barra Site Coamo barra
Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 365 | Setembro de 2007 | Campo Mourão - Paraná

Copa Coamo

Estado do Paraná inspira festa da final na 9ª edição da Copa Coamo

Show de luzes e cores marcou e emocionou cerimonial que fechou a competição. Pira homenageou o Paraná, através de belezas naturais, como as Cataratas do Iguaçu, o Pinheiro Araucária e o Cálice de Pedra de Vila Velha

O Pinheiro Araucária; as Cataratas do Iguaçu; a arquitetura rochosa de Vila Velha e a Gralha Azul – ave símbolo do Paraná, foram os elementos que protagonizaram a festa de encerramento da Co-pa Coamo de Cooperados 2007 – Futebol Suíço. Um show de luzes e cores marcou o emocionante cerimonial que homenageou o Estado do Paraná, importante na constituição da cooperativa, valorizando o seu povo e cultura. O evento abriu os jogos da etapa final da competição e reuniu mais de três mil pessoas no ginásio de esportes da Arcam – Associação dos Funcionários da Coamo, no dia primeiro de setembro, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). O título do maior torneio rural do Brasil foi disputado entre 33 times, campeões das regionais classificatórias realizadas em todas as regiões da área de abrangência da cooperativa.

A programação de fechamento da Copa Coamo 2007 contou com apresentações musicais da Orquestra Paranaense de Viola Caipira FAG – Faculdade Assis Gurgacz, de Cascavel (Oeste do Paraná); apresentação da Pira; desfile das 33 equipes finalistas e mostra fotográfica sob o tema “O agricultor é um forte!”. Também foi montada uma estrutura para visitação pública, em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná, para mostrar o trabalho desenvolvido em prol da preservação da mata ciliar e a participação da Coamo no Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Defensivos, com apresentação dos materiais produzidos após a trituração das embalagens vazias e limpas.

 

Agradecimento – Durante o evento, o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, homenageou os dirigentes das equipes com a entrega da bola da Copa Coamo e de uma muda do Pinheiro Araucária. Gallassini parabenizou os co-operados participantes, enaltecendo a integração e união da família Coamo. “Esta festa é maravilhosa. A homenagem ao Paraná, motivada pelas suas belezas naturais, é muito bonita e justa. Queremos agradecer a nossa equipe de funcionários pelo trabalho de preparação desta festa, e elogiar a performance dos milhares de cooperados que fazem da Copa Coamo um evento de esporte e lazer em família. Todos estão de parabéns!”, resumiu.

Para o presidente da Coamo, o evento foi nota 10. “Não tenho palavras para expressar a alegria. Tudo foi excelente e a integração total entre a Família Coamo. Foi um dia muito importante, sem nenhum problema do começo ao fim. O Cerimonial que homenageou o Paraná emocionou, evidenciando as riquezas e as belezas naturais do Estado, com uma emoção muito grande. É como disseram os agricultores: ‘hoje aconteceu a copa do mundo dos cooperados’”, finalizou.

 

Como foi a festa do cerimonial final da Copa Coamo 2007

Segredos do Paraná – No início do show de encerramento da Copa Coamo 2007 os cooperados acompanharam a apresentação de um vídeo institucional que retratou as belezas e os segredos do Estado do Paraná. O filme é tema de abertura e encerramento da programação da Televisão Tarobá, de Cascavel, com letra e música de Alexandre Bonanza.

Madrinhas de Gralha Azul – A apresentação das madrinhas das delegações encantou o público presente ao ginásio da Arcam. O grupo, formado por funcionárias e filhas de colaboradores da Coamo, encenou uma coreografia especial vestido como Gralha Azul – ave símbolo do Paraná. A dança lembrou a trajetória do pássaro, que tem como seu principal alimento, no inverno, o pinhão, semente da Araucária – que é a árvore símbolo do Paraná. A Gralha Azul tem por hábito dispersar as sementes que não come, e assim vai “espalhando” novos pinheiros por onde passa.

Orquestra de viola caipira – A emoção tomou conta do ginásio quando, após muito suspense, foi convidada a subir ao palco do ginásio da Arcam a Orquestra Paranaense de Viola Caipira FAG – Faculdade Assis Gurgacz, de Cascavel. O grupo tocou e cantou diversas músicas da cultura caipira, levantando o público.

