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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 376 | Setembro de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Plantas daninhas

Herbicida na pastagem

O controle de plantas invasoras no pasto ganha novos e eficientes aliados

O mato é o grande concorrente da produtividade das pastagens, competindo, diretamente, por água, luz, nutrientes e espaço. As plantas daninhas conseguem germinar mesmo em condições desfavoráveis e possuem um crescimento vegetativo agressivo, além de produzir sementes em grande quantidade.

O veterinário Hérico Alexandre Rossetto, do Detec da Coamo em Campo Mourão, explica que algumas espécies de plantas daninhas são tóxicas e, se ingeridas, podem até causar a morte dos animais. “Outras possuem espinhos e podem ferir os animais, abrindo espaço para moscas, carrapatos e bernes”, revela.

A invasão de plantas daninhas na pastagem pode ser favorecida pelo super-pastejo. “Esta prática leva à debilidade da pastagem, que pode ser a porta de entrada para as ervas daninhas”, orienta.

Controle – A roçada manual ou mecânica é pouco eficiente no controle das invasoras, segundo o técnico da Coamo. Ele revela que a prática elimina apenas a parte aérea das plantas, sem atingir o sistema radicular, ocorrendo o rebrote e retorno do problema. “A erradicação das plantas daninhas só é efetiva quando realizado através da aplicação de herbicidas específicos (sistêmicos e seletivos) que atingirão toda a planta, folhas e sistema radicular, sem prejuízo da pastagem”, esclarece.

O período recomendado para utilização dos herbicidas em pastagens, na opinião do veterinário, é o momento da implantação ou reforma do pasto, uma vez que, normalmente, o banco de sementes das plantas invasoras no solo é grande e ocorrerá a germinação desta sementeira ou o rebrote das plantas junto com o novo pasto. “A aplicação de herbicidas em pastos recém implantados ou reformados deve ser feita um mês após a germinação das plantas daninhas”, aponta Rossetto.

Em pastagens implantadas há mais tempo, o controle das invasoras deve ser feito depois do produtor avaliar as condições da área, se ela está degradada ou não. Se degradada, o produtor deve reformar o pasto e utilizar o controle com herbicidas durante o serviço. Caso a pastagem não esteja degradada, o controle químico deve ser feito através da avaliação de alguns fatores, como a identificação da espécie invasora e avaliação do estágio de desenvolvimento vegetativo da planta, sendo ideal que ela esteja em pleno crescimento e com muita área foliar. “O produtor deve evitar o controle no período em que as ervas daninhas estão produzindo sementes ou finalizando seu estado vegetativo. Neste período, a translocação do produto químico até as raízes será baixa”, avalia o veterinário.

Escolha do produto – A Coamo disponibiliza os herbicidas específicos para o controle das diversas variedades de plantas invasoras, sejam elas moles, semi-lenhosas e lenhosas. Antes de iniciar o controle é recomendável que o produtor consulte o técnico da que assiste a propriedade.

Vantagem do controle

Pastagens infestadas por plantas indesejáveis chegam a ter, em média, 40% a menos de capacidade de lotação em comparação com pastagens limpas através do controle químico. Com a atividade leiteira, por exemplo, o incremento na produção, em 10 hectares de área, seria de 40 litros a mais por dia, com um diferencial de 1,4 mil litros de leite por ano.

Já com a bovinocultura de corte o aumento pode ser percebido na lotação dos animais. Assim, eles ganham mais peso no pasto. Em 100 hectares de área de pasto o gado pode alcançar um ganho de 107,8 quilos de peso vivo por dia. Um diferencial de 453 arrobas de peso vivo por ano.