Site Coamo
Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 387 | Serembro de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Industrialização

Produção verticalizada

Grãos processados pela Coamo ganham as mesas dos brasileiros e têm forte participação no mercado internacional. Industrialização que agrega valor, amplia a renda dos cooperados e gera maior qualidade de vida para a família rural

A estrutura organizacional da Coamo busca o aumento de produtividade e renda, e beneficia diretamente mais de 100 mil pessoas. Através da prática de um cooperativismo de resultados, a Coamo investe na qualidade do sistema de produção. Originados dos campos dos seus associados, os grãos que chegam até a cooperativa são processados para ganhar as mesas dos brasileiros e garantir, ainda, forte participação no mercado internacional. Industrialização que amplia a renda dos cooperados e gera maior qualidade de vida no campo, além de garantir divisas para o nosso país.

Como resultado do trabalho, dedicação e tecnologia utilizada pelos cooperados, a industrialização está presente na vida da Coamo há décadas. Na cooperativa, ela é impulsionada pela presença da marca Coamo no mercado interno e externo, uma vez que os produtos da linha alimentícia são preparados a partir de um rigoroso controle de qualidade, mediante as Boas Práticas de Fabricação (BPF), Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) e NBR – ISO 9001:2000.

A entrada em funcionamento da indústria de torrefação e moagem de café, neste mês de setembro, amplia a atuação da Coamo na área agroindustrial, iniciada em 1975 com o funcionamento do moinho de trigo e da primeira indústria de esmagamento de soja em 1981, no parque industrial da cooperativa em Campo Mourão. Assim, dos campos dos seus co-operados, em uma área de mais de quatro milhões de hectares, a Coamo recebe cerca de 5 milhões toneladas de produtos, que é 3,5% da produção agrícola do Brasil e entregue nas mais de 100 unidades, localizadas estrategicamente em 60 municípios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Após o recebimento da safra dos cooperados, fruto de todo o trabalho de assistência agronômica desenvolvida pelos profissionais da cooperativa, a produção é encaminhada para as indústrias. Com papel relevante no processo da cadeia produtiva, a Coamo transforma matéria-prima em óleo de soja degomado, farelo e em produtos acabados, como margarinas, gorduras, farinha de trigo e café. Estes produtos saem do complexo industrial da cooperativa para atender as demandas do mercado consumidor, seja para as linhas humana ou animal.

No processo de industrialização da Coamo são destaques as commodities agrícolas farelo e óleo degomado de soja, comercializadas no mercado externo nos sis-temas FOB e CIF, com certificado de rastreabilidade, que garante o controle do produto Coamo, do campo dos cooperados até o seu destino final.

E quando o assunto é exportação, os números da Secretaria de Comércio Exterior do governo federal apontam a presença da Coamo na liderança das exportações no estado do Paraná e entre as maiores exportadores do país. Essa exportação é feita pelo terminal portuário próprio da Coamo em Paranaguá, no Paraná, cuja capacidade para embarque é de até três mil toneladas de produtos por hora e também pelo porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina.

EMPREGOS – Na sua área industrial, a Coamo conta com o profissionalismo direto de 700 empregos, que representa praticamente 40% do total de funcionários nas unidades de Campo Mourão. Juntos, eles recebem, industrializam, transformam e colocam a produção dos cooperados e os produtos acabados nas mesas de milhares de brasileiros.

MAIOR RENDA – “Quem tem indústria pode possibilitar uma margem maior e até pagar mais com a venda do produto industrializado”, afirma o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. Segundo ele, desde o início da aprovação e funciona-mento das suas indústrias, a Coamo sempre pensou em industrializar os produtos in natura para agregar maior valor à produção dos seus cooperados com a venda desses produtos no mercado interno ou externo, dependendo da demanda e do mercado consumidor. “É preciso que as indústrias sejam viáveis e na maior do tempo é isso que acontece. Temos uma grande satisfação e orgulho em ver os produtos acabados com a marca da Coamo nos mercados e estabelecimentos de vários estados brasileiros, e no caso da soja, em se falando de grãos, óleo e farelo, ver os nossos produtos que gozam de excelente conceito pela qualidade e confiabilidade nos processos, sendo exportados para várias parte do mundo”.