Belezas naturais – Outro momento muito especial e esperado foi a apresentação da pira, que neste ano teve como inspiração as belezas naturais do Paraná (Cataratas do Iguaçu, Pinheiro Araucária e Vila Velha). Após a descida da cortina que revestia a pira, o público se surpreendeu com as maravilhas idealizadas pela organização do evento. O que se viu foi um semblante de encantamento e o palco do ginásio transformado com belas paisagens símbolos do Paraná, com crianças – filhos de funcionários, atuando como turistas na passarela das Cataratas.

Planeta Água – Em seguida, o público acompanhou a apresentação de Fernanda Gomes de Assis – filha do funcionário Orlando de Assis, da Coamo em Arroio Grande, Pitanga (Centro do Paraná), interpretando a música “Planeta Água”, de Guilherme Arantes. A Academia Corpore, de Campo Mourão, apresentou uma coreografia especial durante a música.

Desfile das delegações – E após o espetáculo da abertura que homenageou o Paraná foi a vez da entrada e do desfile das 33 equipes finalistas da Copa Coamo 2007. Os times foram chamados à quadra por ordem alfabética, tendo à frente da delegação a madrinha e um dirigente com a bandeira do município representado. O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, prestou uma homenagem a todas as equipes finalistas, entregando aos dirigentes uma bola, símbolo da Copa Coamo, e uma muda do Pinheiro Araucária.

Momento de civismo – Os pavilhões do Brasil; Paraná; Santa Catarina; Mato Grosso do Sul; da Coamo; do Cooperativismo e da Copa Coamo foram conduzidos pelos soldados do Tiro de Guerra de Campo Mourão. Durante a entoação do Hino Nacional Brasileiro, as bandeiras foram hasteadas, respectivamente, por Nelson Tureck, prefeito de Campo Mourão; José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo; Olinto Francisco Henerichi, de São Domingos, em Santa Catarina; Silvério Kerkoff, de Aral Moreira, no Mato Grosso do Sul; Tarcísio Albertini, coordenador Comitê Educativo Central Coamo; José Roberto Ricken, superintendente do Sistema Ocepar/Sescoop; e Nei Leocádio Cesconetto, presidente Comissão Central Organizadora (CCO) da Copa Coamo. O Hino Nacional Brasileiro foi tocado e cantado pela Orquestra Paranaense de Viola Caipira, com acompanhamentos dos presentes.

Fogo simbólico e acendimento da pira – O cooperado Martins Rossa, da equipe Santa Terezinha – finalista da Copa Coamo 2207 por Peabiru (Centro-Oeste do Paraná), conduziu o fogo simbólico e acendeu a pira. Emocionado, Rossa deu uma volta completa no ginásio com a tocha olímpica na mão e depois subiu ao palco para protagonizar um dos momentos mais importante dos jogos.

Juramento do atleta e confraternização – Acesa a pira, atletas e dirigentes prestaram o Juramento do Atleta, proferido pelo cooperado Ademir Luiz Maltauro, da equipe Vera Cruz do Oeste, de São Pedro do Iguaçu (Oeste do Paraná). Em seguida, com espírito de verdadeira festa da Família Coamo, atletas e dirigentes das equipes, juntamente com a diretoria da Coamo, autoridades e demais convidados, se confraternizaram ao som da Orquestra Paranaense de Viola Caipira, celebrando a integração e alegria no maior evento esportivo rural do país.

o vivo, na televisão – Mais de três mil pessoas prestigiaram, no ginásio da Arcam, o cerimonial de encerramento da Copa Coamo 2007. E outras milhares de pessoas acompanharam a festa da final da competição, ao vivo, pela Televisão Carajás, de Campo Mourão.

