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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 387 | Serembro de 2009 | Campo Mourão - Paraná

Tecnologia

Coodetec tem novidades para o verão

Cooperativa lança 13 novas cultivares de soja: duas convencionais e as demais transgênicas, que estarão disponíveis para a safra 2009/10

Produtores de soja de todo o país poderão contar com 13 novas variedades de soja lançadas pela Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec), e que estarão disponíveis para cultivo na safra 2009/10. “É um recorde. Até então, não tínhamos lançado um número tão grande de variedades de soja. Mas, precisávamos cobrir muitos nichos de demanda, principalmente no Cerrado. E, num esforço muito grande, conseguimos registrar seis variedades inéditas para o Cerrado e sete para a região Sul”, comemora o diretor-executivo da Coodetec, Ivo Marcos Carraro, ao conceder entrevista do Paraná Cooperativo, do Sis-tema Ocepar.

TIPOS – Segundo Carraro, a Coodetec continua desenvolvendo variedades convencionais, de alta performance no campo. Das treze novas variedades, duas são convencionais: uma para o Sul e outra para o Cerrado. As demais contêm o gene RR, ou seja, são transgênicas. “São variedades que atendem a vários tipos de ciclos e de necessidades do produtor”, esclarece, considerando que a cooperativa também fará, nesta safra, demonstrações de outros materiais que serão lançados posteriormente.

Em relação ao milho, Carraro afirma que nesta safra a Coodetec fará a demonstração de novos híbridos com a tecnologia Bt, que têm como característica principal a tolerância a insetos.

TRANSGENIA – Em relação aos transgênicos, o diretor executivo da Coodetec afirma que a cooperativa defende a imparcialidade no processo. “Nossa origem, vinda do cooperativismo, prevê que a gente tenha um fluxo de relacionamento aberto, ou seja, com todas as companhias que quiserem se relacionar conosco”, ressalta. Segundo Carraro, a Coodetec tem uma decisão estratégica que é manter o seu banco genético em desenvolvimento permanente de forma convencional, “porque é do convencional que você parte para a transgenia”, explica. “Nós almejamos no futuro não muito distante termos o nosso próprio transgênico também. Ter a nossa própria tecnologia nessa área porque nós acreditamos que na agricultura do futuro essa ferramenta da transgenia vai ser muito potente, além do que já é atualmente, e vai ser útil para resolver problemas, inclusive os ligados às importantes mudanças climáticas que vem ocorrendo”, acrescenta.

PLANTA DANINHA – De acordo com o dirigente, também estão sendo desenvolvidas pesquisas no sentido de ajudar a resolver problemas com plantas daninhas, como a Buva, cuja ocorrência vem se intensificando nas lavouras. “Provavelmente para o ano que vem nós teremos um sistema associando produto químico à variedade para que o agricultor possa manejar melhor este problema. Nesse sentido, estamos atuando em duas frentes: variedades que possam se adaptar melhor e, também, um trabalho em parceria com empresas que produzem alguns herbicidas para elas poderem participar desse programa”, informa Ivo Carraro. (Com informações do Paraná Cooperativo)