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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 387 | Serembro de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Colheita / Plantio

Trigo: Chuva reduz produção e qualidade

Cooperado de Luiziana diz que excesso de umidade colaborou para o aumento da incidência de doenças e prejudicou colheita do cereal

A segunda quinzena do mês de setembro é sempre marcada pela “largada” de muito trabalho para o produtor rural. Muitos, ao mesmo tempo que colhem o trigo (última cultura de inverno a ser retirada dos campos) também semeiam o milho, que abre a safra de verão, e logo na sequência começam implantar a soja, principal cultura do período quente do ano.

Contudo, neste ano em especial, o excesso de chuvas tem sido uma grande barreira para o recolhimento da produção, principal-mente por derrubar a qualidade do cereal. O cooperado Juliano Benini, por exemplo, de Luiziana, na região Centro-Oeste do Paraná, conta que a alta umidade prejudicou a qualidade de boa parte da sua safra com a incidência de doenças. “Choveu muito no inverno esse ano e acabou afetando a cultura, mas precisamos colher, apesar de tudo”, diz Benini, que aguarda o momento certo para implantar o milho e depois a soja. Ele revela que não vai deixar de plantar milho, principalmente em razão dos benefícios da rotação de culturas, no entanto, lembra que o baixo preço do produto tem sido um desestímulo para o produtor. “Vamos plantar mais em razão da rotação, porque o preço está complicado, e a soja vai bem sobre o milho na seqüência”, diz.

A maior parte da área do produtor vai ser ocupada pela soja, que segundo ele, começará a ser implantada assim no inicio de outubro.

No Oeste, otimismo para o verão

Na região Oeste do Paraná, o cooperado Sadi Rigo vai iniciar o plantio de soja também no inicio do mês de outubro. Junto com os irmãos Vitorino e Edemar, com quem tem sociedade, ele vai implantar 160 alqueires da oleaginosa e diz que espera colher média superior a 140 sacos por alqueire. “Vamos usar a melhor tecnologia possível para colher o máximo de produtividade. Temos uma boa expectativa e esperamos que o clima contribua”, comenta Sadi.

O engenheiro agrônomo Raphael Abeche Rocha, do Detec da Coamo em Toledo, que atende os irmãos Rigo, observa que na propriedade as variedades de soja serão implantadas de forma escalonada com objetivo de fugir dos riscos de mudança climática. “Eles vão plantar mais de duas variedades, respeitando o clico de cada uma delas. Isso reduz bastante o risco de sinistros. Essa é mais uma tecnologia barata que minimiza e muito o risco, sem demandar custo”, sugere o agrônomo, lembrando que naquela região os produtores rurais, de maneira geral estão otimistas e esperam bons resultados na safra 2009/2010.