Reuniões de Campo    



Coamo realiza 40 Reuniões de Campo

COOPERADOS SÃO INFORMADOS SOBRE A SITUAÇÃO DA AGRICULTURA E DAS PERSPECTIVAS PARA O VERÃO

Depois de quatorze dias e quase cinco mil quilômetros percorridos a diretoria da Coamo encerrou no dia 15 de setembro as Reuniões de Campo do segundo semestre de 2005. Ao todo foram 40 encontros com a participação de mais de sete mil cooperados de toda área de ação da cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Os encontros acontecem duas vezes por ano, sempre no início e final da safra de verão. O objetivo é auxiliar os cooperados na tomada de decisões para a condução dos negócios na propriedade. Os cooperados ficaram sabendo da situação geral e das perspectivas da agricultura brasileira, bem como da situação geral da Coamo num ano atípico fortemente influenciado pelos efeitos da seca de dificuldades da comercialização, entre outros problemas.

O presidente da Coamo, engenheiro agrônomo Aroldo Gallassini, ficou satisfeito com a grande participação do quadro social nas reuniões. “Mais uma vez a participação dos nossos cooperados foi muito boa, mesmo nos dias de chuva ou de frio. Esta participação é que dá sentido ao trabalho que estamos fazendo em prol da melhoria da produtividade e renda dos cooperados da Coamo. As reuniões foram bem recebidas pelo quadro social, com acesso a importantes informações do cenário atual da nossa agricultura”, avalia.

São vários os assuntos abordados nas reuniões e de grande interesse dos produtores. Entre eles estão o mercado de commodities; o planejamento e diversificação da propriedade; os projetos de apoio à produção conduzidos pela Coamo; os valores dos preços mínimos; limites e custos de financiamentos, além dos financiamentos de investimentos e dos custos diretos de produção da safra 2005/06. Ainda foram abordados temas como os projetos de Tecnologia de Aplicação de Defensigos; Ferrugem da Soja; Devolução de Embalagens Vazias de Agrotóxicos e orientações referente ao meio ambiente (mata ciliar), com ênfase as Áreas de Preservação Permanente (APP).

 

 

  FALA COOPERADO:
Ilmo Cruzeta, de Ivaiporã - “Esse contato com a diretoria é muito proveitoso para todos nós, cooperados”. Luiz Cividini, de Palmas - “A Coamo faz um grande trabalho ao informar com franqueza os seus cooperados. A diretoria está de parabéns!”

 

 

Visão global do mercado

COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS TAMBÉM É DESTAQUE NAS REUNIÕES DE CAMPO DO SEGUNDO SEMESTRE

Um dos assuntos que mais chamou a atenção dos participantes, nas Reuniões de Campo deste segundo semestre, foi o comportamento do mercado de commodities. O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, apresentou a situação atual e a tendência futura de comercialização dos produtos agrícolas como o café, trigo, algodão, soja e milho, diante da oferta e demanda da produção brasileira e mundial.

Dr. Aroldo expôs nas reuniões deste segundo semestre as dificuldades momentâneas de comercialização, motivadas principalmente pela queda acentuada do dólar e os altos estoques mundiais que acabam puxando os preços para baixo. Ele explica que o preço da soja, por exemplo, em dólar não está ruim, o que não está bom é o valor do dólar frente ao real.

Para que esse panorama mude para melhor o dólar tem que subir e os estoques mundiais baixarem. “Para a safra 2005/2006 deve sobrar mais de 50 milhões de toneladas de soja no mercado mundial. É quase uma safra brasileira. O ideal seria sobrar menos, o que seguramente aqueceria o mercado pela pouca oferta do produto”, entende. Contudo, Dr. Aroldo motiva os produtores e orienta que a grande saída para o homem do campo é produzir bem e com qualidade; esperar o momento certo e acertar na comercialização.

 

 

Cooperados marcam presença nas reuniões

MAIS DE SETE MIL AGRICULTORES ACOMPANHAM AS REUNIÕES DE CAMPO COM A DIRETORIA DA COAMO

 

 

Diretoria percorre mais de 5 mil quilômetros

MARATONA DA INFORMAÇÃO AUXILIA COOPERADOS A TOMAR DECISÕES PARA CONDUZIR A PRÓXIMA SAFRA

 

FALA COOPERADO:

Sandro de Jesus, de Barbosa Ferraz - “As informações que recebemos aqui nos auxilia muito nas decisões do dia-a-dia”. Aldir Goldoni, de Candói - “É uma oportunidade para ficarmos por dentro do que a cooperativa está fazendo em nosso benefício”. Heitor Tavella, de Campo Mourão - “As Reuniões de Campo são o nosso canal de comunicação com a diretoria”.

