barra Site Coamo barra
Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 354 | Setembro de 2006 | Campo Mourão - Paraná

Especial

Schiavini, 60 anos de boas colheitas

A família acredita e defende o cooperativismo como forma de crescer e produzir cada vez mais em Coronel Vivida

A história da Família Schiviani na região de Coronel Vivida – Sudoeste do Paraná, então chamado de Barro Preto, está completando 60 anos. O patriarca Rodolfo, pai dos também jovens cooperados Gilmar e Gilberto, veio de Santa Catarina para a região de Pato Branco junto com um irmão que montou um moinho de trigo. ‘Seo’ Rodolfo, por sua vez, em Coronel Vivida, comprou um comércio de secos e molhados, daqueles que vendia de tudo, administrando esse negócio de 1955 a 1971.

Em 1971 ele adquiriu 42 alqueires de terra na região e dois anos mais tarde,  comprou o seu primeiro trator e iniciou a destoca para implantar agricultura. Em 1974 foi a vez de adquirir a primeira colheitadeira da família – seus filhos Gilmar contava com 8 anos de idade e seu irmão Gilberto, 17. “Foi então que mudei para a propriedade e  vinha para a cidade somente nos finais de semana”, relembra Rodolfo Schiavini.

O filho Gilberto começou cedo na labuta da agricultura e lembra dos tempos em que arava à terra, colocava calcário e tirava leite das vacas. “Lembro-me de uma noite que estava trovejando muito e ainda não tinha tirado leite da vaca, então, ela veio até a janela do meu quarto e entrou em casa berrando muito. Foi um grande susto”, disse Gilberto, conhecido como “ Beto”, explicando que naquele tempo “nós trabalhávamos sem parar, até quando não tinha mais óleo no trator”.

A soja foi a primeira atividade agrícola da família. Inicialmente com o plantio de 8 alqueires na safra 1972/73, com a variedade Santa Rosa. A média naquela época foi de 45 a 50 sacas por alqueire, bem diferente das atuais 130 sacas. “Os dias de hoje nem se comparam com os das décadas passadas. Atual-mente é possível produzir bem e fazer uma boa safra com planeja-mento, tecnologia e visão empreendedora”, salienta Gilmar Schiavini.

Na propriedade de quase 100 alqueires, a Família Schiavini tem também pecuária de leite, e na área agrícola plantam trigo, aveia e nabo forrageiro no inverno; soja e milho no verão. Eles vivem em harmonia e mesmo cada um semeando a sua lavoura, as decisões são tomadas em conjunto. O mesmo acontece com o uso do maquinário, que desta forma, com planejamento adequado, é melhor utilizado e no final da safra propicia uma redução nos custos de produção para os três cooperados.

Recorde – Rodolfo Schiavini destaca um recorde conquistado pela família em safras anteriores.“Na safra de 2003 colhemos uma produção recorde de 162 sacas de soja por alqueire e mais de 400 sacas de milho. Foi uma safra espetacular”, diz, para ao mesmo tempo, lembrar que nos anos anteriores a situação não foi a mesma devido às estiagens.

Descendente de italianos, nascido em Estevão Júnior – hoje distrito de Concórdia (SC), palmeirense apaixonado, com sabedoria e experiência, ‘seo’ Rodolfo tem repassado aos filhos que o uso de tecnologia e a orientação dos técnicos da Coamo tem feito a diferença em sua propriedade. “Já fiz muito na região: fui caminhoneiro, comerciante, madeireiro; mas o que mais gostei mesmo foi da agricultura. Tanto é que estou até hoje lidando com a terra”, afirma Rodolfo. Ele faz questão de deixar claro o grande legado que segundo ele deixa para os filhos: “Cuidar muito bem das suas coisas”.

Parceria – A parceria da Fa-mília Schiavini com a Coamo remonta aos  tempos da chegada da cooperativa na região de  Mangueirinha, no início da década de 80.“Me associei à Coamo em 1982 e levava a produção até lá, que ficava 60 km daqui da propriedade, dos quais 17 eram de terra. Hoje as coisas ficaram tão boas que estamos apenas à 10 km de Coronel Vivida; 13 km do centro de Honório Serpa e 4 km de Abundância. Hoje nem se compara ao sofrimento daquele tempo. Ficou bom demais. A Coamo está dentro do pátio da nossa fazenda”, assegura o filho Beto, que ao lado do irmão Gilmar e do pai Rodolfo também são associados da Credicoamo. Primeiro em Mangueirinha e depois em Coronel Vivida com a o funcionamento do PAC a partir de dezembro de 2003.

Gilmar Schiavini tem na esposa Jussara a alavanca necessária para continuar administrando e gerenciando bem os seus negócios. “A mulher tem que participar; cada um tem que fazer a sua parte. Ela cuida da família e ajuda nas decisões. É o nosso braço direito no dia-a-dia”, diz.

A Família Schiavini utiliza a rotação de culturas para cuidar da terra e produzir mais. “Eles são bem tecnificados e participam muito da vida da co-operativa. Nesta nova safra, por exemplo, o Gilmar já plantou 10 alqueires de milho na primeira quinzena de setembro em cima de uma área consorciada de nabo forrageiro com aveia e, após a colheita do trigo, irá semear outros 18 alqueires de soja”, informa o agrônomo da Coamo Renato Mastrantonio.

200% – A Família Schiavini que acredita e defende o cooperativismo como forma de crescer e produzir cada vez mais. Ela segue plantando a semente em solo fértil com boa tecnologia, esperando por chuvas regulares e boas colheitas para melhor produtividade a cada nova safra. “Se não fosse a Coamo não sei o que seria de nós, temos apoio e assistência de primeira. Por isso é que digo sempre que somos Coamo 200% (100% Coamo e 100% Credicoamo)”, conclui Gilmar Schiavini.