o solo arenito cada vez mais produtivo. Com apoio da Coamo, os agricultores estão aprimorando os conhecimentos na exploração do arenito, que requer uma tecnologia diferenciada no cultivo, comparando com os demais tipos de solos da região da cooperativa. E como forma de padronizar as informações, a Coamo realizou recentemente, em Moreira Sales, o 1º Encontro de Tecnologia no Arenito, reunindo centenas de cooperados e pesquisadores renomados no assunto.

O engenheiro agrônomo Pedro da Silva Júnior, encarregado do Detec da Coamo de Moreira Sales, afirma que a principal preocupação é com o manejo do solo. “O arenito é bem diferente e cheio de detalhes. E a nossa grande preocupação é com as áreas de primeiro ano de cultivo”.

Apesar de ser mais frágil que o basalto, o solo arenito é muito produtivo. Uma boa conservação, aliada ao plantio direto, são ingredientes fundamentais para combater a erosão, que é principal problema enfrentado pelos produtores.

Para Udo Bublitz, agrônomo da da Emater Paraná, a meta do trabalho é evitar que os agricultores utilizem no solo arenito a mesma tecnologia do argiloso. Uma outra preocupação de Bublitz é com os arrendatários, que muitas vezes deixam de tratar da terra como as áreas próprias. “O segredo é fazer o contrato de, no mínimo, cinco anos. O sucesso ou o insucesso do produtor arrendatário acontece no primeiro ano. Como o arrendamento no primeiro ano não é pesado, ele vai investir na terra, na conservação do solo e na fertilização”, resumiu.

Para o pesquisador Elir de Oliveira, engenheiro agrônomo do Iapar – Instituto Agronômico do Paraná, de Palotina, o o produtor deve respeitar, no solo arenito, o plantio direto e a adubação bem feita, à base de micronutrientes. “Tomados todos os cuidados vamos ver ao longo dos anos que aqui nós podemos produzir mais do que os solos argilosos”, explicou o pesquisador.

O cooperado José Totti de Souza, de Tuneiras do Oeste, está cultivando o solo arenito há três anos. “Minha área é dividida entre solo roxo e arenito e os dois são bastante diferentes. O arenito é bastante exigente e precisa de um cuidado especial”, conta José Totti. 

Ele lembra que em 2000 plantou apenas 30 alqueires no arenito, e na próxima safra vai plantar 180. Na última safra a média do cooperado foi de 120 sacas de soja, incluindo o cultivo em solos de primeiro ano.



Agricultura em evolução

Tema esteve em foco durante tarde de palestras, em Mangueirinha


A Coamo promoveu em Mangueirinha, no dia 14 de agosto, uma tarde de palestras envolvendo 140 cooperados. O evento, realizado no Clube Planalto, debateu a evolução da agricultura na região.

Pesquisadores renomados como Dionísio Gazziero, José Lazinski e Vlamir Brandalizze estiveram no evento. Na ocasião, o engenheiro agrônomo Álvaro Refatti, encarregado do Detec da Coamo em Mangueirinha, fez uma exposição sobre o programa de manejo e controle de plantas daninhas resistentes, implantado recentemente pela Coamo.


Soja em Tupãssi


Tecnologia de aplicação de defensivos e ganhos de rendimento na soja através da fixação biológica do nitrogênio foram os principais assuntos do 3º Encontro Técnico de Soja, em Tupãssi. O evento aconteceu no dia 21 de agosto e reuniu cerca de 100 cooperados no Centro Cultural Avelino Acco.

Os técnicos da Coamo apresentaram aos cooperados o Programa de Manejo e Controle de Plantas Invasoras Resistentes a Herbicidas, implantado recentemente pela Coamo; e a tecnologia de aplicação de defensivos. Já o pesquisador Rubens Campos, da Embrapa, falou dos ganhos de rendimento da fixação biológica de nitrogênio na soja.

 Palmas na Feapam

Os cooperados Murilo Chaves e Sadi Marcondes Loureiro participaram de 1º a 10 de agosto da 26ª Fapam – Feira Agropecuária de Alta Mogiana, realizada na cidade de Ribeirão Preto (SP). A feira reuniu criadores da raça Caracu de várias regiões do Brasil. Com a vaca Zagaia do Rio Cachoeirinha, os cooperados conquistaram o título na categoria “Fêmea”. Na foto, a vaca campeã com os  seus criadores.


Mamborê discute resistência de plantas

Cooperados conhecem metas do programa da Coamo

No dia 2 de setembro a Coamo realizou em Mamborê um encontro para apresentar aos cooperados da região o Programa de Manejo e Controle de Plantas Invasoras Resistentes a Herbicidas. O evento aconteceu no CTG e reuniu cerca de 200 cooperados. Eles conheceram as metas do programa da Coamo e receberam orientações de como tratar o assunto e conduzir os casos suspeitos nas lavouras da região.

O pesquisador da Embrapa, engenheiro agrônomo Dionisio Gazziero, foi um dos convidados no encontro. Ele ressaltou a importância do manejo das áreas durante o período de inverno, além de orientar os cooperados para os cuidados com o trânsito de máquinas. “Um detalhe fundamental é o produtor conhecer bem o modo de ação dos herbicidas”, resumiu, considerando que o programa da Coamo é inédito no Brasil e que os cooperados estão de parabéns por estarem apoiados pela cooperativa.

Tecnologia de plantio direto

Com participação de cerca de 100 cooperados da região, a Coamo promoveu em Bragantina, no mês de julho, um encontro tecnológico de manejo em plantio direto. O evento destacou diversas informações sobre o assunto, além de tratar com os cooperados sobre o Programa da Coamo de Manejo e Controle de Plantas Invasoras Resistentes a Herbicidas.

O engenheiro agrônomo e pesquisador do Iapar, na área de adubação verde, Ademir Calegari, foi um dos convidados no encontro. Ele reforçou as orientações sobre a importância do plantio direto para a conservação do solo, bem como a rotação de culturas e adubação em cobertura. Calegari lembrou que a qualidade do cultivo e a alta produtividade das lavouras dependem do nível de comprometimento do agricultor com a qualidade do solo.