Show e simbologia paranaense na pira

Ao homenagear o Paraná, Coamo valoriza o Pinheiro Araucária, as Cataratas do Iguaçu e a arquitetura rochosa de Vila Velha

O Paraná, que em Tupi-Guarani significa “Rio Caudaloso”, é o 15º maior Estado do Brasil em ex-tensão territorial, com quase 200 mil quilômetros quadrados. Com uma área correspondente a 2,3% de todo território nacional, é responsável pela produção de 25% dos grãos colhidos em todo país, além de estar na vanguarda na criação e produção de carnes de aves e suínos. É um Estado rico não apenas pelas suas belezas naturais, mas por suas raízes, sua história e por seu povo, o qual trabalha diariamente fazendo a sua parte na construção de um Estado progressista, para orgulho de todos os paranaenses de nascimento e de coração.

Símbolos – A capital do Paraná é Curitiba. O nome da cidade é uma junção das palavras “Curi”, que em Tupi-Guarani significa “pinheiro” e “Tiba”, que quer dizer “abundância”. Os indígenas da região deram este nome ao lugar por causa da grande quantidade de pinheiros – árvores de grande porte, de folhas pequenas, pontiagudas e duras, cuja madeira, de cor branca, é muito resistente e valorizada comercialmente. Sendo assim, o nome Curitiba significa “lugar onde se encontravam muitas araucárias”. A Araucária é o Pinheiro do Paraná, uma importante espécie brasileira nativa dos campos e das florestas do Sul do País.

A Gralha Azul é outro símbolo do Paraná. O seu principal ali-mento no inverno é o pinhão, semente da Araucária. A ave tem por hábito dispersar as sementes que não come, e assim vai “espalhando” novos pinheiros por onde passa.

A terceira beleza retratada na pira também é considerada um dos símbolos do Paraná, estando localizada na região de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, onde o vento e chuva esculpiram as famosas formações de arenito de Vila Velha, testemunha de um longínquo passado geológico do solo paranaense.

E a outra, da região Oeste paranaense, são as Cataratas do Iguaçu, conhecidas internacionalmente por causa das suas imponentes e e majestosas cachoeiras.

“Manifestação de cooperativismo”, diz Ricken, da Ocepar/Sescoop

O superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, prestigiou a solenidade de encerra-mento da Copa Coamo 2007. Na oportunidade, representando a Ocepar/Sescoop-Paraná, Ricken fez parte do grupo de autoridades do evento e hasteou a bandeira do Cooperativismo.

O superintendente da Ocepar elogiou o evento, destacando como ponto forte a apresentação das belezas naturais em homenagem ao Estado do Paraná e a grandiosidade do evento pela sua importância social reunindo milhares de pessoas. “Vim pela quarta vez a participar desta bonita festa que acontece a cada dois anos e posso garantir que esta foi a melhor de todas. Eu não conheço nenhum outro evento desse tamanho, em termos sociais. É uma demonstração do produtor, que sabe produzir e também sabe praticar esporte e lazer. Verdadeira manifestação de cooperativismo”, disse.

Na opinião de Ricken, a abertura foi um espetáculo. “A pira com alguns dos símbolos e belezas naturais do Paraná ficou muito bonita. Confesso que nunca tinha visto algo assim, apresentando pontos característicos do Paraná. E o que mais me emocionou foi a simbologia da Gralha Azul. Penso que isto marcou a todos. A Gralha Azul levando o pinhão, plantando, povoando os campos, isso foi um elo de todos os movimentos durante o cerimonial”, destacou.

“Dia do Arrepio”

A Orquestra Paranaense de Viola Caipira FAG, de Casvavel (Oeste do Paraná), se apresentou com apoio do Sescoop-Paraná. O grupo fez a sua estréia em 2002, tendo se apresentado em vários estados e países. O objetivo maior da orquestra é cultivar a música caipira para que as futuras gerações do Brasil, não percam uma marca de sua identidade cultural que é a música de raiz.

O coordenador do projeto, Crystian Fernandes, Definiu a oportunidade de tocar na final da Copa Coamo como "algo inesquecível, no qual nos sentimos honrados", valorizou. Ele disse que a orquestra irá divulgar a organização desse trabalho. "Posso dizer de coração e após os comentários dos violeiros que este primeiro de setembro foi, para nós, o “Dia do Arrepio”, porque foi assim que ficamos ao tocar e cantar para um público culto e participativo como os cooperados e colaboradores da Coamo", agradeceu.