 

 

Aproveitando até a última gota

DEVOLUÇÃO DE EMBALAGENS, VAZIAS TRÍPLICE-LAVADAS, CRESCE NA ÁREA DE AÇÃO DA COAMO

Desde que passou a vigorar a lei que determina a devolução de embalagens vazias de defensivos agrícolas, em 2003, a Coamo vem conseguindo um grande avanço em toda sua área de ação, no tocante à devolução de embalagens descontaminadas, e com números cada vez melhores.

Nas Reuniões de Campo deste segundo semestre foram apresentados esses resultados, computados de 2003 em diante, com a evolução de cada unidade, inclusive com a classificação por entreposto.

De acordo com dados coletados pela gerência de Assistência Técnica da Coamo, no ano de 2003 os cooperados devolveram em toda área de ação da cooperativa 1.309.577 embalagens vazias de defensivos, sendo que 43% estavam contaminadas. Em 2004 houve uma grande melhora, uma vez que das 2.012.215 embalagens devolvidas, apenas 24% foram classificadas como contaminadas.

Neste ano os números são ainda melhores. Até o dia 30 de junho, 1.400.990 embalagens haviam sido devolvidas pelos cooperados e somente 15% dessas estavam contaminadas.

Contudo, a meta da Coamo é baixar ainda mais essa porcentagem de contaminadas. O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos (Inpev), órgão responsável pela reciclagem ou destruição dessas embalagens, está orientando que as contaminadas não devem passar de 10%, ou haverá um custo adicional, por quilo de embalagens contaminadas, que será repassado ao produtor.

Portanto, a orientação do Detec da Coamo é para que todos façam a tríplice lavagem ou a lavagem sob pressão, no momento do preparo da calda, o que facilita a limpeza e desinfecção da embalagem.

Em toda Coamo, dezenas de entrepostos que atingiram a meta. Boa Esperança é o campeão em menor número de embalagens contaminadas. Apenas 3% do que foi devolvido este ano na unidade estava contaminado.

 

FALA COOPERADO:

Odair Portoloto, de Amambai (MS) - “É muito bom fazer parte deste time da Coamo. Juntos, somos mais fortes”.

 

 

Riscos menores com gerenciamento

COOPERADOS REFLETEM SOBRE PLANEJAMENTO RURAL

Nas Reuniões de Campo deste segundo semestre o planejamento rural foi um dos temas abordados. O presidente da Coamo, Dr. Aroldo Gallassini, alerta que gerenciar a atividade pode evitar a descapitalização, geralmente provocada por frustrações. “É preciso pensar em aumento de produtividade e diversificação da renda da propriedade”, aconselha.

Os pontos básicos destacados pelo presidente da Coamo, que auxiliam na agregação de renda e otimização da propriedade, são a correção e conservação do solo. “Para isso, a Coamo desenvolve o Projeto Fertilidade, acessível á todos os cooperados”, diz. Plantio direto bem feito e rotação de culturas também são fundamentais nesse processo, segundo Dr. Aroldo. E como opção de diversificação a Coamo oferece, entre outros, os projetos Suinocultura e Integração Lavoura-Pecuária, que vem alcançado ótimos resultados.

Dr. Aroldo alerta que apesar das adversidades climáticas dos últimos dois anos, que provocaram a crise que se instalou na agricultura, essa não é a hora de reduzir o investimento em tecnologia. “Muito pelo contrário: o pacote tecnológico deve ser mantido ou até incrementado, pois se tivermos um ano favorável a oportunidade para minimizar a crise. Por isso é preciso investir. Caso contrário, a produção será menor e a lucratividade também”, orienta.

Outra preocupação da cooperativa está relacionada com a prevenção contra ferrugem da soja. A orientação é que devem ser feitas pelo menos duas aplicações fungicida, uma na floração, ou até mesmo antes dependendo da necessidade.

 

 

Insumos mais baratos para o verão

EM MÉDIA, COOPERADOS TÊM REDUÇÃO DE 25%, O QUE REFLETE NO CUSTO DE PRODUÇÃO DA SAFRA

Baixar os custos sem comprometer a produção é uma das metas do Detec da Coamo. Este foi outro importante tema abordado nas Reuniões de Campo. O engenheiro agrônomo Nei Cesconetto, gerente de Assistência Técnica da cooperativa, apresentou dados sobre o volume de recursos destinados pelo governo federal e os limites de financiamento, além dos custos de produção relacionado com a produtividade, baseado no plano desenvolvido pela Coamo para a safra 2005/2006.

Cesconetto fez uma explanação sobre o volume de recursos e programas destinados ao crédito rural e destacou o empenho da cooperativa em fornecer insumos mais baratos para o associado. Para a safra que se inicia com o plantio do milho, a Coamo conseguiu reduzir o preço dos insumos agrícolas em média 25% que o ano anterior, o que certamente reduzira o custo de produção.

 
 
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