
Há pelo menos 12 anos o co-operado Eugênio Uhren, de Roncador (Centro-Oeste do Paraná), vem fazendo uso racional de produtos agrotóxicos nas suas lavouras. Com a atitude, ele diminui o custo de produção, reduzindo as aplicações de defensivos, e ainda contribui com a preservação do meio ambiente.
O produtor conta que iniciou no Manejo Integrado de Pragas (MIP) por acaso. E como conseguiu obter bons resultados com a tecnologia não parou mais de usá-la. “O segredo é avaliar bem o momento de aplicação, para não desperdiçar o produto e a mão-de-obra. Faço um bom monitoramento e quando realmente comprovo a necessidade entro com o produto recomendado pela assistência técnica da Coamo”, explica o cooperado.
Suporte – As lavouras de soja de Uhren são bem manejadas no controle de pragas que ele se dá ao luxo de não combater os percevejos. “Faço uso do baculovírus, que preserva os ‘inimigos naturais’. Com isso, os insetos se tornam ‘amigos naturais’ e ajudam a combater outras pragas. Desta forma, reduzo a necessidade de aplicação de inseticidas”, come-mora o cooperado.
Manejo – O agrônomo Marcelo Sumiya, encarregado do Detec da Coamo em Roncador, lembra que a estratégia do produtor está no manejo. “Quando a semente é bem tratada, menor é a possibilidade de aplicação de agrotóxicos no futuro”, diz Sumiya, explicando que a propriedade do cooperado está preparada para que os inimigos naturais das pragas se desenvolvam e ajudem no controle. “Aqui, a condição da lavoura proporciona o aparecimento desses insetos amigos, que inclusive combatem a lagarta falsa-medideira. Enquanto muitos produtores tiveram problemas com essa praga neste ano, aqui correu tudo normal”, compara o agrônomo explicando que o Manejo Integrado de Pragas feito na propriedade dá suporte para o uso de produtos fitossanitários que são utilizados nas lavouras.
Outra tecnologia adotada com muita eficiência pelo cooperado e que não tem custo é a rotação de culturas. Bem planejado, ele sabe exatamente onde e quando cada cultura vai ser implantada na propriedade de 25 alqueires, localizada na comunidade Aterrado Alto. Correções de solo constantes e uma boa adubação de base também são práticas de rotina na propriedade.
Custo/benefício – O sistema adotado pelo cooperado ao longo desses anos vem trazendo uma série de vantagens. A utilização racionalizada dos produtos agrotóxicos demanda menos trabalho e consequentemente menor uso do maquinário, que acaba tendo vida mais longa. Mas o principal é a diminuição no custo de produção da lavoura. Segundo Eugênio Uhren, a economia tem girando em torno de 10%. O que para ele é uma boa margem. “Estou ganhando tempo e dinheiro. E o melhor, sem perder em produtividade”, comemora.
Na última safra a produtividade de soja do cooperado Eugênio Uhren foi fechada de 145 sacas por alqueire. Com o milho os resultados ficaram em 406 sacas por alqueire, em média.