Os campeões dos campeões

O time “Xiqueirinho”, de Araruna, ficou o título e levantou o troféu de campeão da 9ª edição da Copa Coamo Cooperados - Futebol Suíço

Durante a fase final da Copa Coamo 2007, disputada por 33 equipes campeãs regionais, foram realizados 44 jogos com média de três gols por jogo, em 22 horas de bola rolando. A competição reuniu, neste ano, 500 times, 7,5 mil cooperados-atletas e participação direta de mais de 25 mil pessoas. “É um bem sucedido projeto de esporte e lazer, com o propósito de integrar ainda mais a família cooperada”, considerou o presidente da Comissão Central Organizadora (CCO), Nei Leocádio Cesconetto, destacando o bom nível disciplinar também durante as etapas eliminatórias, repetindo o sucesso das edições anteriores. Na final foram aplicados apenas 50 cartões amarelos e dois azuis, sem nenhum cartão vermelho.

Nas semifinais, a equipe Araucária, de Mangueirinha (Sul do Paraná) derrotou o São Francisco, de Altamira do Paraná (Centro-Oeste do Estado) pelo placar de 2 a 0; e a equipe “Xiqueirinho”, de Araruna (Centro-Oeste do Paraná) empatou no tempo normal por 1 a 1 com o time Sambatti/Piquiri, de Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), mas venceu nos pênaltis e se classificou para final.

Nos jogos decisivos, a equipe do Sambati/Piquiri venceu o São Francisco pelo placar de 4 a 1 e conquistou o terceiro lugar da competição; e o time do “Xiqueirinho”, após empatar sem gols com o Araucária, levantou o título da Copa Coamo 2007 nos pênaltis, pelo placar de 4 a 3.

Fôlego de atleta – Para o co-operado Hélio Wander, de Araruna, chegar à final de um evento como a Copa Coamo, em meio a 500 times, já é uma grande vitória. “Vencer então, é melhor ainda, principalmente um título inédito como este para a nossa equipe”, comemorou, assegurando que é preciso ter um fôlego de atleta para suportar o desgaste físico de cinco jogos praticamente na seqüência. “A nossa equipe se preparou, mas o ritmo da competição é bem forte, demonstrando o nível do torneio e a vontade dos co-operados em conquistar o título. Parabéns à nossa equipe e parabéns a todos os organizadores e participantes. O que vale mesmo é a festa”, valorizou Wander.

Premiação – O troféu de 4º lugar foi entregue à equipe São Francisco por Cláudio Rizzatto, superintendente Técnico da Coamo. O prefeito de Campo Mourão, Nelson Tureck, entregou o troféu à equipe Sambatti/Piquiri, pelo 3º lugar. Ricardo Calderari, diretor-secretário da Coamo, premiou a equipe Araucária com o troféu de vice-campeão. E o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, conferiu o título de primeiro lugar ao time “Xiqueirinho”.

Iniciada em 1993, a Copa Coamo de Cooperados – Futebol Suíço vem sendo realizada a cada dois anos. Neste ano, a competição foi disputada em sua 9ª edição. Durante as regionais 2007 foram realizados 694 jogos, com 1.723 gols marcados. Média de 2,5 gols por partida.

Galeria

A 1ª edição da Copa Coamo de Cooperados - Futebol Suíço, foi realizada em 1993 e a 9ª aconteceu este ano. O Jornal Coamo informa os campeões e vice-campeões de todas as edições do maior evento rural do Brasil Rural.

ANO CAMPEÃO VICE-CAMPEÃO
1993 Sambatti (C.Mourão)
São Roque (Juranda)
1994
Grêmio Caçador (Cel. Vivida)
Rio do Meio (Pitanga)
1995
Flamengo (Manoel Ribas)
Lageado (Mamborê)
1997
Rio do Meio (Pitanga)
Lageado (Mamborê)
1999
Bela Vista (C. Mourão)
Faz. Três Estrelas (Fênix)
2001
2003
Fantin (Mamborê)
Fantin (Mamborê)
Bela Vista/Farol (C. Mourão)
Rio do Meio (Pitanga)
2005
Boa Esperança (Toledo)
Agro-Girassol (Araruna)
2007 Xiqueirinho (Araruna) Araucária (Mangueirinha)

A Copa Coamo em fatos e fotos

Momentos que marcaram a 9ª edição do evento e foram registrados pela equipe de reportagem do Jornal Coamo

 

Avenida da Cidadania

Durante o dia milhares de pessoas visitaram duas importantes barracas montadas para a festa. Uma delas foi a exposição de fotografias sob o tema “O agriculltor é um forte!”, que já havia sido prestigiada anteriormente por cooperados nos municípios de Campo Mourão e Mamborê.