As indústrias, na história da Coamo

O processo de agroindustrialização na Coamo foi iniciado em 1975 com a implantação do moinho de trigo e seis anos mais tarde, em 1981, entrou em funcionamento a primeira indústria de esmagamento de óleo de soja, dentro do planejamento estratégico da cooperativa. Atualmente, as cinco indústrias de óleo da Coamo – três próprias e duas arrendadas -, para atender a demanda de farelo e óleo, produzem 7 mil toneladas/dia, resultando na industrialização de 2 milhões de toneladas de soja/ano.

Linha do tempo

1975 - Entra em operação o moinho de trigo, em Campo Mourão. Hoje a unidade possui uma capacidade para beneficiar 200 toneladas do produto por dia;

1981 - Começa a funcionar a primeira indústria de óleo de soja, em Campo Mourão;

1986 - Início das operações da fiação de algodão, com capacidade para 20 toneladas de fio cardado por dia;

1990 - Entra em operação a indústria de esmagamento de soja, em Paranaguá. Hoje, a unidade possui capacidade de esmagamento de 2.000 toneladas por dia;

1996 - Começa a funcionar a refinaria de óleo de soja, em Campo Mourão, cuja capacidade atual é de 360 toneladas por dia;

1999 - É instalada a indústria de hidrogenação, em Campo Mourão. A unidade possui uma capacidade atual de 100 toneladas por dia;

2000 - É inaugurada a indústria de margarina e gorduras institucionais, em Campo Mourão. A unidade possui capacidade atual de 180 toneladas por dia;

2007 - Entra em operação a indústria de envase de óleo de soja pet, cuja com capacidade atual é de 400.000 caixas por mês;

2009 - Início das atividades da Coamo na Fiação de Algodão em Goioerê, com capacidade para 10 toneladas de fios cardados por dia;
É inaugurada a indústria de torrefação e moagem de café, em Campo Mourão, para produção de 450 toneladas por mês.

Indústria de café e novos produtos

A Coamo inaugurou no dia 1º de setembro, a sua mais nova indústria: de Torrefação e Moagem de Café. A fábrica foi implantada no complexo industrial da cooperativa, em Campo Mourão, dentro de um programa de investimentos para este ano, possui 700 metros quadrados de área construída e tem capacidade para produzir inicialmente 450 toneladas por mês. Durante a inauguração, a Coamo lançou quatro novos produtos ampliando a sua linha alimentícia destinada ao varejo e sua participação no mercado consumidor. A nova indústria produzirá em grande escala. “A industrialização visa agregar valor à produção dos nossos cooperados. E com este trabalho, estamos colocando alimentos de alta qualidade na mesa de milhares de consumidores do Brasil e do exterior”, afirma o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. Segundo ele, “o café com a marca Coamo é um produto que vem aumentando sua participação no mercado consumidor e com a nova fábrica teremos possibilidade atender novas demandas existentes”.

NOVIDADES – Os novos produtos que passam a integrar o portifólio dos Alimentos Coamo são: Café Sollus extra-forte, em embalagem tipo almofada de 250 e 500 gramas; farinha de trigo Anniela, em pacotes de plástico de 1 quilo e de papel de 1 e 5 quilos; Gordura Vegetal Coamo, em sachê de 500 gramas; e a Margarina Coamo Família em sachê de 1 quilo, provenientes de soja não-transgênica.

ALIMENTOS COAMO – Em 2008, os Alimentos Coamo registraram um faturamento de mais de R$ 403 milhões e a previsão é manter o seu crescimento para este ano. A linha completa de produtos, incluindo os lançamentos, é composta pelo café torrado e moído; a farinha de trigo; o óleo de soja refinado; a gordura vegetal hidrogenada e a margarina, com a marca Coamo; o café Sollus extra-forte; a farinha de trigo Aniella e a margarina Primê.

Entre as linhas industrial e varejo, o portifólio da Coamo é composto por 64 diferentes produtos. Eles são direcionados para todos os ramos do segmento alimentício, atendendo as demandas do mercado consumidor. Todo o processo industrial é controlado pelas normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF), Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) e NBR 9001:2000.