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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 376 | Setembro de 2008 | Campo Mourão - Paraná

Tecnologia

O futuro das plantas transgênicas

Pesquisador da Coodetec expõe o tema durante encontro técnico realizado pela Coamo em Boa Ventura do São Roque

“O futuro das plantas transgênicas é agora”. A afirmação foi feita pelo agrônomo Ivan Schuster, coordenador do Núcleo de Biotecnologia da Coodetec – Co-operativa Central de Pesquisa Agrícola, que recentemente palestrou sobre o tema no 1º Fórum Regional do Agronegócio, em Boa Ventura de São Roque (Região Centro do Paraná). Segundo o técnico, pelo menos 70% da área agricultável do Brasil já está ocupada por variedades de soja geneticamente modificada. “Certamente as variedade convencionais não vão deixar de existir. Haverá sempre mercado para as duas tecnologias”, analisa.

De acordo com Schuster, a decisão de optar ou não pela transgenia deve ser do produtor, orientado pela assistência técnica. “Neste momento, vários critérios devem ser levados em consideração, como a existência e a quantidade de ervas daninhas na área, bem como o custo/benefício de utilizar ou não a tecnologia”, destaca o pesquisador.

Milho Bt – Além da soja, outro evento transgênico chegou ao campo neste ano. É o milho Bt, resistente à lagarta-do-cartucho. O milho transgênico começa a ser multiplicado no Brasil. As primeiras áreas foram cultivadas na safrinha deste ano, e para este verão haverá um considerável aumento dessa cultura. “No futuro, serão lançados outros materiais OGM’s, como o milho resistente ao glifosato (RR) e a soja com resistência conjunta ao glifosato e lagartas (RR/BT)”, adianta o pesquisador. Schuster ainda revela que outros materiais estão sendo analisados, com tolerância doenças, estresses de insetos e até à seca.

Manejo de doenças – O agrônomo Olavo Correia da Silva, Fitopatologista da Fundação ABC, foi outro que palestrou no evento. Ele falou do manejo de doença nas culturas de verão, em especial o mofo branco, que na safra passada trouxe transtornos para os produtores daquela região. Silva lembrou que a doença costuma aparecer em anos muito favoráveis ao cultivo da oleaginosa, ou seja, quando a soja mais tem condições de produzir o mofo branco aparece para derrubar essa produtividade. “É um fungo que limita a produtividade da cultura da soja, agindo de forma diferente em cada área, sobretudo pegando o produtor de sur-presa”, explica.

Fungicida no milho – O pesquisador também falou da decisão de utilizar ou não fungicidas na cultura do milho. O primeiro fator que o produtor deve levar em contar, segundo ele, é a escolha do híbrido adequado, optando por aquele que sejam menos suscetíveis ao desenvolvimento de doenças. “Outro ‘segredo’ é monitorar a lavoura. Se não há doença não tem porque entrar aplicando. Isso encarece o custo de produção e não trás benefício algum para a cultura. É uma boa ferramenta que só deve ser utilizada de for realmente necessário”.

FALA COOPERADA:

Ednéia Becker, de Boa Ventura do São Roque – “A iniciativa da Coamo em realizar eventos como este é elogiável, assim como a escolha dos temas abordados. Sempre procuro as informações antes de tomar as decisões sobre o trabalho na propriedade e os eventos promovidos pela Coamo são sempre uma boa fonte de consulta”.