Também foi montada, em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná, uma barraca para mostrar o trabalho desenvolvido na área de meio ambiente em prol da preservação da mata ciliar e o trabalho da Coamo no Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Defensivos com apresentação dos materiais produzidos a partir da trituração das embalagens.

Os cooperados e familiares também saborearam, durante todo o dia, o café e a margarina Coamo, além de contar com um serviço exclusivo de atendimento médico emergencial. Diversos brinquedos fizeram a alegria das crianças.

 

Atrações nas fases regionais

Em suas 33 regionais, a Copa Coamo registrou várias atrações. Em Mangueirinha (Sul do Paraná), o show ficou por contra da Fanfarra Municipal (foto) e em Peabiru (Centro-oeste do Paraná), com os alunos da APAE.

 

Valorização do trabalho

A equipe Iretama Centro, de Iretama (Centro-Oeste do Paraná), não conseguiu passar da segunda fase na final da Copa Coamo, mas o cooperado Wilson Sanches (foto), que atuou em todos os jogos da equipe na regional e na final, não ficou triste. Para ele, o importante foi a participação, a grande integração da família cooperativista e, sobretudo, a oportunidade de presenciar um dos maiores espetáculos já vistos por ele: o cerimonial de encerramento da copa. Para Sanches, a grande surpresa, foi saber que todo o trabalho desenvolvido, desde a criação até a apresentação final, foi feito por funcionários e filhos de funcionários, que com criatividade e uma boa dose de dedicação preparam a festa, sempre muito elogiada pelos milhares participantes. “Fiquei feliz em saber que não existem profissionais de fora contratados para desenvolver essa maravilha. Estão todos de parabéns”, elogia.

 

Três toneladas de costela

A festa da final da Copa Coamo 2007 também rendeu números impressionantes fora do campo. Para o almoço dos cooperados-atletas e familiares, foram servidas três toneladas de costela bovina, assada no fogo ao chão; 500 quilos de mandioca; 400 de tomate; 110 quilos de cebola; 200 maços de chicória; 50 maços de cheiro verde e 2,7 mil pães. Segundo informações do gerente do entreposto da Coamo em Campo Mourão, Dicézar Vernizi, mais de 5 mil pessoas almoçaram na estrutura montada pela organização nas barracas e no salão social da Arcam. Uma equipe de 50 pessoas trabalhou na preparação e servindo as mesas durante o almoço.

 

Encontro de gerações

A Copa Coamo proporciona o encontro de várias gerações, dentro e fora de campo. Um exemplo aconteceu na regional Manoel Ribas (Centro do Paraná), na equipe Santa Terezinha, formada basicamente por cooperados da família Rengel. Na foto, três gerações: o neto Edson, o pai Ivo e o avô Vendolino, cooperados tradicionais da comunidade Pindaúva.

 

Cooperativismo na cabeça e no pé

Emoção, organização, motivação e reencontros fazem da Copa Coamo um evento de valorização dos valores de família

 

Surpresa para a família

O cooperado Martins Rossa, da equipe Santa Terezinha – finalista da Copa Coamo 2007 por Peabiru (Centro-Oeste do Paraná), conduziu o fogo simbólico e acendeu a pira. Rossa fez surpresa da indicação para a homenagem até para a esposa, dona Jacira. “Para vir aos ensaios em Campo Mourão ele me dizia que iria a reuniões de produtores”, contou ela. Quando o nome do marido foi anunciado como homenageado ela não conteve a emoção. “Realmente eu não esperava. Nem meus filhos sabiam. Foi uma surpresa muito boa para toda a família”, revelou.

Associado da Coamo há 29 anos, Martins Rossa tem 68 anos de idade e é apaixonado por esporte e lazer, tendo disputado todas as nove edições regionais da Copa Coamo, sendo três vezes campeão como dirigente e também atleta, na 1ª, 7ª e na 9ª edição.

