Dos 129 anos do município sul-paranaense de Palmas, 30 deles tem relação direta com a Coamo. A cooperativa, que se instalou na região depois de incorporar a antiga Copalma – fato que aconteceu em 22 de agosto de 1978, foi a escolhida pelos produtores rurais palmenses para “desbravar” a agricultura na região. E com o apoio do campo e da cidade, a Coamo mudou a realidade regional, colaborando para o progresso da cidade, a valorização do campo e a melhoria da qualidade de vida de toda a comunidade.
O cooperado Nelson Ribas dos Santos, cuja família é pioneira na cidade, viveu o antes e o depois da Coamo em Palmas. Ele conta que os primeiros passos da agricultura na região foram dados a partir do apoio da Coamo. “Antes era só pecuária”, lembra. O pai dele, Protósio dos Santos, foi um dos primeiros a cultivar os campos para a produção agrícola. “Ficamos tão empolgados com a produção agrícola que ajudamos a descarregar os primeiros grãos de soja colhidos na região”, destaca Nelson Santos.
Para o produtor, “Palmas foi privilegiada porque buscou a parceria com uma cooperativa forte e com a filosofia de produção de grãos, que era o que nós precisávamos na época”. Ele lembra que a antiga Copalma era mais ligada à produção pecuária. “Para se ter uma idéia, os leilões de gado da região eram realizados em uma grande mangueira que ficava no pátio da cooperativa”, acrescenta.
O início – Os registros destacam que 91 produtores rurais de Palmas e Mangueirinha estiveram na assembléia que consolidou o início da Coamo na região. Na época, o novo entreposto recebeu o nome de Coamo-Sul. O objetivo do trabalho, inicialmente, era incentivar a produção de sementes de soja, já que a região favorece este cultivo, em razão do clima regional.
“Percebi que a Coamo tinha um grande futuro na região”, revela Nelson Santos. Professor universitário e pecuarista, ele seguiu a filosofia do pai e continuou com a abertura das áreas para a agricultura. Hoje, com a ajuda do filho Marlon, agrônomo formado, o produtor cultiva cerca de 100 alqueires de lavoura na sua propriedade, localizada na região de Passos Maia/Indomel. Na fazenda, o produtor também trabalha com a pecuária de corte e o reflorestamento.
Tranqüilidade – Os resultados com as atividades mantidas na propriedade deixam o cooperado de sorriso aberto. No entanto, a parceria com a Coamo tem um grande valor para Nelson Santos. “O grande acerto de Palmas foi a busca da Coamo para nos ajudar nesse processo de desenvolvimento da agricultura local e regional. É uma empresa em que podemos confiar. Com a Coamo estamos tranqüilos, porque sabemos da seriedade com que ela é administrada e da segurança que ela nos proporciona, cuidando do nosso bem maior, que é a nossa produção”, completa.
Dentista aposentado, agropecuarista e empresário por vocação, o cooperado Osni Bueno de Camargo chegou a Palmas há 43 anos. Ele fez parte da equipe que atuou na transição entre a Copalma e a Coamo. “Escolhemos a Coamo porque era a cooperativa que tinha mais possibilidade de garantir o apoio ao desenvolvimento regional”, conta. Alguns integrantes do grupo de produtores que estiveram na assembléia histórica, como ele, já conheciam a Coamo. “Mesmo não sendo cooperado, na época, eu já havia feito vários negócios com a Coamo, porque tenho outras áreas de terra em Barbosa Ferraz e Manoel Ribas, e pude servir de testemunha para os demais produtores que a escolha da Coamo era o caminho mais acertado para todos nós”, lembra.
Filosofia de trabalho – A confiança adquirida pelos produtores rurais de Palmas na Coamo foi respaldada pela filosofia de trabalho adotada pela cooperativa, que orienta o agricultor para maximizar os resultados da propriedade. “Hoje, os produtores da região não têm mais nenhuma dúvida sobre a importância da Coamo em toda a nossa economia. Depositamos a nossa produção na cooperativa e temos a certeza de que ela está segura. A Coamo também nos ajuda a cuidar melhor dos nossos negócios, influenciando na cultura regional através da introdução do conceito de eficiência entre os agricultores”, valoriza Osni Camargo, que possui, na sua família, outros seis cooperados, entre filhos, genros e netos.
Valorização das terras – Na opinião do cooperado, o início do progresso de Palmas teve seu arranque pela agricultura. “E as ferramentas para esta consolidação foram trazidas pela Coamo, como é o caso da assistência técnica e as novidades para o sistema de produção”, salienta. Outro ponto destacado por Osni Camargo é a valorização das terras. “Antes, um alqueire na região custava menos de R$ 1 mil e, mesmo assim, havia poucos interessados. Com os resultados alcançados nas lavouras e com a qualidade da semente produzida nesta região, este valor cresceu cerca de 4 mil por cento”, compara.
O produtor faz questão de acentuar que, de modo geral, a Coamo trouxe bastante progresso para Palmas. “Até mesmo o modo de vida dos agricultores mudou para melhor. Hoje, com os benefícios da produção de grãos, eles passaram a ter uma melhor qualidade de vida. São ações que valorizaram a região. Uma iniciativa lá do passado refletindo nos resultados do presente e nas possibilidades do futuro”, conclui o cooperado.
Quem visitou Palmas nos últimos seis anos certamente já teve a oportunidade de saborear os pratos da culinária italiana servidos pela empresária, Débora Regina Fiorentin. Proprietária de um restaurante na cidade, localizado em imóvel centenário no centro de Palmas, ela conta que tem acompanhado os últimos anos da Coamo na cidade. “Muitas pessoas dependem da agricultura, porque esta é uma das nossas principais atividades econômicas. Portanto, tudo o que movimenta o campo reflete na cidade”, ressalta Fiorentin, que também é cooperada.
Ela diz que os eventos promovidos pela Coamo na cidade ajuda a trazer resultados mais positivos para os empresários locais. “Posso falar por mim, mas acredito que todo o nosso comércio ficou mais aquecido em relação ao que era antes a partir da chegada da Coamo, porque se a cooperativa vai bem, os agropecuaristas ganham mais e investem mais nas nossas lojas”, destaca.
Clientela – Para a empresária, a Coamo é vista na cidade como uma empresa em expansão. “Cada dia nós ouvimos falar mais da Coamo e vemos que ela está crescendo. Grande parte dos meus clientes são funcionários ou co-operados da Coamo, além dos parceiros da cooperativa que vêm até Palmas para realizar negócios. Assim, todos ganham com este projeto”, comemora.
Dentro da filosofia de trabalho da Coamo o cooperado aparece em primeiro lugar. Todas as ações implementadas pela cooperativa, seja no fornecimento de produtos ou na prestação de serviços, são voltadas para o bem-estar da família rural. “Os agricultores de Palmas se identificaram bem com o jeito de Coamo. E esta parceria, firmada há 30 anos, só tem gerado benefícios, para ambos os lados”, afirma o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini.
Dr. Aroldo lembra que além da estrutura para atendimento dos cooperados, a chegada da Coamo a Palmas também contribuiu para a geração de empregos e o desenvolvimento da região, através de novas alternativas de produção. “A cooperativa disponibilizou aos agricultores de Palmas o que eles mais precisavam: apoio para produzir”, considera o presidente da Coamo.
Na região de Palmas, 25% de toda a área destinada a produção agropecuária está ocupada, atualmente, com a produção de lavouras comerciais. A agricultura ocupa uma área 36 mil hectares, que alcançaram plena capacidade de produção a partir do apoio técnico oferecido pela Coamo aos agricultores locais.