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Coamo Agroindustrial Cooperativa | Edição 429 | Setembro de 2013 | Campo Mourão - Paraná

Editorial

Investimentos, seguro rural e a nova safra

Para melhorar e incrementar o recebimento e a armazenagem da produção e atender as necessidades dos associados, a Coamo investirá um montante de R$ 465 milhões para modernizar 67 unidades no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A previsão é de que as obras sejam concluídas nos próximos três anos, ou seja, até a safra de verão de 2015. Agradecemos a confiança dos associados que aprovaram os novos investimentos na 54ª Assembleia Geral Extraordinária, realizada dia 26 de agosto de 2013.

A Coamo prevê modernização, adequação e ampliação de recebimento em mais oito milhões de sacas e também a construção de quatro novas unidades em Santa Maria do Oeste (Paraná), Bom Jesus (Santa Catarina), e duas no Mato Grosso do Sul, em Guaíba, distrito de Ponta Porã e em Vista Alegre, Maracaju.

Um dos fatores do sucesso da Coamo é a sua proximidade junto aos mais de 26 mil associados. Durante os 43 anos de existência, a Coamo tem realizado um grande trabalho que resulta em assistência de qualidade no desenvolvimento dos associados, mediante estrutura adequada e ágil para o recebimento da produção e fornecimento dos insumos, com orientação do plantio a comercialização.

SEGURO RURAL - Os associados sabem e fazem a sua parte para produzir bem, com aumento de produtividades, mas reivindicam a proteção de suas lavouras mediante um sistema de seguro rural que seja eficiente e moderno. Em nome dos associados, no dia 05 de setembro, apresentei em Brasília, na audiência pública realizada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária no Senado Federal, algumas propostas para o avanço do seguro rural brasileiro. O Brasil não tem uma política agrícola permanente, e a falta de seguro rural é problema para a agricultura. Apresentei o exemplo da Coamo, de um projeto-piloto de cobertura implantado na relação produtividade e preço, que paga todo o custeio do produtor e ainda proporciona superávit.

Entendo que devemos buscar a solução para o seguro rural unindo forças e trabalhando com o envolvimento de todos os setores - produtores, governo, indústrias, bancos e seguradoras. A audiência pública no Senado foi uma iniciativa elogiável, e o tema deverá ter continuidade com representantes dos vários setores e o propósito de construir uma proposta conjunta para um seguro rural eficiente no Brasil.

Por diversas vezes, nas Reuniões de Campo e nos Encontros na Fazenda Experimental com os associados da Coamo, e em vários eventos, manifestei a posição de que o seguro rural deve ser considerado um insumo fundamental, pela relevância na proteção e no desenvolvimento da atividade agrícola. É uma questão de extrema importância, que precisa melhorar e pode colaborar para o avanço da nossa agricultura.

DESTAQUE – A Coamo recebeu em agosto deste ano o prêmio de campeã no setor “Cooperativas”. No evento organizado pela revista IstoÉ Dinheiro, a cooperativa foi uma das 27 companhias da economia nacional que mais se destacaram em suas áreas de atuação no ranking “As Melhores da Dinheiro 2013”. Partilho este importante reconhecimento da sociedade empresarial com os mais de 26 mil associados e os mais de seis mil funcionários. A avaliação da “As Melhores da Dinheiro” não está focada apenas nos aspectos financeiros, mas também em outros critérios fundamentais que podem medir e premiar a boa administração, e a gestão sob várias áreas como recursos humanos, inovação e qualidade, sustentabilidade financeira, governança corporativa, e também em responsabilidade social e meio ambiente.

NOVA SAFRA – Com tudo pronto, insumos reservados, planejamento bem feito e o apoio incondicional, os associados da Coamo iniciam a semeadura da nova safra 2013/14, de olho no clima e com a esperança renovada para buscar colheitas promissoras de soja e milho, e é claro obter boa rentabilidade. E é isso que todos nós esperamos: uma safra bem implantada desenvolvimento satisfatório, colheitas com incremento de produtividades e bons preços para o sucesso da atividade agrícola.

Educação transformadora

O Sistema S tem dado uma demonstração no Brasil e no Paraná que se pode avançar muito quando há profissionalização. Nos diferentes setores produtivos, as instituições cumprem um papel fundamental na preparação dos trabalhadores e na melhoria da qualidade de vida das pessoas. No caso do Sescoop/PR, o S do cooperativismo, promoveu uma mudança estratégica no desenvolvimento do setor a partir da década de 2000. O investimento que se fez em pessoas certamente está retornando em benefícios aos milhares de cooperados que fazem parte do cooperativismo. Houve um intenso processo de profissionalização nos últimos 13 anos, capitaneado pelo Sescoop/PR, com investimentos superiores a R$ 129,1 milhões, em cursos e atividades que tiveram mais de 1 milhão de participantes, os quais assistiram a 338 mil horas de aulas em 26 mil eventos de capacitação.

Esse contínuo investimento em aperfeiçoamento tem trazido melhorias expressivas em várias áreas de trabalho nas cooperativas, em específico na gestão dos empreendimentos. Com dirigentes e administradores com formação e experiência, o planejamento de ação das cooperativas ganha assertividade e ampliam-se as possibilidades de bons negócios. Um exemplo é o programa de formação internacional doSescoop/PR, que tem capacitado executivos e líderes cooperativistas, possibilitando mais conhecimento sobre comércio exterior, bem como as diferentes estratégias de trabalho das cooperativas em diferentes países. Outro aspecto a ser lembrado é a inserção dos jovens e da mulher dentro do cooperativismo, o que é incentivado em programas e eventos específicos do Sescoop/PR, como o Elicoop Feminino, Jovemcoop e o Cooperjovem.

Milhares de trabalhadores de cooperativas já passaram por algum curso de pós-graduação ou MBAs apoiados pelo Sescoop/PR. É uma ação que faz a diferença. Quando existe um ambiente de trabalho com profissionais qualificados, o planejamento estratégico é melhor formulado e os ganhos são maiores para toda a cooperativa e seus cooperados. Pessoas preparadas, gestores mais qualificados, ampliam-se o alcance do empreendimento cooperativo. De uma maneira geral, podemos dizer que o Sistema S é uma referência nacional em realizações e ações bem feitas, especialmente na área de preparo de pessoas, no auxílio às cooperativas, indústrias, comércio, agricultura, em suma, umaação diferenciada dentro da sociedade. Basta lembrar das escolas de ensino médio mantidas por instituições do Sistema S, referências em qualidade na educação. Entendo que é fundamental que as instituições do Sistema S continuem se aperfeiçoando, para poder dar os resultados que a sociedade tanto necessita e exige.

No Paraná, uma característica das instituições do Sistema S é a sinergia e atuação conjunta em importantes ações e projetos. O Sescoop/PR, por exemplo, tem convênios com outros sistemas em programas e cursos de capacitação nas áreas administrativas, comerciais, industriais, transportes, agricultura, entre outras. Essa disposição para o trabalho cooperativo fortalece as entidades, otimiza a utilização dos recursos e gera ganhos qualitativos no trabalho profissionalizante que as instituições realizam. O Sistema S desempenha um papel fundamental na qualificação e melhoria do bem-estar dos trabalhadores. Educação deve ser uma prioridade estratégica para o Brasil, e a participação das instituições do Sistema Sé imprescindível para que o país atinja um nível de excelência educacional, quesito obrigatório para se alcançar o pleno desenvolvimento com qualidade de vida.

João Paulo Koslovski, presidente do Sistema Ocepar