O produtor é um esportista por natureza e tem no preparo físico o ponto forte da sua vitalidade. Os amigos de Rossa dizem que ele é do tipo de agricultor que dá bom dia e boa noite, todos os dias, para as suas lavouras. “Eu só tenho a agradecer a Coamo, pelo convite, e aos meus companheiros de time. Sem eles eu também não estaria aqui, participando desse bonito evento”, valorizou Rossa. Ele disse que no dia-a-dia não tem mais fôlego para o futebol, “mas faço questão de participar da Copa Coamo”.

Em 2009, Rossa fará novamente parte da equipe Santa Terezinha, da comunidade Placa União, em Peabiru. Mas não mais como joga-dor e sim como dirigente. “Esta foi a minha despedida como joga-dor”, salientou.

 

A origem do “Xiqueirinho”

Os nomes das equipes participantes da Copa Coamo geralmente estão ligados aos nomes das propriedades ou das comunidades dos seus dirigentes. E muitos deles chamam a atenção, sendo diferentes dos nomes usuais. É o caso do “Xiqueirinho”, o nome da equipe campeã deste ano.

Gervásio Zanutto, cooperado da Coamo em Araruna desde junho de 1980, explica que a origem do nome se deu há 25 anos, quando ele implantou um campo de futebol suíço na suaa chácara, em Araruna. “Na época plantei 100 pés de grevilhas ao redor do campo com um porte de mais ou menos 1 metro de altura. Num jogo entre o nosso time (Araruna) diante de um time de Campo Mourão, a bola saiu para fora de campo e o nosso goleiro – Gerson Turazzi, pulou por cima das grevilhas para pegar a bola, já que não tinha alambrado. Foi então que ouviu de um atleta mourãoense:nós vamos perder para esse time, aqui nesse lugar? Então, imediatamente, o Gerson disse: “Aqui no ‘Xiqueirinho’ não!”. Como sou palmeirense e esse fato aconteceu bem na época em que o Palmeiras estava trocando de mascote – de periquito para porco, então eu falei “Aqui é o ‘Xiqueirinho’ sim”, explica Zanutto.

 

500 quilômetros e apoio da torcida

Município mais distante da área de ação da Coamo, São Domingos, no Extremo-Oeste catarinense, deu um grande exemplo de participação em família na final da Copa Coamo 2007. Os atletas da equipe Nova Arvorezinha, que representou a região na disputa do título da competição, se uniram e contrataram um ônibus para que as famílias também pudessem acompanhar a festa de encerramento do maior evento esportivo rural do Brasil. No total, 22 pessoas, entre esposas, filhos e amigos, fizeram parte da torcida organizada. “Todos são membros da nossa comunidade e fizeram questão de conhecer a grandiosidade da Copa Coamo”, disse o cooperado Volmir Marin, que participou das nove edições do torneio, como atleta, mas que também estava pela primeira vez na final.

A torcida e os atletas do Nova Arvorezinha viajaram 500 quilômetros para chegar a Campo Mourão (Oeste do Paraná). O time saiu de São Domingos às 12h30 de sexta-feira (31 de agosto) e a torcida às 22h30 do mesmo dia, chegando em Campo Mourão às 5h00 da manhã de sábado (1º de setembro).

 

No MS, reencontro de amigos de infância, 40 anos depois

Na regional da Copa Coamo, realizada em Amambaí, no Sul do Mato Grosso do Sul, aconteceu um fato inesperado: os cooperados Virgilio Mettifogo e Mario Cezar Agulhão, amigos de infância na cidade de Maracaí (interior de São Paulo) se reencontraram, após 40 anos, no campo de futebol. Por coincidência, eles jogaram no mesmo time, o Caarapó, campeão da regional MS. Ambos não conseguiram disfarçar a alegria pelo reencontro. Mettifogo está há 20 anos na região de Dourados, enquanto Agulhão chegou ao Sul do Mato Grosso do Sul há pouco mais de 5 anos.

 

PELÉ COMO MOTIVAÇÃO – As equipes Caarapó, de Caarapó, e Lagunita, de Laguna Carapã, ambas do Sul do Mato Grosso do Sul, experimentaram uma sensação diferente com a final da Copa Coamo 2007. Dentro do ônibus, no trajeto para Campo Mourão, os atletas participaram de uma sessão de motivação, assistindo a um filme sobre a vida de Pelé, o atleta do século. “Foi uma grande injeção nos nossos ânimos. No restante da viagem dormimos, sonhando que éramos como Pelé, em campo”, brincou o cooperado Leandro Crud (foto), da equipe Caarapó. A estratégia deu certo para a equipe de Caarapó, que foi a primeira a se classificar para a segunda fase da final. “Sobrou motivação, mas faltou fôlego nas rodadas seguintes”, revelou Crud, cuja equipe chegou as quartas de final. “O que vale mesmo é a festa e a oportunidade de estarmos participando deste evento, que é um exemplo de organização e disciplina. A Coamo está de parabéns”, destacou.

Novidades na parte técnica

Súmulas “modelo ficha individual” agilizou andamento dos jogos e trabalho da organização durante a competição

Para a organização e a realização do maior evento rural esportivo do país, dentro de campo a Co-missão Central Organizadora (CCO) da Copa Coamo de Cooperados - Futebol Suíço contou com o trabalho voluntário de 44 pessoas que atuaram como anota-dores e integraram a Coordenação Técnica nas sete etapas classificatórias, que envolveram 33 regionais promovidas em 2007. “Os voluntários são pessoas abnegadas que gostam do esporte e do cooperativismo, e quando convidadas para atuar na Copa Coamo de imediato responderam positivamente, para colaborar com a CCO atuando como anotadores. Com dedicação, qualidade e vontade em fazer bem feito, eles fizeram a diferença na Copa Coamo 2007”, assegura o engenheiro agrônomo Nei Cesconetto, presidente da CCO da Copa Coamo, destacando também que em cada regional foi elogiável o trabalho dos funcionários das unidades. “Tudo foi feito com muito amor e dedicação para a satisfação dos cooperados e familiares”.

Inovação – Entre as novidades apresentadas este ano pela Coordenação Técnica durante a Copa Coamo destacam-se as súmulas “modelo ficha individual” que agilizou sobremaneira o anda-mento dos jogos. “Uma única súmula serviu para todos os jogos de uma mesma equipe, ou seja, cada atleta ou dirigente assinou a súmula apenas uma vez e pôde participar de todos os jogos da sua equipe. A súmula continha espaço para um resumo completo de todos os participantes, número de faltas e de gols”, explica o professor Gilmar Fuzeto, coordena-dor geral do evento. Outras inovações foram o sorteio de uma bola oficial da Copa Coamo por ocasião dos congressos técnicos nas regionais, o registro das equipes finalistas com fotos no ginásio de esportes na festa de abertura tendo como painel as belezas naturais do Paraná e a utilização de cinco jogos para a realização dos 44 jogos da fase final na Arcam, em Campo Mourão. Uma maratona do esporte.

Os números da copa

- 07 etapas classificatórias
- 33 regionais
- 7.500 atletas e dirigentes
- 500 equipes
- 25.000 participantes (cooperados e comunidade)
- 738 jogos
- 1.861 gols
- 2,5 média de gols por jogo
- 330 cartões disciplinares
- 0,4 cartão por jogo

As opiniões dos cooperados

Venício Cardoso, de Ivaiporã (Paraná) – “A Coamo está de parabéns. Dá gosto vir de longe e participar de uma festa onde nós somos homenageados”.

José Borsato, de Luiziana (Paraná) – “Podemos não ser tão bons de bola, mas na produção de alimentos damos show e somos campeões”.

Nestor Kenear, de Boa Ventura do São Roque (Paraná) – “A abertura da Copa Coamo foi uma coisa maravilhosa. Mais pessoas deveriam ver. Tudo foi muito bem feito”.

Delcio Paulo Grespan, de Vila Nova (Paraná) – “A emoção foi muito forte, com um planejamento de causar inveja. Quero parabenizar a Diretoria da Coamo e agradecer por esse dia tão agradável”.

Odimar Tireli, de Abelardo Luz (Santa Catarina) – “A organização da copa impressiona pelos detalhes”.